O que um bebê de um ano consegue fazer?

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Entre um e dois anos de idade o bebê vai desenvolver especialmente o seu aprendizado. Nesse período de vida, as mudanças físicas não são tão evidentes quanto as intelectuais e as comportamentais. É hora de o bebê aprender.

Ao completar um aninho, ele está pronto para aprender a andar, explorar, conhecer, experimentar tudo o que está a sua volta: pessoas, objetos, lugares. Eles têm muita energia e entusiasmo e quanto mais são estimulados, maior será o desenvolvimento do seu cérebro e da coordenação dos seus movimentos.

Aprender a coordenar a musculatura do corpo para andar é sua principal tarefa. Quer andar o dia inteiro e nunca cansa. No início, anda com os braços para cima para buscar equilíbrio, e com o tempo, vai baixando.

Sua linguagem está se aperfeiçoando. Em geral, com 1 ano completo a criança fala em média 6 palavras e consegue imitar alguns sons que os pais ensinam, como o au-au do cachorro. Com o tempo, aprende a apontar as partes do corpo quando os pais falam o nome e identificam objetos em livros infantis.

Ele já tem capacidade para fazer muitas coisas: coopera enquanto o vestem, segura um copo, tenta usar a colher. Por volta dos 15 meses começam a imitar o adulto em algumas tarefas do dia a dia. Faz coisas para mostrar que já é grande como tentar pentear o cabelo com uma escova, falar no telefone celular de brinquedo, varrer o chão com uma vassourinha.

Um dos seus passatempos prediletos é jogar objetos no chão de propósito. Se a mãe pega e devolve para ele, o bebê repete a mesma coisa milhares de vezes, achando que é uma brincadeira.

É comum a criança pegar o brinquedo dos amiguinhos, mas não querer emprestar os seus. Outra característica interessante dessa fase do bebê é que eles adoram se exibir e, para isso, imitam gestos e atitudes que provocam risadas.

Nessa fase, o gênio da criança está mais evidente e eles podem ter acessos de raiva, bater a cabeça, se jogar no chão, dar chutes. Esse comportamento deve ser repreendido pelos pais e analisado, pois sempre há um motivo para os acessos de raiva.

Um resumo do que o bebê com 1 ano, geralmente, já é capaz de fazer:

  • Andar de lado segurando-se nos móveis e no sofá;
  • Introduzir objetos dentro de outros;
  • Empilhar cubos;
  • Compreender frases simples;
  • Falar pequenas frases, como “mamãe qué água”;
  • Imitar os sons dos animais;
  • Começar a querer comer sozinho;
  • Não gosta de ir pra cama dormir;
  • Engatinhar e andar pela casa;
  • Abaixar-se para pegar um brinquedo ou objeto sem cair;
  • Identificar partes do corpo e dizer o nome delas;
  • Bater palmas, fazer gestos para dizer tchau, por exemplo;
  • Rabiscar e desenhar;
  • Folhear livros ou revistas sem rasgar.

Fonte: desenvolvimentodobebe.com.br

Dicas para não enlouquecer nos primeiros meses de maternidade

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Ser mãe de primeira viagem é maravilhoso, mas também é bem cansativo e pode até ser um pouco chato. Pensando nisso, colocamos algumas dicas do que você pode fazer para não ser levada a loucura.

Faça uma aula ou um curso de qualquer coisa

Procure na internet, veja nas redes sociais alguma coisa para você fazer junto com o seu bebê. Pode ser aulas de yoga para você e para o bebê, shantala (massagem para bebe), musicalidade para bebê, nas livrarias costuma haver a hora do conto. Vá e leve o seu bebê, veja gente, veja outras mães no mesmo lugar que você está. Procure qualquer coisa que a distraia e faça com que você saia de casa.

Se você é daquelas que fica preocupada com o horário de alimentação, fique tranquila, dá para amamentar ou dar uma mamadeira em qualquer lugar.

Faça caminhadas com o seu bebê

Procure um parque, ou um lugar agradável, coloque o bebê no carrinho e vá caminhar. De vez em quando pode até acelerar um pouco o passo ou correr um pouquinho, mas vá. O fato de sair de casa vai permitir que você enquanto caminha, pense em tudo e em nada. Geralmente os bebés adoram andar ao ar livre observando o mundo. Se ele chorar, pare, acalme-o e coloque no carrinho de volta para retomar a sua caminhada. Faça isso num horário que o sol não esteja forte. Coloque uns headphones, uma musiquinha daquelas que você escutava antes de ser mãe e curta esse momento. Um bom horário é de manhã, bem cedo. Tome seu café da manhã, dê o mamá do bebê e saia (é importante que você vá num horário em que o bebê esteja mais calmo).

Participe de um grupo de mães ou inicie um

Quando o seu bebê nasce, a tendência é que você se isole e muitas vezes fique com a sensação ter passado a viver num universo paralelo. Isso porque o que você gosta mesmo é de conversar sobre as novidades em torno da maternidade.

Procure na sua cidade se existe algum. Você vai fazer imensas amizades e vai se sentir bem no meio de gente que a compreende.

Tome um banho

Um banho refrescante e demorado virou praticamente o sonho de consumo de qualquer mãe, no entanto ele pode ser o seu melhor amigo naquelas horas que só temos vontade de sair correndo.

Coloque o seu bebê no bebê conforto de maneira que vocês se vejam e entre no banho sem medo. Ele não vai sair do bebê conforto e você vai poder aproveitar um pouco o seu banho revigorante. Converse com ele, ou cante, isso vai fazer com que ele aguente um pouco mais sem reclamar.

Encontre um  Pediatra “ideal” 

Com seu primeiro bebê, você sempre terá medo de que o seu filho possa ter algo errado. Ele está dormindo demais. Ele está dormindo muito pouco. Ele não sorri. Ele nunca chorou no hospital e agora é sem parar.

Então encontre um pediatra que você possa ligar e que saiba acalma-la nos seus mais loucos devaneios de mãe. O pediatra durante quase um ano vai ser o seu salvador da pátria.

Tire um tempo para você

Você precisa de um tempo para você, mesmo que seja um pouco daquele tempo que você tinha antes de ter o bebê. Peça ajuda de alguém da família que possa ficar com o bebê ou contrate uma babá temporária e tire um tempinho para você mesma. Mas não é para gasta-lo fazendo coisas estressantes como resolver problemas, arrumar a casa e afins (a não ser que você ame fazer isso de verdade).

Faça o que você realmente quer fazer – Saia um pouco com uma amiga, ou com o marido, vá ver um filme, tire um cochilo, vá caminhar sozinha, vá ao shopping, enfim, faça qualquer coisa que te faça sentir que você não deixou de ser você.

Evite comer mal e pular refeições

Evite comer correndo, ou ficar comendo besteira o tempo todo para “saciar” a fome e compensar o stress. Comer compulsivamente ou não comer só vai te deixar mais irritada. Coma bem! Principalmente se você estiver amamentando, você precisa fazer uma boa alimentação. Se não tem uma empregada em casa que te faça alguma coisa que você goste e coma com prazer, peça para alguém como a sua mãe, irmã, ou até a sua sogra ou cunhada fazer e você deixa no congelador. Quando precisar é só descongelar.

Durma

Há uma razão pelo qual todos te aconselham a dormir enquanto o bebê dorme. Pode ser difícil de fazer quando sua casa parece está uma bagunça e você ainda mal conseguiu se olhar no espelho, mas você precisa descansar. Feche os olhos quando o bebê adormecer e não os abra até você ouvi-lo chorar. Você pode fazer o que tem para fazer quando o bebê estiver acordado.

Fonte: demaeparamae.com.br

Criando uma criança feliz!

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Segundo especialistas em desenvolvimento infantil, felicidade não é algo que se possa dar a um filho como se fosse um presente. O psiquiatra Edward Hallowell, autor de The Childhood Roots of Adult Happiness, diz que crianças mimadas demais ou poupadas de todo tipo de desconforto emocional têm mais chances de virar adolescentes chatos, cínicos e descontentes.

“O mais significativo para a felicidade são fatores internos, não externos”, afirma Hallowell. Ele salienta que o importante é ajudar a criança a desenvolver ferramentas internas para se equilibrar, ferramentas com as quais ela possa contar pela vida inteira.

A boa notícia é que não é preciso ser especialista em psicologia infantil para cultivar no seu filho a força interior e a sabedoria de ele vai precisar para aguentar os trancos e barrancos da existência. Com paciência e flexibilidade, todo pai e toda mãe possuem mecanismos para formar a base de uma vida de cheia de felicidade para os filhos.

Saiba interpretar os sinais

À medida que a criança passa de recém-nascida a um bebê mais interativo de 6 meses, ela se torna mestre em expressar para você quando alguma coisa a está deixando alegre ou aborrecida. Por exemplo, o rosto dela se abre em um enorme sorriso ao ver você entrar, ou se contrai em um choro inconsolável quando alguém leva um brinquedo embora.

Você também já deve ter reparado como o bebê passa da alegria à tristeza em um piscar de olhos.

De acordo com a neurocientista pediátrica Lise Eliot, bebês são instáveis assim porque o córtex cerebral, que controla as respostas automáticas do corpo, mal começou a funcionar. Com o passar dos anos e o desenvolvimento dessa parte do cérebro, a criança conseguirá controlar melhor suas emoções e comportamentos.

E, se você tem a sensação de que seu filho passa mais tempo chorando do que rindo, isso se deve ao fato de os bebês desenvolverem primeiro a capacidade de experimentar o estresse — antes da felicidade. Choro e expressões faciais de tristeza existem por um bom motivo, explica Lise. Eles servem como sinal de socorro para que os responsáveis pela criança consertem o que quer que esteja errado.

Mas, se o bebê está chorando, como saber se é porque sente dor, fome ou simplesmente tédio? “A sensibilidade da mãe geralmente consegue detectar os diferentes tipos de choros e expressões faciais”, afirma Paul C. Holinger, professor de psiquiatria do Centro Médico Rush-Presbyterian-St. Luke, nos Estados Unidos. “As sobrancelhas, a boca e as vocalizações são sistemas de sinalização do bebê.”

Um bebê com algum desconforto físico vai chorar com os cantos da boca virados para baixo e as sobrancelhas arqueadas no meio. Quando o problema é raiva, o rosto do bebê fica vermelho, as sobrancelhas viram para baixo, o maxilar fecha, e ele grita feito um animalzinho.

A maioria dos pais reconhece um bebê que se irrita fácil ou que é medroso, mas, segundo Holinger, muitos não percebem que a raiva às vezes provém de situações desagradáveis do ambiente. “Se há um barulho mais alto ou uma luz mais forte, a criança vai mostrar sinais de medo. Se o barulho ou a luz continuarem, o sentimento vira raiva”, diz o professor.

Seu filho provavelmente tem seu próprio jeito de mostrar quando está bem ou não. Algumas crianças choram, outras ficam mais apegadas e carentes. Com o passar do tempo, você vai entender cada vez mais o temperamento do seu filho e aprenderá a reconhecer os sinais de quando alguma coisa está errada.

Abra espaço para a diversão

Embora um móbile bem colorido ou o gostinho de uma papinha doce possam fazer o bebê sorrir, o que o faz realmente feliz é bem mais simples: você.

“Conecte-se com o bebê, brinque”, aconselha o doutor Hallowell. “Se você estiver se divertindo, ele também estará.”

O ato de brincar produz alegria, mas a brincadeira é também a maneira como as crianças desenvolvem as habilidades necessárias para a felicidade futura.

À medida que crescem, aquelas brincadeiras não-direcionadas fixa permitem às crianças descobrirem as atividades de que mais gostam: construir torres, aviões ou casas com blocos, misturar “poções” com ingredientes da cozinha, pintar com tinta, rolar uma bola, fantasiar-se, brincar de faz de conta.

Muitas vezes essas brincadeiras acabam levando a atividades profissionais extremamente prazerosas na vida adulta.

Lembre-se de que brincadeira não quer dizer inscrever a criança na aula de música, de esportes ou outras tarefas “enriquecedoras”. Brincar significa deixar uma criança inventar, criar e sonhar acordada para ajudar a desenvolver seus próprios talentos e descobrir seus interesses sem interferência externa.

Corpo saudável = criança feliz

Muitas horas de sono, exercícios e uma dieta saudável são essenciais para o bem-estar de qualquer pessoa, e das crianças em especial. Procure dar ao seu filho bastante espaço para que ele gaste energia, seja correndo, chutando bola, engatinhando até um brinquedo preferido ou subindo e descendo do escorregador mil vezes no parque. Atividades assim ajudam a deixar a criança de bom humor.

No caso de bebês, é só importante lembrar que a maioria deles se dá melhor com rituais e horários predeterminados para cada atividade. Programar o parquinho para depois do almoço pode resultar em bebê irritado.

Preste atenção também a possíveis ligações entre o humor do seu filho e a ingestão de certos alimentos. Para algumas crianças, açúcar, por exemplo, pode dar energia, enquanto que para outras, irritação. Acredite: alergias e sensibilidade a alimentos também alteram o comportamento das crianças.

Se você estiver amamentando, talvez descubra que o bebê não fica bem depois que você come alguma coisa específica. Por mais chato que seja abrir mão, muitas vezes compensa não comer e, por outro lado, ter mais tranquilidade com o bebê.

Deixe a criança resolver os próprios problemas

Nos seis primeiros meses de vida, é importantíssimo que os pais respondam a todas as necessidades do bebê. Após essa fase, no entanto, se você correr por causa de cada soluço, impedirá que seu filho vivencie novas experiências.

“Crianças precisam aprender a tolerar situações incômodas e desagradáveis também. Permita que elas tenham dificuldades, procurem uma solução por conta própria, já que isso faz com que desenvolvam a capacidade de lidar com problemas”, diz a psicóloga Carrie Masia-Warner, que trabalha na Universidade de Nova York.

Durante o primeiro ano, o bebê aprende a sentar, engatinhar, pegar objetos, falar uma ou outra coisinha. Cada um desses marcos traz confiança e satisfação à criança. Não não corra para pegar o chocalho que caiu ou o ursinho do outro lado da sala. Dê tempo e estímulo para que seu filho consiga pegar o que quiser sozinho.

Tristeza e raiva também existem

Com o passar do tempo, as crianças aprendem a classificar seus sentimentos e a expressá-los com palavras.

“É normal que as crianças fiquem sensíveis demais, grudadas ou bravas em certas horas, por causa de alguma coisa diferente ao seu redor. Mas isso não quer dizer infelicidade”, aponta Carrie.

Por exemplo, se sua filha cismar de ficar em um cantinho, de mau humor, durante uma festa de aniversário, a reação natural é puxá-la de volta para as brincadeiras. Só que é fundamental deixá-la processar sozinha o sentimento negativo.

A criança precisa aprender que não há nada de errado em ficar chateada ou triste e que de vez em quando faz parte da vida de todo mundo. Ao tentar dissipar qualquer sinal de descontentamento, muitas vezes mandamos a mensagem errada de que não é normal sentir tristeza.

Você é o modelo

Seja para o bem ou para o mal, as crianças tendem a imitar os comportamentos dos pais. Mesmo os bebês mais novinhos copiam o estilo emocional dos pais, algo que chega até a ativar áreas neurológicas específicas.

Isso quer dizer que, quando você sorri, seu filho sorri e o cérebro dele se “programa” para sorrir. Por outro lado, quando você se defronta com um bebê cheio de cólicas, por mais difícil que seja, o melhor é manter a calma para evitar que ele sinta e copie o estresse de quem cuida dele.

É normalíssimo para quem está lidando com recém-nascidos se sentir muitas vezes cansada e no limite. Mas, se esse for constantemente o seu estado de espírito, é importante procurar ajuda. Depressão é um problema real, não uma desculpa ou invenção que está na moda.

Cultive bons hábitos

Mesmo enquanto pequenos, os bebês já têm capacidade de aprender como é gostoso, por exemplo, ajudar ao próximo. Pesquisas indicam que pessoas que sentem que sua vida tem propósito sentem-se menos deprimidas.

É sempre possível demonstrar para uma criança a alegria do dar e do receber. Se você oferecer uma rodelinha de banana, deixe que ela faça a mesma coisa e dê uma de volta para você. Mostre como o gesto generoso deixa você feliz.

O mesmo vale para a hora de pentear o cabelo. Penteie o do seu filho e permita que ele penteie o seu. Esses pequenos momentos criam uma sensibilidade para que ele saiba compartilhar e se preocupar com outras pessoas.

Por volta dos 2 anos, as tarefas da casa são outra chance para ensinar as crianças a participar da vida dos outros. Tarefas simples, como colocar a roupa suja em um cesto ou levar os guardanapos para a mesa, ajudam as crianças pequenas a sentir que também podem contribuir com algo no mundo.

Fonte: BabyCenter

O que fazer quando o seu bebê se recusa a comer?

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Ao mesmo tempo em que a criança começa a andar, geralmente entre os 9 meses e 1 ano e alguns meses, ele passa também a se desinteressar pela comida. Com tanta coisa para explorar, quem tem tempo de comer?

O que você pode fazer para ajudar:

– Proporcionar o melhor clima possível durante a refeição.

– Aceitar a recusa com paciência e compreensão; não adotar estratégias repressoras nem punitivas, que podem gerar um clima ruim durante a refeição.

– Não insistir demais (no máximo uma ou duas vezes), não castigar nem “presentear” o bebê com recompensas para que ele coma.

– Acalmar-se e controlar o nível de ansiedade. A criança percebe e pode utilizar isso como estratégia para conseguir o que quer.

– Usar a autoridade, e não o autoritarismo, se a criança ficar agressiva. Procurar contê-la e acalmá-la.

– Respeitar o local e os horários das refeições para que a criança se acostume com a rotina.

– Deixar o bebê entrar em contato com os alimentos, pois isso estimula sua curiosidade e pode melhorar a aceitação.

– Conversar com o bebê enquanto ele come, explicando o que é cada coisa e contando histórias que envolvem os alimentos.

– Lembrar que a expressão facial vale muito mais do que aquilo que se diz ao bebê, que percebe tudo por meio dela.

Embora toda a criança precise de estímulo e estrutura na hora das refeições, William Sears, pediatra norte-americano e autor de mais de 23 livros sobre cuidados infantis, ressalta que comer ou não e o quanto come é no final das contas uma escolha do seu filho.

“Ele pode comer bem em um dia e no outro não querer nada”, explica Sears, que escreveu com sua mulher Martha um livro inteiro sobre a alimentação da família (“The Family Nutrition Book”).

Em vez de ficar só se preocupando com o que a criança deixou de comer hoje, considere como foi a alimentação no decorrer de uma semana toda, aconselha o médico. Segundo ele, os pais normalmente acabam se surpreendendo com o fato de que a média do período não é tão ruim assim.

Os líquidos também devem ser incluídos nesta equação alimentar, já que leite e sucos são fontes de nutrientes essenciais (só não vale sucos artificiais cheios de açúcar e corantes) para o desenvolvimento. Como a ingestão excessiva de líquidos pode também comprometer o apetite, procure oferecê-los depois ou entre as refeições.

Outro ponto superimportante é não deixar que seu filho consuma guloseimas demais, que acabam fazendo as vezes da comida, mas são pobres em nutrientes e podem gerar uma carência de vitaminas e minerais.

Caso ele se recuse a comer ou beber qualquer coisa durante um dia inteiro, ligue para o pediatra para pedir uma orientação mais específica e evitar que seu filho acabe desidratado.

Fonte: BabyCenter, Pedriatriaemfoco

 

O Desfralde sob a abordagem Emmi Pikler

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Esqueça tudo que você já leu sobre desfralde, a idade certa, primeiro de dia, depois a noite, como desfraldar meninos e como desfraldar meninas e etc. A abordagem Pikler mostra um processo muito mais simples que o tradicional, mostra que para tirar as fraldas sem acidentes, broncas ou retrocessos basta respeitar o tempo do seu filho.

Emmi Pikler (1902-1984) era uma pediatra húngara que desenvolveu diversas teorias sobre criação e desenvolvimento infantil, aplicando-as na prática no orfanato que gerenciava. Ela foi pioneira no uso de cuidados com empatia e da observação ativa, que permite que bebês e crianças pequenas descubram o mundo, socializem e se desenvolvam com espontaneidade, autonomia e independência.

Isso quer dizer, resumidamente, que o cuidador (seja ele pai, mãe, familiar ou profissional) deve apenas observar atentamente a criança enquanto ela explora ambientes, testa possibilidades e chega a suas próprias conclusões. Nada deve ser induzido, exigido ou condicionado. “A criança mal começa a rolar e queremos que ela sente, queremos  que engatinhe, depois  que ande, que  fale, soletre, escreva, como se houvesse algum tipo de corrida. Isso gera um sentimento de que o que ela faz nunca é o suficiente”, analisa Leila Costa, do Espaço Minhoca. Leila é pedagoga, mestre em Educação pela Unicamp, especialista em educação de 0 a 3 anos pelo Instituto Singularidades, cursou a formação inicial da Abordagem Pikler em Budapeste – Hungria, no Instituto Pikler, é professora universitária e coordena quatro grupos de estudos sobre bebês.

Como isso se aplica ao desfralde? Basicamente, quando corpo e cérebro do bebê estiverem prontos para realizar uma tarefa, ele a realizará. Naturalmente. Leila conta que os picklerianos acreditam que a fralda só deve sair quando houver controle dos esfíncteres, um processo biológico que não pode ser imposto pela cultura. “Não dá para a criança ter autonomia de dia e não à noite, por exemplo, isso dá um nó na cabeça dela. Por isso a fralda só deve ir – definitivamente – quando a criança estiver realmente pronta. Primeiro vem o desenvolvimento, depois a criança aprende”.

Biologicamente, a criança terá o controle de ambos os esfíncteres até os 42 meses, mas dentro deste espectro cada um terá seu próprio momento. Daí a importância da observação ativa e do respeito ao chamado “microtempo” do bebê. A pedagoga faz um paralelo: “Vamos supor que o bebe recém-nascido chora quando está com fome e é atendido. Ele não sabe o que acontece, mas sabe que mamar dá conforto. Isso se repete várias vezes e ele sabe que quando ele sente o desconforto alguém vem confortá-lo com leite. Este é um micro tempo. Com o cocô, o que é considerado um indicador de controle pela maioria das pessoas pode ser apenas a compreensão de um microtempo. A vontade gera desconforto, a barriguinha dói, a criança sabe que a fralda vai encher e que ela não gosta daquilo. Se reagirmos a isso como um sinal, haverá diversos ‘acidentes’ até que a criança tenha os horários condicionados ou que realmente consiga segurar e controlar a urina e as fezes. Este controle parte de uma região do cérebro que se desenvolve a seu tempo, não é um aprendizado.”

E se a criança se incomoda com a fralda? “Podemos deixá-la peladinha”, responde Leila. “Só não podemos cobrar nada por isso”. Também é possível condicionar a criança a fazer as necessidades em horários determinados, embora o condicionamento não seja interessante para a abordagem Pikler. “Ela pode até se acostumar, mas isso não quer dizer que vá ter controle sobre as necessidades, o que pode gerar tensão”.

Em sua passagem pelo Instituto Pikler, em Budapeste, Leila chegou a ver crianças de 3 anos ainda de fraldas. “as mães devem ficar tranquilas em vez de ver de ter isso como um objetivo em uma certa idade. Todas as crianças desfraldam quando estão prontas”. Quando chega a hora, são usados vasos sanitários baixinhos para que os pequenos tenham autonomia. “Mas um banquinho e um adaptador do vaso da casa também são bem aceitos”, completa a especialista.

Fonte: http://www.casadeviver.com.br