A evolução dos bebês!

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Os pais ficam loucos por novidades, mas não adianta apressar os passos dos bebês. Cada nova habilidade é o aperfeiçoamento de uma anterior ou a combinação de outras já aprendidas. Segue uma sequência predeterminada porque quem comanda esse espetáculo é o cérebro, e seu amadurecimento se dá em etapas.

Acompanhe a seguir a evolução nos 6 primeiros meses, semana que vem iremos postar do 7º ao 12º mês.

1º Mês

Assim como fazia dentro do útero, o bebê tende a manter os braços e pernas encolhidos e próximos ao corpo. É comum os membros tremerem quando o bebê chora ou fica incomodado.

Os olhos costumam ser azul-acinzentados, não focalizam muito bem, e podem parecer estrábicos, mas a criança distingue formas simples e cores. A cerca de 25 cm da face, ou seja, também durante a amamentação, o bebê consegue distinguir o rosto da mãe.

Em geral, dormem a maior parte do tempo, só acordando para as mamadas, que ocorrem, normalmente, a cada 3 ou 4 horas. É no primeiro mês que, dependendo da alimentação e do peso inicial, o bebê ganha entre 453 g e 907 g.

2º Mês

O campo de visão está maior e o bebê consegue fixar e seguir pessoas e objetos com os olhos. A partir de agora, o bebê vai reagir aos estímulos visuais e táteis com sorrisos, já virando motivo de diversão entre a família.

Desde o nascimentos, ele reconhece a voz da mãe, e entre 2 e 3 meses, sons como “muh”, “daa” e “ohoh serão repetidos diversas vezes.

Entre os 2 e 4 meses de vida há maior incidência da síndrome da morte súbita do lactante. Por isso, tenha mais atenção com a posição de dormir, que deve ser sempre de barriga para cima; a firmeza de travesseiros e colchões, que não devem ser muito macios; agasalhar mais do que necessário, para não superaquecer o bebê; e exposição ao cigarro: esses são fatores de risco.

3º Mês

Já é possível segurar o bebê com mais frequência e coloca-lo sentado: a postura será mais ereta e confiante nesta fase, assim como a firmeza da cabeça. Em conjunto com a visão e a audição, mordidas e lambidas são os métodos de exploração mais usados nesta fase. Portanto, móbile de berço, caixa de música, mordedores e brinquedos para usar no banho são ótimas opções de presentes.

Mesmo com movimentos descoordenados de braços e pernas, ele consegue se movimentar pelo chão e é, a partir daí, que os primeiros movimentos do engatinhar vão surgindo. Se ele nasceu careca ou os primeiros cabelos logo caíram, provavelmente começam a nascer novos fios.

Pais e mães dizem que os 3 meses são um divisor de águas na relação como o bebê: você o entende melhor e, por conta da linguagem corporal mais expressiva, ele já começa a te dar sinais de quando gosta ou não de algo.

4º Mês

Eles têm atividades motoras mais evoluídas e já passam a procurar, escolher e manipular objetos com mais firmeza. Conseguem se virar sozinhos no berço e começam a ficar sentados, mas vão precisar da sua ajuda para manter-se na posição. Nesta fase, o aumento é entre 400g a 600g de peso, e cerca de 2cm na estatura, por mês. O bebê já não dorme tanto quanto antes durante o dia, apenas 13 ou 14h, na maioria das vezes, à noite. Os sons vocálicos darão lugar aos consonantais e “ba”, “ga” e “da” serão as sílabas do momento.

Os olhos assumiram a cor definitiva. Os reflexos muito fortes meses atrás, como o de que fazia com que o bebê segurasse com força objetos (e seu dedo) na palma da mãe involuntariamente, não acontecem mais. Agora, ele já escolhe quando quer prender e soltar algo.

5º Mês

Mais do que nunca, seu bebê vai passar a colocar tudo na boa. A habilidade de se movimentar e explorar lugares antes inacessíveis da casa são o impulso à curiosidade de tocar objetos perigosos. É preciso ter atenção redobrada.

Algumas coisas das mais simples fascinam os bebês nesta fase, além de brinquedos chamativos: espelhos, luzes, mãos e cabelos. Basta ver sua imagem refletida num espelho que a alegria está garantida. No entanto, o desenvolvimento de emoções complexas da área sócio-emocional do bebê começa a despertar medo, curiosidade, alegria, raiva e outros estados de espírito.

6º Mês

O nascimento dos primeiros dentes acontece aos 6 meses de vida, mesmo que também seja comum isso acontecer em algumas crianças a partir dos 3 meses. Agora, ele começa a se sentar sozinho, por alguns instantes, e a treinar os primeiros movimentos para engatinhar. Quando segurados em pé, sustenta um pouco do peso e flexiona os joelhos para simular movimentos de pulos.

A evolução da linguagem permite que a criança produza consoante-vogal como “papa”, “mama” e “baba” e será nesta fase que as mamães serão mais felizes: o bebê acorda mais bem disposto, alegre e sorri com facilidade. O bebê é capaz de sincronizar os balbucios com a fala, como se estivesse conversando sozinho, ou com você. Em média, a menina de 6 meses mede 65cm e pesa 7,2Kg enquanto os meninos têm 67cm e 7,8Kg.

Está na hora de introduzir novos alimentos ao bebê: apresente um novo sabor de fruta, legume ou verdura a cada 3 a 7 dias, para que ele possa identificar os diferentes sabores. Em média, o bebê precisa ser exposto a um novo alimento de 8 a 10 vezes para que o aceite bem. Prefira suco e papas de frutas amassadas com garfo e entregues com colher, além de purês e outros alimentos amassados ou semissólidos.

Curiosidades sobre os bebês – parte 1

Infant Playing with Feet --- Image by © Jamie Grill/Corbis

Em 2012, A Revista Super Interessante fez uma edição especial falando como funcionam os bebês. Achamos um parte bem interessante para compartilhar com vocês: 18 respostas sobre coisas curiosas do bebê.

Vamos dividir em 3 posts, um por semana. O texto é de Gisela Blanco.

Segue as 6 primeiras curiosidades:

  1. Porque eles choram tão alto?

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Por dois motivos: dor e medo. Ao nascer, os filhotes de mamíferos encaram um doloroso desafio: passar da respiração líquida, através do cordão umbilical, para pulmonar. E o medo que vem com estímulos desconhecidos, como a luz e o frio. A frequência média do choro dos bebês pode chegar a 110 decibéis, tão alto quanto uma buzina de carro e quase o dobro do barulho de um aspirador de pó (cerca de 60db). Tão alto que em apenas 30 minutos já pode causar danos à audição de um adulto.

  1. Quando desenvolvem noção de tempo?

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As crianças demoram até por volta dos 4 anos de idade para ganhar essa percepção bem definida de ontem, hoje e amanhã que você tem. Mas não que eles nasçam sem memória. Desde os primeiros meses de vida, já têm memórias de reconhecimento social: aquela capacidade de identificar pessoas de objetos já vistos antes, como o rosto da mãe ou da Galinha Pintadinha. Também podem reconhecer vozes e sons que já ouviam desde o útero. Entre seis meses e um ano, desenvolvem a memória de curto prazo, que permite lembrar de fatos que aconteceram em um breve espaço de tempo – como quando ele tentava engatinhar e caía. Podem até se lembrar e imitar aquela careta que você fez uma semana atrás. Já a memória de longo prazo, que vai reter informações mais complexas, como nome de objetos e onde fica seu quarto, só começa a ser construída depois do primeiro ano. É quando regiões do cérebro responsáveis por elas, como o hipocampo, começam a amadurecer.

  1. Por que são tão fofos?

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Aquelas características que te fazem querer apertar um bebê são comuns a todos os mamíferos. As feições arredondadas e a maior distribuição de gordura corporal são símbolos que ajudam os adultos a reconhecer institivamente que aquele ser é um filhote, incapaz de fazer-lhes mal, e que precisa de proteção. Confesse: você cairia na dele direitinho.

  1. O que diabos é o Attachment Parenting?

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A atriz January Jones, do seriado Mad Man, comeu a placenta depois do parto. Mayim Bialik, de The Big Bang Theory, amamenta o filho de três anos. Angelina Jolie dorme com suas seis crianças na mesma cama. Em comum, as notícias apontavam a mesma filosofia – o tal Attachment Parenting, um método de criação de filhos, chamado em português de “criação com apego”. Proposta em 1951 pelo psiquiatra John Bowlby, se baseia na hipótese de que os laços com os pais nos primeiros anos têm influência por toda a vida. Uma criança que cresce sem esse contato próximo teria mais tendência à depressão e dificuldades de relacionamento. Antes de ganhar suas vertentes mais radicais e atingir o mundo das celebridades, a teoria ajudou a derrubar teses como a de que deixar a criança chorando sozinha a tornaria mais independente e de que o recém-nascido não deveria ficar no mesmo quarto de hospital que a mãe.

  1. Como enxergam quando nascem?

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Apenas claro ou escuro, borrões de luz ou tons de cinza: é assim que o recém-nascido vê o mundo. Ao contrário de outros mamíferos, como os cães, que nascem completamente cegos, nossos filhotes chegam com os olhos bem abertos. Mas, no início da vida, são incapazes de reconhecer formas porque ainda não há memória na retina. É como se eles viessem com um filme em branco na cabeça, que precisa ser preenchido aos poucos. Ao final do primeiro mês de vida, já conseguem distinguir o rosto da mãe e acompanhar o movimento de objetos. A partir dessa época, também já podem distinguir cores primárias – vermelho, verde e azul.

  1. O que é a síndrome da morte súbita?

Nessa síndrome de nome assustador, o bebê simplesmente para de respirar no berço. Apesar de ser a principal causa de morte em bebês de menos de um ano, os médicos ainda não sabem exatamente por que ela acontece. Suspeitam que o cérebro da criança ainda seja imaturo para perceber condições respiratórias ruins ou de um problema cardíaco não detectado. Mas já sabem como evita-la: colocar o bebê para dormir de costas, usar colchões firmes e lençóis sempre presos ao colchão e não fumar perto do bebê. E tem mais: a famigerada chupeta, apesar de controversa, também ajuda na prevenção.

( Esse material pertence à Revista Super Interessante, da Editora Abril S.A)

Esperamos que tenham gostado! Semana que vem tem mais!