Abordagem Emmi Pikler – Educação infantil

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A primeira infância é extremamente fundamental na vida das pessoas e poucos compreendem o valor que esta possui. Hoje em dia, a infância tem sido comprimida entre tarefas e compromissos precoces que os pais buscam para as crianças pensando que estão colaborando para o desenvolvimento e preparando um futuro seguro e feliz.

Muitos adultos exercem uma pressão psicológica e física em suas crianças, pensando no desenvolvimento psicomotor, achando que assim a criança irá se desenvolver mais rápido.

Essa pressão resulta em um caminhar desestruturado, desequilibrado e inseguro, os quais refletem diretamente no psique emocional das crianças. Porém, se as crianças desde o nascimento são respeitadas em sua infância, conseguirão desenvolver suas potencialidades de maneira natural e se tornarão adultos mais seguros, determinados e felizes.

Essa é uma das primícias da abordagem Pikler-Lóczy, desenvolvida por Emmi Pikler (1902-1984), a qual destaca a importância de se respeitar cada criança a fim de que estas se desenvolvam em um ambiente amoroso, respeitoso e seguro.

Pouco conhecida no Brasil, a abordagem Pikler, voltada para a educação de crianças de 0 a 3 anos, começa a dar os primeiros passos no país.

Reverenciada por estudiosos de educação de diversas partes do mundo, Emmi Pikler, médica austro-húngara, fundou uma instituição em Budapeste após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1946, para abrigar órfãos e também crianças de até 3 anos que corriam o risco de ser contaminadas pela tuberculose dos pais. Ali colocou em prática suas ideias, as quais consistiam em interferir menos no estágio de maturidade dos bebês, respeitar a individualidade de cada um e dedicar um cuidado especial permeado por uma relação de afeto entre o adulto e a criança.

O método se baseia em quatro princípios:

  1. O Valor da atividade autônoma, em que as cuidadoras têm o papel de motivar e levar o bebê a descobrir o prazer de agir livremente.
  2. A relação afetiva privilegiada no contexto institucional, ou seja, é importante que a criança crie um vínculo consciente – não se trata se uma tentativa de substituição dos pais.
  3. A necessidade de oportunizar às crianças a consciência de si e do seu ambiente.
  4. O bom estado de saúde das crianças completa o enquadramento teórico.

O resultado desse conjunto aplicado são crianças confiantes e alegres, que se desenvolvem harmoniosamente e compreendem os adultos.

Um dos mais importantes princípios da abordagem desenvolvida por Emir Pikler (1902-1984) é o de que o adulto deve estabelecer uma relação de confiança e interação com o bebê durante os principais cuidados (banho troca de fraldas, alimentação). Além disso, o espaço é organizado para que o bebê possa se movimentar com mais liberdade desde muito cedo, o que proporciona maior autonomia (a criança conquista cada posição por si mesma na medida em que é capaz de manter sua postura) e melhor desenvolvimento motor.

Abaixo o contexto de um trecho da primeira parte do artigo “Estar com os bebês” (original no site Pikler/Lóczy Fund USA), escrito por Anna Tardos, do Instituto Pikler em Budapeste.

O bebês despertam emoções indescritíveis em nós. Porém, a preocupação com as tarefas do dia a dia relacionadas a eles, como vestir a roupa, trocar a fralda, dar o banho e etc,  faz com que as pessoas não prestem a devida atenção ao bebê nos  importantes momentos de estar juntos. A mãe não pensa em quão feliz o bebê ficaria em “ajudar”, caso ela tivesse uma conversa com ele nesse meio tempo e contasse a ele tudo o que está fazendo:

“Agora eu irei tirar sua fralda para ver se há algo nela. Eu irei limpar sua pele e levantar seu bumbum. Você me permite fazer isso? Agora, irei colocar esse casaco em você. Vê como ele é bonito? Sua avó o fez para você. Primeiro estou puxando um braço para cima, depois o outro. Eu preciso te levantar um pouco. Não é muito fácil, mas nós conseguimos”.

Eles ajudariam? Sim. O bebê prestaria atenção naquilo que a mãe estivesse fazendo, relaxaria seus braços, e, com a idade de apenas alguns meses, ele levantaria seus braços em sua direção quando ela lhe mostrasse sua roupinha. Uma conversa real pode ser formada dessa maneira entre o adulto e o bebê. Dessa maneira, os rápidos e pouco cuidadosos movimentos que frequentemente lançam uma sombra na atividade conjunta durante os momentos passados juntos podem ser evitados: pernas levantadas muito altas, muito rapidamente giradas para o lado, o braço do bebê ficando preso na manga, ou as pernas presas nos macacões com zíper.

Esta pode ser uma experiência bastante desagradável para o bebê. E também acontece que, ao invés de um rico e significativo diálogo realizado durante um prazeroso momento conjunto, a mãe tem que vestir um bebê que chora e protesta. É uma pena. Por quê? Porque a atividade de vestir ou trocar, várias vezes no dia, pode ser também um alegre encontro em conjunto.

 

Fases de crescimento e desenvolvimento que modificam o sono do bebê e da criança

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Seu bebê dormia bem e de repente trocou o dia pela noite? O problema disso pode ser uma causa natural: o desenvolvimento e o crescimento da criança.

Saltos de desenvolvimento, picos de crescimento e angústia de separação podem interferir no sono.

O primeiro ano da criança é uma fase de muitas mudanças para toda a família. É um período desafiador, quando bebês aprendem a comunicar suas necessidades e pais aprendem como atendê-las.

Você pode achar que o desenvolvimento do seu bebê (como aprender a rolar, engatinhar e andar) e seu crescimento não tem nada a ver com o sono, mas a verdade é que caminham juntos. Abaixo colocamos uma descrição dos fenômenos chamados saltos de desenvolvimento, picos de crescimento e angústia de separação.

Saltos de desenvolvimento

São aquisições de habilidades que ocorrem em determinados períodos. O ritmo de desenvolvimento não é constante: há alguns períodos de desenvolvimento acelerado e outros onde há uma desaceleração.

Toda vez que seu bebê desenvolve uma nova habilidade, ele fica tão excitado e obcecado com a conquista que quer praticá-la o tempo todo, inclusive durante o sono. Em outras palavras, um dos “efeitos colaterais” desse trabalho todo que o cérebro dos bebês está fazendo é que eles não dormem tão bem quanto o fazem em períodos que não estão tentando dominar uma nova habilidade. Eles podem até resistir às rotinas já estabelecidas.

No período que imediatamente antecede o chamado salto de desenvolvimento, o bebê repentinamente pode se sentir perdido no mundo, pois seus sistemas perceptivo e cognitivo mudaram, houve uma maturidade neurológica, mas não tempo hábil para adaptação às mudanças. Então o mundo lhe parece estranho, e o resultado da ansiedade gerada é geralmente desejar voltar para sua base, ao que já lhe é conhecido, ou seja, a mamãe! Em vista disso, é comum ficarem mais carentes, precisando de mais colo, e com frequência há também alterações em seu apetite e sono.

Então, nessas fases, é preciso apenas ter um pouco de paciência e empatia com o bebê – depois do processo de aquisição da nova habilidade (como rir, engatinhar, sentar, interagir, andar) o bebê dá um salto no desenvolvimento e demonstra felicidade com o final da “crise”. Ou seja, por um lado, o bebê fica feliz com a nova habilidade e independência que vem junto, e já é capaz de se afastar um pouco da mamãe. Por outro lado, sente angústias e receios com essa nova situação. Isso lhe traz sentimentos dúbios como separação e apego, onde o bebê irá flutuar entre os dois por um período.

A duração de cada salto é variável, mas geralmente depois de algumas semanas a fase difícil passa e tudo volta à normalidade. Bebês e crianças precisam de cuidados amorosos, empatia e novas experiências, e não de brinquedos caros. Fale com seu bebê, cante, brinque, leia para ele. São atividades chave para o desenvolvimento do cérebro. Os saltos no desenvolvimento não cessam na infância, mas continuam até a adolescência.

Certa variação entre crianças é esperada, mas uma cronologia observada experimentalmente dos períodos de saltos de desenvolvimento é a seguinte:

5 semanas (1 mês): a visão do bebê melhora, ele consegue ver padrões em preto e branco, passa a se interessar mais pelo ambiente que o rodeia e consegue seguir objetos brevemente com os olhos. Passa ficar acordado por períodos um pouco maiores. É nessa época também que o bebê começa a chorar com lágrimas e sorrir pela primeira vez ou com mais frequência do que antes.

8 semanas (quase 2 meses): diferenças nos sons, cheiros e sabores ficam mais perceptíveis. Ele percebe que as mãos e os pés pertencem ao corpo e começa a tentar controla-los. O bebê começa também a experimentar com sua voz. Nessa fase também que o bebê começa a mostrar um pouco de sua personalidade: os pais começam a reparar quais coisas, cores e sons o bebê gosta mais. Depois desse salto o bebê vai poder virar a cabeça na direção de algo interessante e emitir sons conscientemente. Todas essas novas experiências trazem insegurança ao bebê que provavelmente procura mais conforto do peito da mãe.

12 semanas (quase 3 meses): nessa idade o bebê já pode enxergar todo um cômodo da casa, vira-se quando ouve sons altos, e consegue juntar suas mãos. Vai observar e mexer no rosto e cabelo dos pais e vai perceber que pode gritar. Depois do salto o bebê praticamente não vai mais precisar de apoio para manter a cabeça erguida. Como nos outros saltos, os pais são o porto seguro do mundo do bebê e ele se apoia nisso. Ele pode começar a reagir de maneira diferente fora de casa ou no colo de um estranho e ao mesmo tempo tem uma grande curiosidade em reparar no mundo que o rodeia, ele também é muito sensível às novidades e por isso se sente mais confortável e seguro nos braços dos pais.

19 semanas (4 meses e meio): por volta da 14ª até a 17ª semanas o bebê pode parecer mais “impaciente”. Esse é um dos saltos mais longos: dura cerca de 4 semanas, podendo porém se estender por até 6 semanas. O bebê chora mais, apresenta mudanças extremas de temperamento e quer mais atenção e colo. Consegue alcançar e pegar um brinquedo, sacudi-lo e coloca-lo na boca, passa-lo de uma mão para outra. Pode nascer o primeiro dentinho. Os sons que o bebê emite se tornam mais nítidos e complexos, consegue fazer alguns sons como “baba”, “dada”. Tudo tem gosto diferente agora. Dorme menos. Estranha as pessoas e busca maior contato corporal quando está sendo amamentado. Depois desse salto o bebê vai poder virar de costas e de barriga para baixo, e vice-versa, se arrastar para frente ou para trás, olhar atentamente para imagens num livro; reagir ao ver seu reflexo no espelho e reconhecer seu próprio nome.

26 semanas (6 meses): Já na 23ª semana o bebê parece se tornar mais “difícil”. Ele busca maior contato corporal durante as brincadeiras. O bebê já consegue coordenar os movimentos dos braços e pernas com o resto do corpo. Senta sem apoio e põe objetos na boca. Nessa idade ele começa a entender que as coisas podem ficar dentro, fora, em cima, embaixo, atrás, na frente, e usa isso em suas brincadeiras. Ele passa a entender que quando a mamãe anda, ela vai se afastar e isso o assusta, então reclama quando a mãe sai de perto. Depois desse salto o bebê vai ficar interessado em explorar a casa, armários, gavetas, achar etiquetas, levantar tapetes para olhar o que tem embaixo. Ele se vira para prestar atenção nas vozes, consegue imitar alguns sons, rola bem em ambas as direções e começa a se apoiar em algo para ficar de pé. Adquire maturidade para receber alimentos sólidos. Essa fase pode durar cerca de 4-5 semanas.

30 semanas (7 meses): o bebê tenta se jogar para alcançar objetos, bate um objeto no outro. Pode começar a engatinhar, a falar algumas sílabas e entende melhor o conceito de permanência das coisas. Pode fazer sinal de tchau. Sente ansiedade com estranhos.

37 semanas (8 meses e meio): o bebê fica “temperamental”, tem mudanças frequentes em seu humor, de alegre para agressivo e vice-versa, ou de exageradamente amoroso para ataques de raiva em questão de momentos. Chora com mais frequência. Quer ter mais atividades e protesta se não às tem. Não quer que troquem sua fralda, chupa seus dedos. Protesta quando o contato corporal é interrompido. Dorme menos, tem menos apetite, movimenta-se menos e “fala” menos. Às vezes senta-se quieto e sonha acordado. O bebê agora começa a explorar as coisas de uma forma mais metódica. Passa a entender que as coisas podem ser classificadas, por exemplo, sabe o que é comida e o que é animal, seja ao vivo ou em um livro. Fala “mama” e “papa” sem distinção de quem é a mãe ou o pai. Engatinha, aponta objetos, procura objetos escondidos, usa o polegar e dedo indicador para segurar objetos.

46 semanas (quase 11 meses): o bebê percebe que existe uma ordem nas coisas e atitudes, por exemplo, que se colocam sapatos nos pés e brinquedos nos armários. Ganha então uma consciência de suas próprias atitudes. Ao invés de separar objetos, passa a juntá-los. Depois desse salto o bebê vai poder apontar para algo ou pessoa a pedido seu, vai querer falar no telefone e enfiar as chaves nos buracos de chave, procurar algo que você escondeu, tentar tirar a própria roupa. Fala “mama” e “papa” para a mãe ou pai corretamente. Levanta-se por alguns segundos, movimenta-se mais, atende o “não” e instruções simples.

55 semanas (quase 13 meses): geralmente a fase em que o bebê começa a andar. Um salto no desenvolvimento bem significativo. Fala mais palavras do que “mama” e “papa”. Rabisca com giz.

64 semanas (quase 15 meses): o bebê combina palavras e gestos para expressar o que precisa, como com as mãos, esvazia recipientes, coloca tampas nos recipientes apropriados, imita as pessoas, explora perguntando, responde a algumas instruções (por exemplo, “me dá um beijo”), usa colher e garfo, empurra e puxa brinquedos enquanto anda, joga bola, anda de marcha a ré.

75 semanas (17 meses): o bebê usa cerca de 6 palavras regularmente, gosta de jogos de imitação, gosta de esconder brinquedos, alimenta uma boneca, joga bola, dança, separa brinquedos por cor, formato e tamanho. Olha livros sozinho e rabisca bem.

Picos de crescimento

São fenômenos que se referem ao crescimento do bebê em si, e não ao seu desenvolvimento. Nos períodos de picos, os bebê começam a solicitar mais mamadas do que o usual, pois precisam de mais alimento para crescer nesse ritmo agora mais acelerado. Então o bebê que dormia longos períodos à noite pode começar a acordar mais e solicitar mais mamadas. Essa necessidade dura geralmente de poucos dias a uma semana, seguido de um retorno ao padrão menor de mamadas, mas agora com o organismo da mãe adaptado a produzir mais leite.

Períodos comuns dos picos de crescimento ocorrem por volta dos 7-10 dias, 2-3 semanas, 4-6 semanas, 3 meses, 4 meses, 6 meses e 9 meses e além. Os picos continuam acontecendo no decorrer do crescimento da criança, incluindo a adolescência, momento em que mudanças físicas e emocionais são mais notáveis.

Outras mudanças

Alguns acontecimentos, como o nascimento de um irmãozinho/a, introdução de alimentos novos, o retorno da mãe ao trabalho, a entrada em uma creche, viagens, doenças, separações dos pais, atritos com coleguinhas, ausência de um ente querido e outros podem interferir no sono da criança. Tenha paciência e ofereça-lhe sempre segurança, assim, gradualmente, a rotina pode ser restabelecida.

Fonte: Site Crescer

A evolução dos bebês – Parte II

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Semana passada fizemos um post falando sobre a evolução dos bebês mês a mês, do 1º ao 6º mês. Acompanhe hoje essa evolução do 7º ao 12º mês.

Semana que vem tem mais.

7º Mês

Com o desenvolvimento motor aflorado, você vai perceber que seu bebê fica sentado sozinho por mais tempo que antes e começa a ter o reflexo de se apoiar com as mãos. Ele já está dominando melhor os movimentos para engatinhar, mas isso só deve acontecer em definitivo a partir do 8º e 9º meses.

A hora da refeição vai ficar mais divertida (e com lambanças), pois é nesta fase que o bebê começa a querer comer sozinho. Bastante desajeitado, ele tem a iniciativa de pegar a comida do prato com a palma das mãos, mas logo passará a fazer os movimentos com o dedo indicador e o pequenos pedaços de alimentos sólidos.

8º Mês

O bebê já é capaz de sentar-se sozinho, sem suporte, e de ficar de pé, mas com algum apoio. Já esboça o movimento da pinça, ou seja, usa um ou dois dedos e o polegar para tentar pegar objetos e alimentos. Com o desenvolvimento da linguagem, ele tenta imitar palavras e sons que escuta, abre e fecha a boca ao observar uma pessoa comendo, faz bolhas com qualquer líquido na boca e costuma repetir o mesmo som diversas vezes.

9º Mês

O bebê já tem bastante cabelo. Pelo menos dois dentes na arcada superior e dois na inferior já nasceram, ou mais. Já está na fase avançada do engatinhar, mas ainda não faz os movimentos completos. Fica sentado sem apoio por muito tempo e usa móveis para ajuda-lo a ficar de pé.

A capacidade de movimentar o alimento na cavidade oral antes de degluti-lo ocorre por volta dos 9 meses. Progressivamente, entre os 9 e 12 meses, a dieta vai se tornando similar às refeições familiares. A criança já consegue beber leite ou suco em canecas ou copos, o que deve ser estimulado como preparo gradual para a retirada da mamdeira.

Mesmo que o bebê nunca tenha tido problemas dessa natureza, começa a fase de distúrbios do sono, mas não é recomendado alimentar o bebê no meio da noite, pois isso pode prolongar e piorar o problema. Normalmente, nesta idade, o bebê já consome todo o alimento necessário durante o dia. Experimente coloca-lo para dormir 30 minutos antes, pois o adiantamento pode fazer seu filho dormir melhor. É ainda nesta fazer que o bebê começa a estranhar parentes próximos e a ficar mais grudado à mãe: é a ansiedade da separação. Rotina, afeto e firmeza no trato com o bebê, além de objetos de transição como bonecas e ursinhos de estimação são boas estratégias para resolver o problema.

10º Mês

Engatinha melhor, consegue sentar-se sozinho se estiver deitado, e realiza a pinça com movimentos mais finos e definidos. Chama os pais usando “mama” e “dada” e tem a comunicação desenvolvida para olhar algo que lhe foi apontado.

Nesta fase o bebê adora brinquedos que se movem pelo chão, apesar de ele mesmo ainda não conseguir andar sozinho. Bolas pequenas são ótimas fontes de diversão, assim como caixas e tampas: isso acontece porque ele adora fixar atenção por muito tempo em uma coisa só.

11º Mês

O bebê já engatinha e está prestes a andar: para tornar o desafio mais interessante, coloque pequenos objetos em posições nas quais ele precise ficar em pé para conseguir alcançá-los. Ele agora gosta de brinquedos mais complexos, como os de encaixar e livros, que afinem ainda mais a concentração. Ele vai adorar virar as páginas de um livro colorido, assim como, ao observar um pássaro no livro, vai apontar para o céu.

O controle do humor ficará inconsistente e ouvir a palavra “não” será ainda mais frustrante porque ele sabe que não pode mais fazer o que estava fazendo e, pior, você desaprova sua atitude. Isso o deixa triste, uma vez que o bebê toma a maioria de suas atitudes querendo deixar a mãe feliz.

12º Mês

Próximo de completar 1 ano, o bebê passa a ter somente duas sonecas diurnas, uma de manhã e outra à tarde. Prefira manter horários fixos para as sonecas, pois uma maior variação desse horário pode influenciar o sono noturno.

Nesta fase, o bebê anda com ajuda e fala as primeiras palavras que são importantes para ele, como nomes das pessoas, animais, brinquedos e comidas. Já aponta para mostrar o que quer e obedece a comandos como “venha aqui” e “dê para mim”.

11 Ideias para curtir as férias de um jeito gostoso e sem gastar muito!

Vamos colocar aqui ideias de brincadeiras que exijam apenas materiais simples ou improvisados, mas que animem o dia e façam o tempo passar depressa.

Além de animar as férias, as brincadeiras aproximam pais e filhos, fortalecendo a cumplicidade.

Veja nossa lista e comece a curtir as férias em família!

1. Livros:

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Estipule uma hora da leitura, você ou seu filho escolhe um conto ou uma poesia para ler um para o outro.

2. Culinária:

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Escolha uma receita simples e faça junto com seu filho. É gostoso, divertido e o tempo passa rapidinho.

3. Bolinhas de sabão:

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Tem coisa mais simples e gostosa? Misture água e detergente em um copinho, corte a parte de cima de algum potinho de plástico redondo (como o de iogurte), cole uma vareta e pronto: basta colocar o anel na água com sabão e soprar.

4. Piquenique:

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Monte uma cesta caprichada com lanchinhos gostosos e saudáveis e leve toda a família para ir ao parque.

5. Acampamento:

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Espalhe colchões e cobertores e junte todos na sala para dormir, a mudança na rotina já vira brincadeira.

6. Cineminha:

Two children watching a movie with their mom and eating popcorn on a couch.

Que tal ver um filminho gostoso juntos no sofá com pipoca?

7. Cabaninha:

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Estenda cobertores e lençóis sobre as cadeiras, elas vão virar cabaninhas para várias brincadeiras.

8. Dobraduras:

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Papéis velhos e tesoura garantem a diversão. O link: http://abr.io/2KCx traz ótimas ideias.

9. Colagem:

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Junte revistas, retalhos, cola e tesoura e deixe as crianças criarem. Depois faça uma exposição.

10. Teatro de fantoche:

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Use bonecos de pano para contar historinhas e divertir a criançada com vozes engraçadas

11. Colorir:

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Use o que tiver em casa. Lápis colorido, giz de cera, guache e algumas folhas de papel.

Curiosidades sobre os bebês – parte 2

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Semana passada fizemos um post com 6 coisas curiosas sobre os bebês, hoje iremos postar mais 6.

Lembrando que a matéria é da Revista Super Interessante, de 2012 e o texto é da Gisela Blanco.

Confira:

  1. Por que crianças gostam de desenhos animados?

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Provavelmente porque eles não seguem a realidade nem as leis da física. Prato cheio para quem está desenvolvendo uma percepção do mundo e como as coisas funcionam. “E por serem histórias com uma estrutura narrativa curta e rápida, cheias de movimento. Diferente dos adultos, que acostumam apreciar histórias e personagens mais complexos”, diz a psicóloga Isabel Marim, da PUC-SP. O que não quer dizer que você não possa assistir também, tá?

  1. Por que alguns bebês nascem loiros e seu cabelo escurece depois?

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Porque, quando jovens, temos uma quantidade menor de melanócitos, as células que produzem a melanina, nossa pigmentação natural. Mas à medida que as crianças crescem e se expõem ao sol, aumenta a produção dessas cédulas, e a cor do cabelo pode mudar. O mesmo com olhos, que podem ser azulados até o fim do primeiro ano por causa da pouca pigmentação na íris.

  1. Como recém-nascidos abandonados conseguem sobreviver sozinhos?

Graças a uma reserva de glicose que guardam desde o útero da mãe. Em casos extremos, podem ficar cerca de uma semana sem alimentos ou água. Como os chamados “bebês milagrosos” na Cidade do México: 12 recém-nascidos que sobreviveram sozinhos sob ruínas de um hospital depois do terremoto de 1985. Infelizmente, a maioria não tem tanta sorte. “Só 24 horas sem cuidados já é o bastante para que o bebê sofra uma crise convulsiva por falta de glicose, principal combustível para o cérebro”, afirma o neonatologista Ernani Miura, da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

  1. Porque babam tanto?

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A partir dos três meses de vida, a glândula parótida, que produz a saliva, começa a operar a pleno vapor. Só que a o bebê ainda não sabe que deve engolir a saliva em excesso. Para complicar, ainda não controla totalmente os músculos do rosto que precisaria usar. Acrescente aí o doloroso nascimento de dentes que começa por volta dos seis meses – mais um estímulo para a salivação -, e você já pode prever o resultado: baba, baby.

  1. O que acontece se consumirem álcool?

Que faz mal, você já sabe. Eis aqui exatamente o porquê: quando bebemos, para que o etanol – principal molécula do álcool – chegue até a corrente sanguínea, precisa enfrentar uma espécie de muro chamado barreira hematoencefálica, células do próprio tecido nervoso que vão dificultar a penetração. Nas crianças, ela é mais frágil, por isso as moléculas de etanol conseguem pegar carona no sangue e chegar mais facilmente ao cérebro. Uma vez lá, alteram a química do sistema nervoso e podem danificar várias partes da cabecinha, atrapalhando para sempre algumas funções. É claro que tudo depende da quantidade de álcool e da idade da criança – quanto mais jovem, pior -, mas os danos costumam ser irreversíveis. “Se a lesão for no hipocampo, por exemplo, que é uma região mais frágil, pode alterar áreas responsáveis pelo comportamento e pela memória”, afirma Luís Fernando Tirapelli, cirurgião e professor de anatomia da USP.

  1. Por que demoram tanto para parar de usar fraldas?

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Durante o primeiro ano de vida, o bebê faz cocô automaticamente quando sente um aumento de pressão no intestino. É uma ação reflexiva, que não pode ser controlada, mesmo que ele queira que os pais tentem ensinar. Isso porque o sistema nervoso ainda não é capaz de dominar os movimentos do esfíncter – o músculo que ajuda a segurar quando bate aquela vontade. O mesmo para o xixi: quem fecha a torneirinha é o esfíncter da uretra. O que só acontece quando a criança atinge entre um ano e meio e dois. Mesmo assim, ainda pode demorar alguns meses para que o bebê conquiste autonomia nesse departamento o dê adeus de vez às fraldas.