Enxoval do bebê

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O post de hoje é para ajudar as futuras mamães. Colocamos aqui duas listas bem básicas, de inverno e de calor, para ajudar vocês a prepararem o enxoval do bebê recém-nascido (tamanho conhecido como RN ou PP) até ele ter, mais ou menos, 3 meses.
Levando em conta o clima do lugar onde você mora, assim como a época do ano em que seu filho vai nascer, apresentamos uma relação de itens mais quentinhos e uma outra relação de itens mais fresquinhos para dias e noites.
É claro que você precisa calcular de acordo com o mês do ano. Para quem mora em São Paulo, por exemplo, e vai ter bebê em agosto, o enxoval começa como de frio, mas precisa ter itens mais leves porque em outubro já vai estar mais quente. O mesmo, mas ao inverso, para bebês de março. Faça os cálculos de acordo com sua região.

Considere que os bebês nesses primeiros meses sujam muitas fraldas por dia e, frequentemente, as roupas também. Por outro lado, não adianta exagerar demais no número de peças muito sofisticadas, porque eles crescem rápido e acabam perdendo logo aqueles macacõezinhos tão lindos.
Na hora de trocar, fica bem mais fácil, tanto para o bebê como para quem troca, se a roupa não tiver de passar pela cabeça. Procure escolher roupas que tenham abertura na frente ou lateral, ou pelo menos com um botãozinho na gola para passar com mais facilidade. Para seu próprio conforto, evite peças com abertura nas costas, porque fica mais difícil segurar o bebê e fechar botõezinhos ao mesmo tempo.

Os especialistas não recomendam colocar cobertores ou mantas em crianças pequenas para dormir. Se o frio for intenso, vista seu filho “em camadas” e invista em pijamas mais quentes.

E, por fim, procure lavar todas as roupinhas com antecedência, sempre usando sabão neutro ou de coco, para não passar sufoco nas horas antes do parto.

Vamos às listas:

Itens essenciais para o enxoval de inverno

Os itens abaixo são uma quantidade mínima para ter trocas suficientes com conforto. Mas tudo depende da rotatividade da lavagem de roupa na sua casa. Se você não pode lavar várias vezes por semana e as roupas demoram a secar, talvez precise aumentar a quantidade.
Outra questão é o tamanho do bebê. Bebês que nascem pequenos (com 3 kg ou menos) usam bastante as roupinhas RN, por mais de um mês. Já bebês que nascem maiores (3,5 kg ou mais) usam roupas RN por cerca de 15 dias, ou até menos.
O enxoval já inclui as roupinhas necessárias para a mala da maternidade.

  • Roupa para “saída da maternidade”:deve ser confortável, agasalhada e bonita para estar nas fotos que serão guardadas para sempre
  • Body de manga comprida: 6 tamanho RN e 6 tamanho P
  • Body de manga curta:4 tamanho RN e 4 tamanho P
  • Calça tipo “mijão” ou culote, com elástico na cintura, com ou sem pé:6 tamanho RN e 6 tamanho P
  • Calça de moletom, legging ou jeans:4 tamanho P
  • Camiseta de manga comprida: 4 tamanho P
  • Macacão inteiro de manga comprida:5 a 7 tamanho RN e 5 a 7 tamanho P (é bom ter um ou dois mais fininhos, de malha, e os outros mais grossos, de plush, por exemplo)
  • Macacão sem enfeite nem capuz, simples, de tecido grosso, para dormir:3 tamanho RN e 3 tamanho P
  • Casaquinho de lã ou moletom grosso:4 tamanho RN e 4 tamanho P
  • Jaqueta com capuz:1 tamanho P
  • Meia:6 pares
  • Touquinha:2
  • Luva:2 pares, sem divisão de dedos
  • Manta de algodão:1
  • Xale de lã:2
  • Fralda de pano para usos variados:pelo menos 4
  • Paninho de boca:pelo menos 6
  • Toalha de banho com capuz:4
  • Lençol de baixo para berço com elástico:4

Itens essenciais para o enxoval de verão

  • 1 roupa para “saída da maternidade”:deve ser confortável, mais quentinha (mas sem exageros) e bonita para estar nas fotos que serão guardadas para sempre
  • Body de manga curta:6 tamanho RN e 6 tamanho P
  • Body de manga comprida:4 tamanho RN e 4 tamanho P
  • Calça tipo “mijão” ou culote com ou sem pé:6 tamanho RN e 6 tamanho P
  • Macaquinho ou jardineira curta para banho de sol:4 tamanho P
  • Macacão inteiro de manga comprida:5 tamanho RN e 6 tamanho P (é bom ter alguns mais fininhos, de malha ou algodão, e um ou dois mais grossos, de plush, por exemplo)
  • Camiseta:4 tamanho P
  • Calça de moletom, legging ou jeans:2 tamanho P
  • Casaquinho de lã, linha ou moletom grosso:2 tamanho RN e 2 tamanho P
  • Macacão de algodão simples, confortável, tipo pijama:2 tamanho RN e 2 tamanho P
  • Meia:6 pares
  • Chapéu para sol:2
  • Manta de algodão:2
  • Xale de lã:1
  • Fralda de pano para usos variados:Pelo menos 4
  • Paninho de boca:Pelo menos 6
  • Toalha de banho com capuz:3
  • Lençol de baixo com elástico, para berço:3

Fonte: Babycenter

O que fazer quando o seu bebê se recusa a comer?

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Ao mesmo tempo em que a criança começa a andar, geralmente entre os 9 meses e 1 ano e alguns meses, ele passa também a se desinteressar pela comida. Com tanta coisa para explorar, quem tem tempo de comer?

O que você pode fazer para ajudar:

– Proporcionar o melhor clima possível durante a refeição.

– Aceitar a recusa com paciência e compreensão; não adotar estratégias repressoras nem punitivas, que podem gerar um clima ruim durante a refeição.

– Não insistir demais (no máximo uma ou duas vezes), não castigar nem “presentear” o bebê com recompensas para que ele coma.

– Acalmar-se e controlar o nível de ansiedade. A criança percebe e pode utilizar isso como estratégia para conseguir o que quer.

– Usar a autoridade, e não o autoritarismo, se a criança ficar agressiva. Procurar contê-la e acalmá-la.

– Respeitar o local e os horários das refeições para que a criança se acostume com a rotina.

– Deixar o bebê entrar em contato com os alimentos, pois isso estimula sua curiosidade e pode melhorar a aceitação.

– Conversar com o bebê enquanto ele come, explicando o que é cada coisa e contando histórias que envolvem os alimentos.

– Lembrar que a expressão facial vale muito mais do que aquilo que se diz ao bebê, que percebe tudo por meio dela.

Embora toda a criança precise de estímulo e estrutura na hora das refeições, William Sears, pediatra norte-americano e autor de mais de 23 livros sobre cuidados infantis, ressalta que comer ou não e o quanto come é no final das contas uma escolha do seu filho.

“Ele pode comer bem em um dia e no outro não querer nada”, explica Sears, que escreveu com sua mulher Martha um livro inteiro sobre a alimentação da família (“The Family Nutrition Book”).

Em vez de ficar só se preocupando com o que a criança deixou de comer hoje, considere como foi a alimentação no decorrer de uma semana toda, aconselha o médico. Segundo ele, os pais normalmente acabam se surpreendendo com o fato de que a média do período não é tão ruim assim.

Os líquidos também devem ser incluídos nesta equação alimentar, já que leite e sucos são fontes de nutrientes essenciais (só não vale sucos artificiais cheios de açúcar e corantes) para o desenvolvimento. Como a ingestão excessiva de líquidos pode também comprometer o apetite, procure oferecê-los depois ou entre as refeições.

Outro ponto superimportante é não deixar que seu filho consuma guloseimas demais, que acabam fazendo as vezes da comida, mas são pobres em nutrientes e podem gerar uma carência de vitaminas e minerais.

Caso ele se recuse a comer ou beber qualquer coisa durante um dia inteiro, ligue para o pediatra para pedir uma orientação mais específica e evitar que seu filho acabe desidratado.

Fonte: BabyCenter, Pedriatriaemfoco

 

O Desfralde sob a abordagem Emmi Pikler

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Esqueça tudo que você já leu sobre desfralde, a idade certa, primeiro de dia, depois a noite, como desfraldar meninos e como desfraldar meninas e etc. A abordagem Pikler mostra um processo muito mais simples que o tradicional, mostra que para tirar as fraldas sem acidentes, broncas ou retrocessos basta respeitar o tempo do seu filho.

Emmi Pikler (1902-1984) era uma pediatra húngara que desenvolveu diversas teorias sobre criação e desenvolvimento infantil, aplicando-as na prática no orfanato que gerenciava. Ela foi pioneira no uso de cuidados com empatia e da observação ativa, que permite que bebês e crianças pequenas descubram o mundo, socializem e se desenvolvam com espontaneidade, autonomia e independência.

Isso quer dizer, resumidamente, que o cuidador (seja ele pai, mãe, familiar ou profissional) deve apenas observar atentamente a criança enquanto ela explora ambientes, testa possibilidades e chega a suas próprias conclusões. Nada deve ser induzido, exigido ou condicionado. “A criança mal começa a rolar e queremos que ela sente, queremos  que engatinhe, depois  que ande, que  fale, soletre, escreva, como se houvesse algum tipo de corrida. Isso gera um sentimento de que o que ela faz nunca é o suficiente”, analisa Leila Costa, do Espaço Minhoca. Leila é pedagoga, mestre em Educação pela Unicamp, especialista em educação de 0 a 3 anos pelo Instituto Singularidades, cursou a formação inicial da Abordagem Pikler em Budapeste – Hungria, no Instituto Pikler, é professora universitária e coordena quatro grupos de estudos sobre bebês.

Como isso se aplica ao desfralde? Basicamente, quando corpo e cérebro do bebê estiverem prontos para realizar uma tarefa, ele a realizará. Naturalmente. Leila conta que os picklerianos acreditam que a fralda só deve sair quando houver controle dos esfíncteres, um processo biológico que não pode ser imposto pela cultura. “Não dá para a criança ter autonomia de dia e não à noite, por exemplo, isso dá um nó na cabeça dela. Por isso a fralda só deve ir – definitivamente – quando a criança estiver realmente pronta. Primeiro vem o desenvolvimento, depois a criança aprende”.

Biologicamente, a criança terá o controle de ambos os esfíncteres até os 42 meses, mas dentro deste espectro cada um terá seu próprio momento. Daí a importância da observação ativa e do respeito ao chamado “microtempo” do bebê. A pedagoga faz um paralelo: “Vamos supor que o bebe recém-nascido chora quando está com fome e é atendido. Ele não sabe o que acontece, mas sabe que mamar dá conforto. Isso se repete várias vezes e ele sabe que quando ele sente o desconforto alguém vem confortá-lo com leite. Este é um micro tempo. Com o cocô, o que é considerado um indicador de controle pela maioria das pessoas pode ser apenas a compreensão de um microtempo. A vontade gera desconforto, a barriguinha dói, a criança sabe que a fralda vai encher e que ela não gosta daquilo. Se reagirmos a isso como um sinal, haverá diversos ‘acidentes’ até que a criança tenha os horários condicionados ou que realmente consiga segurar e controlar a urina e as fezes. Este controle parte de uma região do cérebro que se desenvolve a seu tempo, não é um aprendizado.”

E se a criança se incomoda com a fralda? “Podemos deixá-la peladinha”, responde Leila. “Só não podemos cobrar nada por isso”. Também é possível condicionar a criança a fazer as necessidades em horários determinados, embora o condicionamento não seja interessante para a abordagem Pikler. “Ela pode até se acostumar, mas isso não quer dizer que vá ter controle sobre as necessidades, o que pode gerar tensão”.

Em sua passagem pelo Instituto Pikler, em Budapeste, Leila chegou a ver crianças de 3 anos ainda de fraldas. “as mães devem ficar tranquilas em vez de ver de ter isso como um objetivo em uma certa idade. Todas as crianças desfraldam quando estão prontas”. Quando chega a hora, são usados vasos sanitários baixinhos para que os pequenos tenham autonomia. “Mas um banquinho e um adaptador do vaso da casa também são bem aceitos”, completa a especialista.

Fonte: http://www.casadeviver.com.br

Saiba lidar com a “adolescência dos bebês”

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Esse período ocorre entre um ano e meio e três anos e costuma deixar os pais de cabelo em pé. As características típicas são: teimosia, desobediência e choro fácil e podem ser resumidas em uma expressão de origem inglesa: terrible two (terríveis dois anos, na tradução literal). Os pais, de uma hora para a outra, veem seus filhos se atirando no chão cada vez que são contrariados.

Nessa fase a criança começa a exercitar sua autonomia e sua independência com relação aos pais. É a fase que os pais costumam chamar de “arte”. Os “arteiros” parecem não ter limites. Segundo especialistas, é na fase do terrible two que a curiosidade é praticamente uma regra para as crianças. É a vontade de descobrir o mundo que as torna um pouco mais desobedientes. Elas testam os pais e também a própria capacidade.

Por ser uma fase de muitas mudanças e certa rebeldia, o terrible two também é conhecido como a adolescência dos bebês e essa é a hora de exercer a paciência. Quando não conseguem aquilo que querem, os pequenos tendem a chorar, fazer birra e se atirar no chão. A recomendação, nesses momentos, é se afastar. Os pais têm de esperar a irritação passar. Não pode bater na criança no momento de desespero, porque é nessa fase que elas modelam o comportamento. Se os pais gritam, elas aprendem a gritar. Se batem, aprendem a bater.

Se a chegada de um irmãozinho se aproxima, a situação tende a piorar. Além de todas as rupturas que ocorrem no período – como deixar o uso das fraldas e da chupeta –, um novo bebê em casa faz com que as atenções não sejam voltadas apenas à criança. É importante que não haja comparação entre os filhos, ou com outras pessoas da família.

O segredo principal é priorizar o diálogo e supervisionar, sempre que possível, os momentos de descoberta. Afinal, a exploração de novos territórios e a conquista de independência faz parte do desenvolvimento dos “arteiros”.

Como lidar com o “terrible two”

  • Entenda que faz parte do desenvolvimento da criança. Não há nada de errado com ela.
  • Não supervalorize e nem superestime uma crise de birra. Na medida do possível, ignore e deixe que ela se acalme sozinha.
  • Explique que chorar não faz com que as coisas se resolvam. Nesse caso, é bom manter o diálogo: “Quando você parar de chorar, a gente conversa”.
  • Mantenha o controle. Durante a crise de birra, a criança não ouve.
  • Espere que ela se tranquilize sem sua ajuda. Caso estiverem em um lugar público e isso não for possível, abrace-a e tente distraí-la com outro assunto.
  • Dê limites sempre. O ideal é que a criança saiba a consequência que sofrerá se fizer algo de errado antes de ser punida.

Fonte: clicrbs.com.br

Por que você não deve gritar com o seu filho

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O autocontrole dos pais é indispensável para a criação bem sucedida dos filhos, mas na prática não é tão simples assim. Muitas vezes, esses adultos que almejam uma postura firme e comedida surpreendem-se aos berros com as crianças. O arrependimento, quase sempre, é imediato.

Muitos pais e mães acreditam que só conseguem fazer a criança escutá-los se elevarem o tom de voz e para os especialistas o erro começa justamente nessa crença.

Não existe necessidade de gritar, as crianças têm o ouvido normal e conseguem ouvir e atender os pais com o tom normal de voz. Se você grita, seu filho também vai se alterar e se abalar emocionalmente.

Gritaria

As crianças costumam parar tudo o que estão fazendo quando os pais começam a gritar. Mas isso não acontece porque elas entendem o contexto da situação e sim porque ficam com medo dos adultos. Por isso, tom de voz elevado não traz resultados positivos e muito menos construtivos.

A família é a primeira experiência de socialização das crianças, portanto, se o comportamento de gritar é incentivado em casa, a criança aprende que é por meio da gritaria que as pessoas alcançam os objetivos e passa a acreditar que o desrespeito, a falta de controle e o autoritarismo são atitudes corretas. Ela passa a reproduzir a postura em outros meios de convívio social, como na escola, com amigos e professores.

Esse exemplo equivocado pode, inclusive, comprometer o convívio social fazendo com que outras crianças evitem o contato com a que tenta se impor de forma autoritária perante os amigos, seja na escola ou em outros ambientes de socialização.

O caminho correto é manter a calma, por mais trabalhoso e difícil que seja para os adultos. Os pais precisam olhar nos olhos da criança e explicar com calma o que é certo e o que é errado. A criança é perspicaz e é muito capaz de entender a mensagem dos pais.

Agressão emocional

A situação pode se tornar mais confusa ainda para a criança quando os pais se arrependem da gritaria. Em poucos segundos, eles podem transitar pelos extremos da fúria e da tristeza, causada pela culpa. O grande problema é que as crianças conseguem distinguir esses sentimentos nos pais.

A mãe que se sente culpada e tenta se redimir, faz com que a criança também se sinta culpada e responsável pelo sentimento de tristeza da mãe. Ela não vai saber se estava certa ou errada, porque o adulto não foi claro o suficiente.

Os especialistas também lembram que o grito é uma forma de agressão emocional, tão grave quanto um castigo físico como a palmada, por exemplo. Em crianças mais sensíveis, as palavras e o tom de voz alterado dos pais podem machucar mais do que a punição física. Independentemente dos casos, qualquer castigo abusivo faz com que os pequenos se sintam humilhados e diminuídos pelos pais.

Fonte: http://delas.ig.com.br/