Os primeiros passinhos do bebê

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Cada etapa do bebê é uma emoção nova. A primeira palavra, o primeiro dentinho, tudo é motivo para festejar. E quando ele começa a se arrastar e engatinhar por toda a casa dá uma alegria enorme. É prazeroso e desafiante poder ver seu bebê começar a dar os primeiros passinhos.

Aprender a andar é um dos momentos mais importantes da vida do bebê, já que é ele está a caminho da independência. Quando ele começa a largar a cadeira ou o sofá que serviam de apoio e avança hesitante para os seus braços, não demora muito para que você o veja correndo e pulando por todo lado, cheio de confiança.

No primeiro ano do bebê, ele vai ganhando coordenação motora e força muscular aos poucos, aprendendo a sentar, virar e engatinhar, para então conseguir ficar de pé, por volta do oitavo mês. Nesse momento é só uma questão de equilíbrio e confiança, a maioria dos bebês dá o primeiros passos entre os 9 e os 12 meses e anda bem com 1 ano e 3 meses. Mas não se preocupe se o seu bebê demorar um pouco mais, muitas crianças só vão andar com 1 ano e 4 meses, 1 ano e 5 meses ou até mais e são perfeitamente normais.

Por volta do oitavo mês, o bebê começa a tentar se levantar, segurando em alguma coisa. Depois de algumas semanas ele fica mais confiante e pode tentar andar segurando nos móveis.

Com 9 ou 10 meses, o bebê vai tentar descobrir como dobrar os joelhos e sentar quando estiver de pé.

Aos 11 meses, pode ser que o bebê consiga ficar parado sozinho por alguns momentos e já consiga se agachar. Talvez ande de mãos dadas com você, mas os primeiros passos sozinho devem demorar mais algumas semanas.

Com 1 ano e 1 mês, algumas crianças já andam sem ajuda, embora sem muita firmeza. Se ele demorar um pouco mais, não se preocupe, é normal.

O que você pode fazer para ajudar?

Quando o bebê começar a ficar de pé, pode ser que ele precise de ajuda para sentar. Caso ele chore pedindo ajuda, não faça o trabalho por ele. Mostre como dobrar o joelho para conseguir sentar, e incentive-o a tentar sozinho.

Estimule seu bebê a andar posicionando-se à frente dele e lhe oferecendo suas mãos, para que ele caminhe na sua direção. Use brinquedos que a criança possa empurrar e se apoie ao mesmo tempo (observe se o brinquedo é estável o suficiente). Especialistas condenam o uso do andador, pois ele facilita o deslocamento e portanto pode prejudicar o desenvolvimento dos músculos superiores das pernas.

Deixe seu bebê descalço, isso ajuda a manter o equilíbrio e aperfeiçoar a coordenação.

O ideal é que seu bebê pratique a nova habilidade em um ambiente seguro, em um chão não muito áspero e não o deixe sozinho, pois ele pode cair ou precisar de ajuda.

A importância de criar uma rotina para o bebê

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Organizar uma rotina diária facilita muito a vida dos pais com o bebê. Você terá um padrão previsível de atividades e horários, e seu bebê saberá o que esperar ao longo do dia. Por exemplo: depois da soneca da manhã vem a mamada, depois um pouco de brincadeira e um passeio.

Pediatras garantem que os bebês gostam de saber que certas coisas acontecerão em determinados horários. Um bebê descansado e sem fome é uma criança muito mais contente.

A rotina ajuda também na hora que você precisar deixar seu bebê com a babá, avó ou cuidadora. A manutenção da rotina que ele já conhece o deixará mais tranquilo e a pessoa que estiver cuidando dele poderá prever melhor os horários de fome, sono ou vontade de brincar e passear.

Colocamos abaixo algumas opções de rotina, mas são apenas exemplos que você poderá seguir. No final, a decisão sobre como cuidar do seu bebê é sua, e apenas sua.

Muitos pediatras pensam que os bebês estão prontos para começar a entrar em uma rotina entre os 2 e os 4 meses de idade. O sono do bebê começa a se firmar a partir dos 3 ou 4 meses, e é aí que você pode aproveitar a oportunidade e ajudar o seu bebê a ter um horário mais definido.

Preste atenção aos horários que o seu bebê come, dorme e fica mais acordado, dessa forma, você irá entender melhor seus ritmos naturais e terá uma ideia dos padrões que começam a desenvolver. Você pode guardar os horários na cabeça ou, se achar mais fácil, anotá-los em uma agenda, no computador ou em aplicativos feitos para isso.

Alguns especialistas, como a autora britânica Gina Ford, que escreveu “O Livro do Bebê Feliz”, sugere iniciar uma rotina com horários específicos a partir da primeira semana de vida do bebê. E Tracy Hogg, a “encantadora de bebês”, defende uma rotina definida pelo bebê, que os pais podem iniciar logo após o nascimento.

O importante, independentemente da sua escolha, é dar prioridade ao bem-estar do bebê. Isso significa seguir os conselhos do pediatra, além de sua intuição e bom senso, na hora de determinar o que o seu bebê precisa e quando, não interessa o que está escrito na rotina, no livro ou no site.

Por exemplo: é essencial que o bebê receba leite materno (ou fórmula láctea, se é o que ele toma) em quantidade suficiente, para evitar que ele deixe de ganhar peso ou tenha uma desidratação. Quando você achar que seu bebê está precisando mamar ou dormir, nunca adie só com base na explicação de que “ainda não está na hora”.

Os pais precisam seguir seus instintos com relação ao que a criança está tentando comunicar, dizem os especialistas. Por exemplo, se o bebê mamou há uma ou duas horas e já está fazendo aquele choro característico de quando tem fome, fazendo biquinho e procurando com a boa, você deve alimentá-lo.

E se “está na hora” de dormir, mas seu bebê está mais choroso do que o normal e precisa de um colinho prolongado antes de deitar, você deve acalmá-lo. Nenhum horário ou rotina deve desbancar as necessidades do bebê.

Opções de rotinas

São três estilos principais de rotina: dirigida pelos pais, dirigida pelo bebê e a mista.

As rotinas dirigidas pelos pais

São mais rígidas. Chegam a especificar exatamente quando (e até quanto) o bebê deve comer, dormir, brincar, passear e assim por diante. Você pode determinar os horários com base nos ritmos naturais do bebê ou seguir uma rotina sugerida por um especialista, porém, uma vez estabelecidos, são seguidos à risca – inclusive em termos de minutos – diariamente.

As rotinas dirigidas pelo bebê

São menos definidas. Você segue os sinais do bebê. Ou seja, procura nele indicações do que precisa em vez de impor horários para comer, dormir ou brincar. Isso não significa que seus dias se tornarão imprevisíveis, já que depois da primeira semana de vida, a maioria dos recém-nascidos começa a entrar naturalmente em um ritmo regular de sono, brincadeiras e alimentação.

Mas os horários podem variar de um dia para o outro, pois com esse método você segue os sinais que observa no bebê.

As rotinas mistas

Essa reúne elementos das outras duas, dirigidas pelos pais e dirigidas pelo bebê. Nesta rotina você cria um horário para que o bebê coma, durma e brinque, e segue uma rotina semelhante todos os dias, só que com mais flexibilidade.

A soneca pode ser adiada se o bebê ainda não parece estar cansado, o almoço pode esperar se a ida ao supermercado demora mais do que o previsto.

Não existe uma regra sobre esse assunto, portanto escolha o método que mais tem a ver com o seu estilo de vida, com o que você acredita, o importante é o seu bebê estar bem, feliz e saudável.

 

Fonte: Babycenter

 

 

As 5 feridas da infância que continuam a nos machucar na fase adulta

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Vimos esse texto e achamos bem importante fazer um post dele para que os pais possam refletir sobre a educação de seus filhos.

Muitas correntes da psicologia afirmam que o que acontece com a gente na infância vai determinar grande parte do que seremos quando adultos. Nosso emocional e principalmente a maneira com que nos relacionamos com outras pessoas estão bastante ligados à forma como vivemos quando éramos crianças.

Lise Bourbeau, autora canadense especialista em comportamento humano, listou 5 feridas emocionais que acontecem na infância e são mais determinantes nas dificuldades de relacionamentos que os adultos podem apresentar ao longo da vida. Claro, nada disso é uma regra, mas reflexões que podemos fazer diariamente.

Veja quais são:

O medo de ser abandonado

As crianças têm muito medo da ausência dos pais, o que, para ela, caracteriza o abandono. No início da vida, nossos filhos ainda não conseguem separar a fantasia da realidade e não têm ainda noção de tempo, por isso algumas ausências podem significar para a criança abandono absoluto.  Conforme a criança vai crescendo, ela vai lidando com isso de forma mais tranquila e percebendo que a presença dos pais não é possível o tempo todo, mas que eles sempre voltam ao seu encontro. Crianças que têm experiências com negligência na infância podem ter pela vida toda medo da solidão e da rejeição toda vez que não estiver perto fisicamente das pessoas que ama. Acontece que, muitas vezes, a solidão é necessária para entendermos quem somos e nem sempre as pessoas que amamos estão perto fisicamente de nós. Saber lidar com esse sentimento é importante para a vida adulta.

O medo de ser rejeitado

Uma das feridas mais profundas deixadas pela infância é a sensação da criança de não ter sido amada ou acolhida pelos pais ou mesmo pelos amigos na escola. Como as crianças começam a formar sua identidade a partir da maneira como são tratadas, elas podem se convencer de que não merecem afeto e passam a não se valorizar. E como já diz o provérbio: para sermos amados, primeiro precisamos nos amar.

A humilhação

Ninguém gosta de ser criticado. Mas a forma como as críticas são feitas muda tudo. As crianças querem que os pais as amem e que se sintam orgulhosos dela, por isso nada mais destrutivo do que chamar seu filho de estúpido, burro, fraco ou qualquer outro termo depreciativo. Quando nossos filhos cometem um erro, sentar, conversar e tentar corrigir é necessário, muitas vezes com firmeza. Mas dizer coisas para humilhar a criança vai transformá-la em um adulto dependente ou um adulto que precisa humilhar as outras pessoas para se sentir bem.

Falta de confiança

Nós costumamos fazer promessas para nossos filhos algumas vezes sem nos dar conta do quanto isso é sério para as crianças. Promessas não cumpridas geram um sentimento de desconfiança permanente que vai ser levado para outros relacionamentos, até mesmo os amorosos. Além disso, crianças que não conseguem confiar nos pais podem se transformar em adultos controladores. Como nem tudo na vida pode ser controlado, a pessoa pode se sentir nervosa e irritada em situações do dia a dia que poderiam ser facilmente resolvidas.

Injustiça

Quando alguém comete uma injustiça com a gente, os sentimentos de impotência, raiva e indignação são quase inevitáveis. As crianças sentem isso principalmente quando os pais são autoritários e frios e exigem mais do que a criança consegue dar naquele momento. Isso pode criar um sentimento de impotência e inutilidade que vai permanecer por toda a vida. Além disso, a crianças pode se tornar um adulto perfeccionista ao extremo e autoritário.

 

Fonte: www.paisefilhos.com.br

 

 

O que fazer quando a criança engasga

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Na maioria dos casos, uma criança engasga quando está se alimentando ou brincando com objetos pequenos. Os primeiros socorros devem ser adequados a cada vítima, ou seja, os procedimentos a serem tomados no caso de um bebê de menos de 1 ano idade, são diferentes de uma criança de mais de 1 ano de idade até a puberdade.

Nos bebês:

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  • Sente-se e coloque o bebê de barriga para baixo sobre suas coxas, com a cabeça voltada para os seus joelhos. Segure-o por baixo, mantendo o antebraço sob a barriga dele e usando sua mãe para sustentar a cabeça e o pescoço. Deixe que a cabeça do bebê fique mais baixa que o resto do corpo.
  • Com a outra mão, dê cinco tapas firmes, mas não com muita força, nas costas do bebê, entre as omoplatas.
  • Em seguida, coloque essa mão livre na cabeça do bebê, com o antebraço sobre as costas dela, e vire-se devagar, ainda mantendo a cabeça mais baixa que o corpo, na mesma posição, no seu colo. Continue segurando, para dar início às compressões no peito.
  • Imagine uma linha ligando os dois mamilos do bebê e posicione dois ou três dedos, juntos, um pouco abaixo dessa linha, no centro do tórax dele. Faça uma pressão rápida, para que  o peito afunde cerca de 2cm, e deixe que ele volte à posição normal. Repita cinco vezes, sem movimentos muito bruscos.
  • Continue alternando os cinco tapas nas costas e as cinco pressões no peito até que o objeto seja eliminado, ou que o bebê comece a tossir. Se ele começar a tossir, deixe que ele elimine o objeto sozinho.

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  • Se o bebê desmaiar, será necessário fazer respiração boca-a-boca. Coloque-o sobre uma superfície firme e incline a cabeça dele para trás, erguendo um pouco o queixo, para abrir as vias aéreas. Dependendo do tamanho do bebê e de quem faz a respiração, pode-se colocar a boca sobre o nariz e a boca do bebê ao mesmo tempo e soprar, ou então cobrir só a boca do bebê e tampar o nariz dele com as mãos.
  • Procure selar sua boca na dele para que o ar não escape, e sopre com vigor. O ideal é que você sinta o peito da criança inchar com o ar lançado para os pulmões dela. Deixe o peito voltar à posição normal e sopre de novo. Mesmo que o peito do bebê não se encha, continue fazendo a respiração.
  • Alterne duas respirações e 30 compressões rápidas no peito (ao ritmo de 100 compressões por minuto), com os dedos no centro do tórax, até chegar ao pronto-socorro ou conseguir ajuda especializada. Durante a operação, abra a boca do bebê para ver se consegue enxergar o objeto. Se conseguir, retire-o com os dedos.

Mesmo que o bebê se recupere completamente do episódio, leve-o ao médico no mesmo dia. Na realidade, o ideal é que antes que esse tipo de situação aconteça você tenha certo “treino” do que fazer, para agir com mais segurança e confiança. Peça ao pediatra, durante uma consulta de rotina, para demonstrar no consultório essas manobras.

Em crianças acima de 1 ano:

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Utilize a técnica conhecida como manobra de Heimlich, que também funciona para desengasgar os adultos.

  • Mantenha a criança em pé e posicione-se atrás dela como se fosse abraça-la pelas costas.
  • Junte suas duas mãos, uma por cima da outra, abraçando a criança, e coloque-as na região logo acima do umbigo.
  • Faça pressões rápidas na barriga para dentro e para cima, por seis a dez vezes.

Sobre o desmame

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Desmame é quando o bebê deixa de se alimentar com leite materno e passa a receber nutrientes através de outros alimentos.

O momento do desmame depende muito da mãe, tem mães que escolhem quando querem parar e tem mães que deixam a decisão nas mãos do bebê. Especialistas recomendam que a decisão seja da criança, a qual, segundo eles, dará sinais de que está pronta (física e emocionalmente) para deixar de mamar.

Quando a decisão fica com a mãe, o desmame requer muita paciência e pode levar mais tempo. Esse tempo varia muito de criança para criança, podendo ser de algumas semanas ou até seis meses.

É importante que o desmame não signifique o fim da intimidade que a mãe estabeleceu com o bebê durante o aleitamento. Ela deve substituir por outras formas de carinho.

O ideal é não estabelecer data certa para o desmame. Observe seu bebê, se ele já dá sinais de que está pronto para isso, se ele demonstra menos interesse pelo peito, se já substituiu algumas mamadas por outros tipos de alimentos ou até prefere brincar. Você, melhor do que ninguém, saberá julgar.

Para desmamar, vá devagar. Especialistas aconselham a não parar de repente, porque a experiência pode ser traumática e nada confortável para você.

Se o bebê não dá sinais de que está pronto para parar, o desmame possivelmente será enfrentado com resistência. Seja paciente, lembre-se que amamentação não é só uma fonte de nutrição da criança, é também de conforto.

O melhor a fazer é ajudar o seu bebê a se ajustar à nova rotina. Experimente os seguintes métodos:

Só ofereça o peito quando seu filho demonstrar interesse. Se o bebê estiver distraído na hora da mamada ou se abocanhar o peito por segundos apenas, pode ser que esteja indicando que é um bom momento para parar. Pule uma mamada e veja o que acontece. Dê o leito em um copinho ou mamadeira, você pode tirar seu próprio leite ou dar uma fórmula infantil (no caso de crianças maiores que 1 ano, o leite de vaca integral também pode ser oferecido).

Ao ir perdendo uma mamada por vez, a criança tem tempo para se adaptar às mudanças. Sua produção de leite também vai diminuir gradualmente, sem deixar os seios ingurgitados ou com uma possível mastite (inflamação mamária).

Atrase as mamadas. Tente adiar se estiver amamentando só de vez em quando. Quando seu filho pedir o peito, diga que não chegou a hora ainda e procure distraí-lo. Este método funciona bem com crianças um pouco mais velhas, com quem é possível tentar argumentar. Em vez de dar de mamar no começo da noite, espere até a hora de dormir.

Fonte: Baby Center