Já ouviu falar sobre Exterogestação?

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Segundo algumas teorias, a gestação não acaba quando o bebê nasce. Existe um período de transição entre a vida uterina e o meio externo.

O bebê precisa de um tempo para se adaptar à nova realidade, a vida extrauterina. A temperatura, os barulhos, a claridade e até o espaço são diferentes. Ele agora tem muito espaço.

A exterogestação compreende esse período de transição com técnicas que podemos utilizar para transformar esse processo o mais agradável e menos traumático possível. Seria como o quarto trimestre da gestação.

Um dos métodos é o banho de balde que reproduz o meio uterino, é apertadinho e com água morninha, ou seja, os bebês se sentem “em casa”.

O Sling também é um método ótimo, ele reproduz o balançar que o bebê sentia no útero, tem o toque direto com a pele da mãe, o calor e tudo mais que essa técnica proporciona para as mães e os bebês. É por isso que a maioria dos bebês se sentem acolhidos e ficam calmos durante o período em que estão no sling.

Para a hora do sono, a melhor técnica é fazer o “casulinho” com um cueiro-swaddle, o bebê vai se sentir protegido, pois  permite que ele não tenha espasmos, que levam os bebês a acordarem do soninho. Isso prolonga o período de sono e bebês descansados são mais felizes.

Outra técnica legal para essa hora é a do “ninho”, em que fazemos um barreira de contenção com toalhas, formando um ninho dentro do berço. Assim, ele não se sente abandonado em um espaço enorme.

Dentre as teorias e técnicas estão massagens, posições para a hora do sono, o aleitamento por livre demanda, sons familiares ao bebê e muito mais.

E você, usa ou já usou alguma das técnicas da exterogestação?

Fonte: http://disneybabble.uol.com.br

Você pode encontrar sling e cueiro-swaddle na Uau!Baby

Os Oito Princípios da Criação com Apego (Attachment Parenting)

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O que é a Criação com Apego? É criar relações fortes e saudáveis entre pais e filhos. São práticas, ferramentas para suprir a necessidade da criança em confiança, empatia e afeto, que vão fornecer à criança um fundamento para uma vida de relações saudáveis.

A Criação com Apego foi estudada durante mais de 60 anos, por pesquisadores de psicologia e desenvolvimento infantil, e, mais recentemente, por pesquisadores estudando o cérebro. Estes estudos revelam que bebês nascem com fortes necessidades de ser alimentados e de permanecer fisicamente próximos ao cuidador principal, normalmente a mãe, durante os primeiros anos de vida. O desenvolvimento emocional, físico e neurológico da criança é amplificado quando as necessidades básicas são atendidas consistentemente e apropriadamente.

O choro, agarração e sucção do bebê são as primeiras técnicas para manter a mãe por perto. Enquanto a criança cresce e sente-se mais segura em seu relacionamento com a sua mãe, ela está mais apta a explorar o mundo ao seu redor e a desenvolver laços fortes e saudáveis com outras pessoas importantes em sua vida.

Os Oito Princípios da Criação com Apego foram criados pela API (Attachment Parenting International) a fim de ajudar os pais em sua jornada. Essas orientações são fundadas em investigações sérias e são conhecidas por serem eficazes em auxiliar crianças a desenvolver ligações seguras.

A Criação com Apego não é uma receita de bolo para criação de filhos, portanto, a API recomenda que os pais usem seu próprio julgamento e intuição para criar um estilo de criação que incentive o apego, e que funcione para a família.

1- Preparar-se para gravidez, parto e paternidade.

Tornar-se física e emocionalmente preparada para gestação e o parto. Procure conhecer a assistência e ambiente do parto, conheça as rotinas hospitalares com os bebês.

A maneira como se inicia a relação ajuda a formação do vínculo. Os primeiros dias e semanas são muito importantes, mas não é um “agora ou nunca”.

Conhecer os estágios do desenvolvimento infantil, para tornar as expectativas reais e ser flexível.

Nascer com respeito é um primeiro momento, é a recepção que estamos dando a esse ser que vem ao mundo.

2-Alimentar com amor e respeito

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A amamentação é nutricional e emocionalmente perfeita. Uma forma certeira de formar o vínculo seguro entre mãe e bebê. É um exercício de leitura do bebê. Ajuda a ler as pistas, a linguagem corporal é o primeiro passo para conhecê-lo. A amamentação cria a química perfeita. Quando não acontece, é importante adotar formas de nutrir que permitam a relação física e emocional.

3-Responder com sensibilidade

Construa o fundamento de confiança e empatia já no começo. Sintonize-se no que seu bebê está comunicando a você. Responda consistente e apropriadamente. Bebês não sabem se acalmar sozinhos, atente-se ao seu choro. A resposta sensível constrói a confiança. Os pais constroem gradualmente a confiança em sua capacidade de responder às necessidades do bebê corretamente. Bebês não choram para manipular, eles não têm esse raciocino ainda, o choro é sua maneira de comunicar. Cuidado com os conselhos do tipo: deixar chorar, não acostumar mal, não mimar e etc.
Confie em sua intuição, pouco a pouco ela aflora.

Os bebês precisam de pais calmos, carinhosos e empáticos para ajudá-los a aprender a regular suas emoções. Responda à uma criança que está magoada ou expressando uma emoção forte. Compartilhe de suas alegrias sempre.

4- Use o toque:

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O toque fornece ao bebê contato físico, afeto, segurança, estímulo e movimento.

Use Babywearing (carregadores de bebês) do tipo wrap sling.

Massagem

A forma como toca e carrega o bebê é essencial para seu desenvolvimento. Não deixá-lo no estado de pacote, para não se fechar sobre si mesmo, permitir que ele tenha confiança em si através da sua própria corporalidade. Por que o toque é tão importante?

Existem muitos tipos de memórias, as que você pode trazer à consciência são lembranças, mas existem aquelas que deixam traços em nós mas que não vem à tona, não tomamos consciência, mas que estão lá e em alguns momentos da vida aparecem como armadilhas emocionais. No início da vida não temos a linguagem, então os traços de memória são corporais, a emoção fica impregnada na nossa corporalidade.

5- Cuidando durante a noite

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Não existe uma fórmula, pois cada bebê é único e sua família também é única. Descubra uma forma em que todos dormem bem e esta será a mais adequada à sua família.
Bebês e crianças têm necessidades durante a noite assim como durante o dia. Eles dependem dos pais para acalmá-los e ajudá-los a se regular. Os treinamentos noturnos têm um efeito físico e psíquico, então muito cuidado com os métodos do tipo Nana Neném.
A cama compartilhada tem seus benefícios para os bebês que demonstram dificuldade à noite, alguns tem angústias noturnas, e o contato físico, a proximidade minimizam isso. Além disso, tende a facilitar o aleitamento em livre demanda. A cama compartilhada pode inclusive reconectar os pais que trabalham fora a seu bebê. O bebê vai adquirindo seus recursos para se tornar independente através da confiança que tem em seus pais.

6- Cuidado consistente e afetuoso
A ideia é prevenir separações longas que tragam ansiedade e estresse às crianças pequenas. Também quando for necessário que os pais se separem dos filhos por conta de trabalho, observar e responder com cuidado aos sinais que a criança dá que de que a separação é difícil e causa angústia. Creches por mais de 20 horas por semana podem causar extremo estresse emocional, melhor a opção de um “cuidador” em casa. As crianças para se desenvolverem devem ter momentos de privacidade, e intimidade, e as escolinhas não tem esse espaço. O desenvolvimento social que o bebê demonstra ter ao iniciar-se na creche pode ser em detrimento de sua segurança afetiva. Por isso dê ouvido aos choros de seus bebês. Mais uma vez cada um é único é você só vai saber se está tudo bem com ele se tornando um expert do seu bebê.

7-Praticar educação positiva
Tratar nossos filhos como gostamos de ser tratados é extremamente difícil.
Disciplina positiva tem como filosofia levar a criança a desenvolver uma consciência guiada por sua própria disciplina interna e compaixão pelo outro. Não é deixar fazer o que ela quer. Crianças precisam que mostremos o caminho. A punição enfraquece em parte a conexão entre os pais. Traz os sentimentos de vergonha, injustiça, humilhação. Bater ensina que a violência é a forma de resolver conflitos e problemas.

Analisar sua própria infância e educação recebida é o primeiro passo para mudanças de atitudes com nossos filhos.

8- Equilíbrio

O equilíbrio de todos os membros da família é importante, dar ouvidos às suas necessidades permite que a intuição e conexão entre todos aflore. As necessidades do bebê são grandes e podem ser desgastantes, se necessário peça a ajuda de alguém, para que você possa descansar.

Fonte: http://www.attachmentparenting.org/portuguese

 

Massagem Toque da Borboleta

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Toque da Borboleta é uma técnica de massagem delicada destinada a criar ou fortalecer o vínculo  entre a mãe e o bebê, curar os traumas pré-verbais (de concepção até aos 2 anos), acalmar, aliviar as dores, restabelecer o fluxo da energia vital e etc.

Foi pensando na importância da estimulação através do toque desde os primeiros dias de vida, que a americana Eva Reich desenvolveu a técnica Toque da Borboleta. Essa massagem não exige uso de óleo, como na Shantalla, e por ser muito suave pode ser feita desde o primeiro mês.

O principal objetivo do Toque da Borboleta é desenvolver um diálogo mais sutil, não verbal e profundo entre mãe, pai, cuidador e o bebê. Através desse contato, feito de forma extremamente afetiva, estabelece-se um vínculo profundo de amor e confiança.

A criança se sente amada, aceita e compreendida, também aprende a amar melhor seu próximo e a retribuir de forma sadia os sentimentos.

Como é a massagem?

No toque da borboleta, os movimentos, sempre suaves, começam na cabeça e vão descendo até os pés. São simétricos e feitos primeiro na frente e depois atrás. No final, o bebê é embalado durante um minuto. O balancear é muito importante – Segundo o cientista americano Ashley Montegu, ele melhora a digestão.

Antes de começar, lave as mãos, enxugue-as e esfregue-as – isso concentra a energia. Cada movimento é feito com extrema delicadeza. Só há dois lugares em que se exerce certa pressão: na palma das mãos e na sola dos pés, sempre em direção aos dedos. Segundo a medicina tradicional chinesa, na sola dos pés estão projetados todos os órgãos.

Mais importante do que a técnica é o modo como é feita. Nada de passar a mão e pronto. Tem de ser uma relação afetuosa, olhando para o bebê. No toque da borboleta, o olhar é tão fundamental quanto à carícia. Escolha um ambiente calmo e ofereça a massagem ao seu bebê!

Benefícios:

  • Deixa os bebês mais tranquilos, melhora o humor e diminui a ansiedade típica do começo da vida do bebê;
  • Melhora a qualidade do sono do bebê;
  • Auxilia no alívio de cólicas, gases, prisão de ventre e stress;
  • Estimula a percepção corporal do bebê;
  • Libera tensões e promove relaxamento;
  • Auxilia no desenvolvimento neuropsicomotor;
  • Quando feito entre crianças maiores, orientado pelo adulto, melhora o relacionamento entre elas e diminui a agressividade;
  • Auxilia o bebê a expandir seu fluxo de energia após o nascimento;
  • Incremento de relacionamentos emocionais saudáveis;
  • Auxilia a tornar pessoas autoconfiantes, equilibradas, alegres e amorosas – Quem recebe amor aprende a amar!

O melhor horário:

Evite fazer a massagem logo depois de alimentar a criança, pois toda a sua energia está focalizada na digestão, ou quando ela estiver com muita fome. Antes ou depois do banho é um bom horário. Aproveite também o tempo em que a criança estiver na banheira para fazer alguns movimentos adicionais.

O Toque de Borboleta é particularmente importante:

  • Para os bebês prematuros – o afeto transmitido pela massagem nos recém-nascidos é surpreendente no seu desenvolvimento.
  • Para os bebês nascidos de cesariana, pois eles não receberam a forte estimulação cutânea do nascimento pela vagina;
  • Para bebês adotados e para seus novos pais, favorece o vínculo;
  • Para os bebês que não puderam ser amamentados, é com a massagem que receberão nutrimento energético;
  • Para os bebês que as mães trabalham: o encontro regular e o intenso fluxo de conforto que se transmite durante as massagens, alimento energético de proximidade para as mães e para as crianças;

PASSO A PASSO

Os toques começam na cabeça e seguem para os pés e da parte da frente do corpo para as costas. Os movimentos vão do centro para as extremidades.

1.      Movimentos: cabeça e rosto

Cabeça

O primeiro passo é a cabeça, que deve ser massageada como se fosse um cafuné.

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Rosto

– As pontas dos dedos médios e indicador mexem do centro para as têmporas;
– Pequenos círculos nas têmporas; círculos em volta dos olhos e da boca;
– Massagear  a parte atrás das orelhas com o polegar e dedo indicador;
– No pescoço (atrás): fazer pequenos círculos acompanhando as vertebras até os ombros;
– Vibrações, longa carícia para “integração” de toda cabeça .

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2.  Movimentos: braços e mãos

-Formar um anel com o polegar o do dedo indicador de cada mão e abraçar os braços do bebê na altura dos ombros; com um movimento lento e circular (como se tivessem “desenroscando”) as mãos descem até o punho;
– Com movimentos vibratórios dos dedos fazer “cocegas” na pele do bebê do alto para baixo;

– Fazer três longas carícias dos ombros até as mãos;
– Acabar com uma pressão circular nas palmas das mãos do bebê;

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– Alongar com delicadeza cada dedinho e, finalizando, os braços.

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3.  Movimentos do tórax

– Faça pequenos círculos nos músculos peitorais e depois vibrações;

– Toque seguindo as costelas, dentro para fora até o diafragma.

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4 . Movimentos: barriga

– Barriga: pequenos círculos e vibrações.
– Carícias em volta do umbigo no sentido direito para esquerda.

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5.  Movimento: pernas e pés. Terminando a frente

Pernas e pés
– As pernas como os braços: repetir os mesmos movimentos.

– Terminar com uma carícia demorada acabando com uma pressão na sola do pezinho, puxar cada dedinho e, no final as pernas.
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Terminando a parte de frente
Demoradas carícia para unificar todas as parte massageadas: De cima da cabeça até os dedinhos dos pés
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6. Movimentos costas

– Acariciar a cabeça e o pescoço com as palmas das mãos;
– Com um dedo só de cada mão circular, de cima para baixo, os músculos à direita e esquerda de coluna;
– Vibrações;

– carícia demorada.
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7. Movimentos: bumbum e pernas

Bumbum:
– Pequenos círculos em cada nádega;
– Vibrações;
– Carícias circulares.

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Pernas:
Mesmos movimentos que foram executados na frente.

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Grande Final
– Demoradas carícias finais desde o topo da cabeça até as pontinhas dos pés.
– Pegar no colo o bebê e balançá-lo com os movimentos rítmicos do seu próprio corpo olhando-o nos olhos (Pelo menos 1 minuto)
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Curiosidade

Um pediatra americano descobriu que o toque aumenta a resistência a doenças através de uma experiência que realizou. Dividiu os seus pequenos pacientes em dois grupos. Parte das mães foi orientada a tocar as costas do filho diariamente enquanto as demais não. Resultado: as crianças que haviam sido tocadas apresentavam menor incidência de doenças infantis. Assim como, A enfermeira Ruth Rice, que trabalha com prematuros nos EUA, e a própria Eva Reich constatou que os recém-nascidos estimulados através do toque da borboleta apresentavam melhor desenvolvimento neurológico e melhores reflexos em relação aos que recebiam atendimento de rotina. O toque humano é como o alimento, vital para o bebé. Se não houver nutrição correta, a criança será prejudicada. O mesmo acontece com o toque carinhoso, na falta desse, o desenvolvimento emocional, físico será prejudicado. Podemos estabelecer também outras formas de aproximação com o bebê, como abraçar, segurar, embalar, olhar, aumentando a ligação com a nossa criança.