Os Oito Princípios da Criação com Apego (Attachment Parenting)

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O que é a Criação com Apego? É criar relações fortes e saudáveis entre pais e filhos. São práticas, ferramentas para suprir a necessidade da criança em confiança, empatia e afeto, que vão fornecer à criança um fundamento para uma vida de relações saudáveis.

A Criação com Apego foi estudada durante mais de 60 anos, por pesquisadores de psicologia e desenvolvimento infantil, e, mais recentemente, por pesquisadores estudando o cérebro. Estes estudos revelam que bebês nascem com fortes necessidades de ser alimentados e de permanecer fisicamente próximos ao cuidador principal, normalmente a mãe, durante os primeiros anos de vida. O desenvolvimento emocional, físico e neurológico da criança é amplificado quando as necessidades básicas são atendidas consistentemente e apropriadamente.

O choro, agarração e sucção do bebê são as primeiras técnicas para manter a mãe por perto. Enquanto a criança cresce e sente-se mais segura em seu relacionamento com a sua mãe, ela está mais apta a explorar o mundo ao seu redor e a desenvolver laços fortes e saudáveis com outras pessoas importantes em sua vida.

Os Oito Princípios da Criação com Apego foram criados pela API (Attachment Parenting International) a fim de ajudar os pais em sua jornada. Essas orientações são fundadas em investigações sérias e são conhecidas por serem eficazes em auxiliar crianças a desenvolver ligações seguras.

A Criação com Apego não é uma receita de bolo para criação de filhos, portanto, a API recomenda que os pais usem seu próprio julgamento e intuição para criar um estilo de criação que incentive o apego, e que funcione para a família.

1- Preparar-se para gravidez, parto e paternidade.

Tornar-se física e emocionalmente preparada para gestação e o parto. Procure conhecer a assistência e ambiente do parto, conheça as rotinas hospitalares com os bebês.

A maneira como se inicia a relação ajuda a formação do vínculo. Os primeiros dias e semanas são muito importantes, mas não é um “agora ou nunca”.

Conhecer os estágios do desenvolvimento infantil, para tornar as expectativas reais e ser flexível.

Nascer com respeito é um primeiro momento, é a recepção que estamos dando a esse ser que vem ao mundo.

2-Alimentar com amor e respeito

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A amamentação é nutricional e emocionalmente perfeita. Uma forma certeira de formar o vínculo seguro entre mãe e bebê. É um exercício de leitura do bebê. Ajuda a ler as pistas, a linguagem corporal é o primeiro passo para conhecê-lo. A amamentação cria a química perfeita. Quando não acontece, é importante adotar formas de nutrir que permitam a relação física e emocional.

3-Responder com sensibilidade

Construa o fundamento de confiança e empatia já no começo. Sintonize-se no que seu bebê está comunicando a você. Responda consistente e apropriadamente. Bebês não sabem se acalmar sozinhos, atente-se ao seu choro. A resposta sensível constrói a confiança. Os pais constroem gradualmente a confiança em sua capacidade de responder às necessidades do bebê corretamente. Bebês não choram para manipular, eles não têm esse raciocino ainda, o choro é sua maneira de comunicar. Cuidado com os conselhos do tipo: deixar chorar, não acostumar mal, não mimar e etc.
Confie em sua intuição, pouco a pouco ela aflora.

Os bebês precisam de pais calmos, carinhosos e empáticos para ajudá-los a aprender a regular suas emoções. Responda à uma criança que está magoada ou expressando uma emoção forte. Compartilhe de suas alegrias sempre.

4- Use o toque:

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O toque fornece ao bebê contato físico, afeto, segurança, estímulo e movimento.

Use Babywearing (carregadores de bebês) do tipo wrap sling.

Massagem

A forma como toca e carrega o bebê é essencial para seu desenvolvimento. Não deixá-lo no estado de pacote, para não se fechar sobre si mesmo, permitir que ele tenha confiança em si através da sua própria corporalidade. Por que o toque é tão importante?

Existem muitos tipos de memórias, as que você pode trazer à consciência são lembranças, mas existem aquelas que deixam traços em nós mas que não vem à tona, não tomamos consciência, mas que estão lá e em alguns momentos da vida aparecem como armadilhas emocionais. No início da vida não temos a linguagem, então os traços de memória são corporais, a emoção fica impregnada na nossa corporalidade.

5- Cuidando durante a noite

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Não existe uma fórmula, pois cada bebê é único e sua família também é única. Descubra uma forma em que todos dormem bem e esta será a mais adequada à sua família.
Bebês e crianças têm necessidades durante a noite assim como durante o dia. Eles dependem dos pais para acalmá-los e ajudá-los a se regular. Os treinamentos noturnos têm um efeito físico e psíquico, então muito cuidado com os métodos do tipo Nana Neném.
A cama compartilhada tem seus benefícios para os bebês que demonstram dificuldade à noite, alguns tem angústias noturnas, e o contato físico, a proximidade minimizam isso. Além disso, tende a facilitar o aleitamento em livre demanda. A cama compartilhada pode inclusive reconectar os pais que trabalham fora a seu bebê. O bebê vai adquirindo seus recursos para se tornar independente através da confiança que tem em seus pais.

6- Cuidado consistente e afetuoso
A ideia é prevenir separações longas que tragam ansiedade e estresse às crianças pequenas. Também quando for necessário que os pais se separem dos filhos por conta de trabalho, observar e responder com cuidado aos sinais que a criança dá que de que a separação é difícil e causa angústia. Creches por mais de 20 horas por semana podem causar extremo estresse emocional, melhor a opção de um “cuidador” em casa. As crianças para se desenvolverem devem ter momentos de privacidade, e intimidade, e as escolinhas não tem esse espaço. O desenvolvimento social que o bebê demonstra ter ao iniciar-se na creche pode ser em detrimento de sua segurança afetiva. Por isso dê ouvido aos choros de seus bebês. Mais uma vez cada um é único é você só vai saber se está tudo bem com ele se tornando um expert do seu bebê.

7-Praticar educação positiva
Tratar nossos filhos como gostamos de ser tratados é extremamente difícil.
Disciplina positiva tem como filosofia levar a criança a desenvolver uma consciência guiada por sua própria disciplina interna e compaixão pelo outro. Não é deixar fazer o que ela quer. Crianças precisam que mostremos o caminho. A punição enfraquece em parte a conexão entre os pais. Traz os sentimentos de vergonha, injustiça, humilhação. Bater ensina que a violência é a forma de resolver conflitos e problemas.

Analisar sua própria infância e educação recebida é o primeiro passo para mudanças de atitudes com nossos filhos.

8- Equilíbrio

O equilíbrio de todos os membros da família é importante, dar ouvidos às suas necessidades permite que a intuição e conexão entre todos aflore. As necessidades do bebê são grandes e podem ser desgastantes, se necessário peça a ajuda de alguém, para que você possa descansar.

Fonte: http://www.attachmentparenting.org/portuguese

 

O que levar para a maternidade no dia do parto?

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Você está na reta final da gestação e em poucas semanas vai ter um bebezinho lindo na sua casa. Chegou a hora de preparar as coisas para levar na maternidade.

No post de hoje, fizemos uma lista com os itens essenciais para levar a maternidade. Talvez seja uma boa ideia imprimi-la para não esquecer de nada. O aconselhável é que as malas estejam prontas quando você já estiver com 36 semanas de gestação, assim você evita se estressar nos minutos finais.

Sacola da mamãe

  • Camisolas ou pijamas com abertura na frente para facilitar a amamentação.
  • Calcinhas grandes e confortáveis, já “testadas”, de preferência as que você já está usando na gravidez. Leve no mínimo umas cinco.
  • Penhorar para andar pelos corredores do hospital.
  • Chinela ou sandália de dedo.
  • Meias.
  • Sutiã de amamentação.
  • Cinta pós parto.
  • Conchas ou absorventes para os seios.
  • Produtos de higiene pessoal como escova, xampu, condicionador, sabonete, escova de dentes e pasta. Leve também um batonzinho para as fotos e filmagens.
  • Absorventes – é normal ter sangramento depois do parto.
  • Roupas para a saída do hospital folgadas e confortáveis.
  • Máquina fotográfica e pilhas extras.
  • Filmadora e carregador de bateria.
  • Livros e revistas.
  • Lembrancinha e enfeite de porta, se tiver preparado com antecedência, se não, não se preocupe, eles não são essenciais.

Sacola do bebê

Leve sempre mais de uma de cada roupa, pois os hospitais pedem roupinhas reservas para garantir que não haja imprevisto.

Lembre-se de lavar tudo antes com sabão de coco ou neutro e de separar as roupas que sejam adequadas para a época do ano. Ao nascer, os bebês precisam ser mantidos em temperatura mais quente, mas não exagere nos agasalhos, porque eles podem deixar seu filho desconfortável. Se estiver na dúvida, peça orientação às enfermeiras da maternidade nas primeiras trocas.

Além das malas, na hora de sair de casa há outros itens que você deve se lembrar de pegar como carteirinha do plano de saúde, cartão de pré-natal ou carta do médico com as informações do pré-natal e documentos pessoais. Faça uma lista e deixe bem visível para conferir, na pressa de sair, se não esqueceu nada.

O que as mães gostariam que os seus parceiros soubessem

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Quando um bebê nasce, a vida da mãe gira de cabeça para baixo e estabelecer uma rotina se torna uma tarefa bastante complicada. O bebê não marca hora para sentir fome, pedir colo ou chorar, isso faz com que as mulheres deixem o companheiro um pouco de lado dando mais atenção ao novo membro da família. Isso é normal e faz parte do período de adaptação. Para ajudar e tornar essa fase mais fácil para o casal, segue abaixo algumas informações que as mães gostariam que os seus maridos soubessem:

Elas podem se sentir feias

Logo após a saída da maternidade, a mulher tem muitos sentimentos conflituosos em relação ao próprio corpo. Por um lado, ela se sente maravilhosa, pois acabou de gerar uma vida. Por outro lado, seu corpo já não é mais o mesmo de antes. Quando isso acontecer, o ideal é o companheiro falar como se sente a respeito da aparência dela. A mulher que acabou de ter um filho precisa ouvir que ainda continua bonita e o quanto é admirada.

Elas são obcecadas com o bebê

O casal acabou de ter um filho, não é algo que acontece todos os dias e o bebê precisa de inúmeros cuidados. O pai não deve se sentir deixado de lado e sim ajuda-la e dedicar-se ao bebê tanto quanto ela.

Elas ficarão assustadas

Saber que tem uma nova vida dependendo totalmente de você assusta. Portanto, o companheiro nunca deve dizer que ela está com os hormônios descontrolados ou sensível demais, ele deve escutá-la, respeitar seus sentimentos e se mostrar presente com palavras, estando ao lado dela, dando apoio.

Mães ficam na defensiva

Quando a mulher tem um bebê, ela escuta conselho de tudo quanto é lado, amigas, mãe, avó, tias, sogra e etc. É muita informação diferente vindo ao mesmo tempo e é por isso que elas costumam entrar no modo defensivo, pois parece que tudo o que estão fazendo está errado. Nessas horas o pai deve estar presente para lembra-la que o bebê é deles e de mais ninguém e que as decisões cabem apenas aos dois.

Elas precisam de permissão para descansar

Quando iniciam a maternidade, a maioria das mulheres acham que conseguem cuidar de tudo, mas não é bem assim, elas precisam de um tempo para elas. Por isso, o pai tem que dizer a ela que é preciso descanar, cuidar do bebê nesse período e se ele estiver dormindo, propor ajudar na casa.

O companheiro precisa perguntar

Deve descobrir o que ela quer e precisa perguntando. Ela ficará feliz em poder contar com o companheiro e em dividir o que precisa ser feito.

Ela ama o companheiro de verdade

A mulher ama ver o marido se transformando em um pai. Ver o companheiro criando laços cada vez mais fortes com o bebê. Ela presencia cada vez mais a família que estão construindo juntos e não tem nada mais emocionante do que esse enorme passo na vida.

As doenças mais comuns no primeiro ano de vida do seu filho

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O primeiro ano de vida de um bebê é repleto de surpresas e descobertas agradáveis, como começar a andar ou falar. Mas, nesse período, também é muito comum o surgimento de problemas de saúde. As doenças do bebê são frequentes e algumas vezes, até perigosas. É muito importante consultar o pediatra quando surgirem dúvidas sobre o estado do bebê.

Nos primeiros meses de vida (menos de 3 meses) as infecções podem ser graves, por isso, se o bebê apresentar febre, deve ser levado imediatamente ao médico.

As doenças mais comuns são:

Icterícia fisiológica

É comum em recém nascidos. Refere-se à cor amarelada da pele e de outros órgãos que é causada pelo excesso de bilirrubina no sangue.

Resfriados comuns

A partir do quarto mês, período em que as mães voltam ao trabalho, é comum que o bebê tenha resfriados.

Bronqueolite

Trata-se de uma infecção viral e geralmente acomete bebês com seis meses de vida, mas pode ocorrer também do nascimento até os dois anos. Pode ser confundida com uma gripe, porém, difere-se pelo chiado no peito, causado por bronco espasmos.

Infecção urinária

É comum a partir dos três meses até um ano de vida, mas também pode ocorrer em crianças maiores. Geralmente a criança apresenta febre, mas não tem sinal de resfriado ou gripe.

Bebê Chiador

É o nome dado a bronquite, que pode ocorrer em decorrência a uma gripo, ou à asma brônquica, que tem como desencadeador um processo alérgico.

Otie

A infecção de ouvido ocorre geralmente quando a criança está gripada e com congestão nasal. Costuma apresentar febre alta.

Pneumonia

A pneumonia é uma infecção mais grave dos pulmões e pode ser causada por vírus ou bactéria.

Infecções respiratórias das vias aéreas superiores

São as laringites ou faringites. É comum a partir dos quatro meses, quando a criança começa a frequentar a escolinha. Nesse caso, a criança tem febre associada a coriza (nariz entupido ou escorrendo)

Varicela

A varicela, conhecida como catapora, é causada pelo vírus herpes zoster. O contágio é por saliva, espirro ou tosse. Também ocorre quando as mãos entram em contato com vesículas contaminadas de alguém doente.

Diarreias

As diarreias ocorrem por transmissão de vírus. É comum principalmente em bebês que ficam em berçários. Geralmente a criança fica caidinha e precisa de muito hidratação.

Dermatite Atópica

Doença crônica da pele que apresenta erupções que coçam e apresentam crostas. Pode também vir acompanhada de asma ou rinite alérgica.

Tosse alérgica

É um tipo de tosse seca persistente que surge sempre que o bebê entra em contato com a substância alergênica.

 

As vantagens do aleitamento materno

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Estamos na Semana Mundial da Amamentação e por isso resolvemos escrever sobre o quanto é importante amamentar, um ato natural que constitui a melhor forma de alimentar, proteger e amar o seu bebê.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), as crianças devem receber o leite materno exclusivo até os 6 meses de idade, ou seja, até essa idade a mãe não deve dar nenhum outro alimento complementar ou bebida. Após o sexto mês sim, ela pode introduzir outros alimentos na rotina do bebê. Também segundo a OMS, o ideal é que a criança seja amamentada até completar os 2 anos de idade.

O leite materno contém todas as proteínas necessárias para a saúde do seu bebê como: açúcar, gordura, vitaminas e água. Além disso, contém elementos que o leite de vaca não consegue incorporar, tais como anticorpos e glóbulos brancos e é por isso que o leite materno protege o bebê de certas doenças e infecções.

O leite materno pode proteger as crianças de:

  • Otites
  • Alergias
  • Vômitos
  • Diarreia
  • Pneumonias
  • Bronquiolites
  • Meningites

O leite materno também melhora o desenvolvimento mental do bebê, a formação da boca e o alinhamento dos dentes, é mais facilmente digerido e promove o estabelecimento de uma ligação emocional muito forte, entre a mãe e a criança.

Vantagens para as mamães:

  • A mãe que amamenta sente-se mais segura e menos ansiosa
  • Amamentar faz queimar calorias e por isso ajuda a mulher a voltar mais rápido ao peso que tinha antes da gravidez
  • Ajuda o útero a voltar ao tamanho normal mais rápido
  • A perda de sangue após o parto acaba mais cedo
  • Previne o câncer de mama pré menopausa e de ovário
  • Previne a osteoporose
  • Previne a anemia

As posições para amamentar

Ao escolher uma posição para dar de mamar, o mais importante é que você esteja confortável e que o bebê alcance o seio com facilidade.

Uma boa posição para amamentar é aquela que facilita a colocação do bebê junto ao peito e permite uma boa pega.

Para isso você pode:

  • Deitar e colocar o bebê em posição paralela a seu corpo, elevando ligeiramente a cabecinha dele, para ajudar o leite a descer e não ir para a região do ouvido dele

1_deitada

  • Segurar o bebê no colo em posição transversal, “barriga com barriga”, utilizando o braço contrário ao seio em que ele está mamando

2_outrobraco

  • Segurar o bebê no colo em posição transversal, utilizando o braço do mesmo lado do seio em que ele mama

3_tradicional

  • Segurar o bebê passando-o embaixo do seu braço, do mesmo lado do seio em que ele está mamando, sentando de penas cruzadas na beira da cama ou usando duas cadeiras ou sofá

4_embaixobraco

  • Colocar o bebê “de cavalinho” em uma das suas coxas, deixando-o de frente para o seio

5_cavalinho

  • Usar qualquer combinação citada no caso de ter gêmeos e desejar dar de mamar ao mesmo tempo

6_gemeos

 

Amamentar traz muitos benefícios tanto pata você quanto para o bebê. É uma incrível maneira de criar intimidade e construir elos.