As doenças mais comuns no primeiro ano de vida do seu filho

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O primeiro ano de vida de um bebê é repleto de surpresas e descobertas agradáveis, como começar a andar ou falar. Mas, nesse período, também é muito comum o surgimento de problemas de saúde. As doenças do bebê são frequentes e algumas vezes, até perigosas. É muito importante consultar o pediatra quando surgirem dúvidas sobre o estado do bebê.

Nos primeiros meses de vida (menos de 3 meses) as infecções podem ser graves, por isso, se o bebê apresentar febre, deve ser levado imediatamente ao médico.

As doenças mais comuns são:

Icterícia fisiológica

É comum em recém nascidos. Refere-se à cor amarelada da pele e de outros órgãos que é causada pelo excesso de bilirrubina no sangue.

Resfriados comuns

A partir do quarto mês, período em que as mães voltam ao trabalho, é comum que o bebê tenha resfriados.

Bronqueolite

Trata-se de uma infecção viral e geralmente acomete bebês com seis meses de vida, mas pode ocorrer também do nascimento até os dois anos. Pode ser confundida com uma gripe, porém, difere-se pelo chiado no peito, causado por bronco espasmos.

Infecção urinária

É comum a partir dos três meses até um ano de vida, mas também pode ocorrer em crianças maiores. Geralmente a criança apresenta febre, mas não tem sinal de resfriado ou gripe.

Bebê Chiador

É o nome dado a bronquite, que pode ocorrer em decorrência a uma gripo, ou à asma brônquica, que tem como desencadeador um processo alérgico.

Otie

A infecção de ouvido ocorre geralmente quando a criança está gripada e com congestão nasal. Costuma apresentar febre alta.

Pneumonia

A pneumonia é uma infecção mais grave dos pulmões e pode ser causada por vírus ou bactéria.

Infecções respiratórias das vias aéreas superiores

São as laringites ou faringites. É comum a partir dos quatro meses, quando a criança começa a frequentar a escolinha. Nesse caso, a criança tem febre associada a coriza (nariz entupido ou escorrendo)

Varicela

A varicela, conhecida como catapora, é causada pelo vírus herpes zoster. O contágio é por saliva, espirro ou tosse. Também ocorre quando as mãos entram em contato com vesículas contaminadas de alguém doente.

Diarreias

As diarreias ocorrem por transmissão de vírus. É comum principalmente em bebês que ficam em berçários. Geralmente a criança fica caidinha e precisa de muito hidratação.

Dermatite Atópica

Doença crônica da pele que apresenta erupções que coçam e apresentam crostas. Pode também vir acompanhada de asma ou rinite alérgica.

Tosse alérgica

É um tipo de tosse seca persistente que surge sempre que o bebê entra em contato com a substância alergênica.

 

As vantagens do aleitamento materno

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Estamos na Semana Mundial da Amamentação e por isso resolvemos escrever sobre o quanto é importante amamentar, um ato natural que constitui a melhor forma de alimentar, proteger e amar o seu bebê.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), as crianças devem receber o leite materno exclusivo até os 6 meses de idade, ou seja, até essa idade a mãe não deve dar nenhum outro alimento complementar ou bebida. Após o sexto mês sim, ela pode introduzir outros alimentos na rotina do bebê. Também segundo a OMS, o ideal é que a criança seja amamentada até completar os 2 anos de idade.

O leite materno contém todas as proteínas necessárias para a saúde do seu bebê como: açúcar, gordura, vitaminas e água. Além disso, contém elementos que o leite de vaca não consegue incorporar, tais como anticorpos e glóbulos brancos e é por isso que o leite materno protege o bebê de certas doenças e infecções.

O leite materno pode proteger as crianças de:

  • Otites
  • Alergias
  • Vômitos
  • Diarreia
  • Pneumonias
  • Bronquiolites
  • Meningites

O leite materno também melhora o desenvolvimento mental do bebê, a formação da boca e o alinhamento dos dentes, é mais facilmente digerido e promove o estabelecimento de uma ligação emocional muito forte, entre a mãe e a criança.

Vantagens para as mamães:

  • A mãe que amamenta sente-se mais segura e menos ansiosa
  • Amamentar faz queimar calorias e por isso ajuda a mulher a voltar mais rápido ao peso que tinha antes da gravidez
  • Ajuda o útero a voltar ao tamanho normal mais rápido
  • A perda de sangue após o parto acaba mais cedo
  • Previne o câncer de mama pré menopausa e de ovário
  • Previne a osteoporose
  • Previne a anemia

As posições para amamentar

Ao escolher uma posição para dar de mamar, o mais importante é que você esteja confortável e que o bebê alcance o seio com facilidade.

Uma boa posição para amamentar é aquela que facilita a colocação do bebê junto ao peito e permite uma boa pega.

Para isso você pode:

  • Deitar e colocar o bebê em posição paralela a seu corpo, elevando ligeiramente a cabecinha dele, para ajudar o leite a descer e não ir para a região do ouvido dele

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  • Segurar o bebê no colo em posição transversal, “barriga com barriga”, utilizando o braço contrário ao seio em que ele está mamando

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  • Segurar o bebê no colo em posição transversal, utilizando o braço do mesmo lado do seio em que ele mama

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  • Segurar o bebê passando-o embaixo do seu braço, do mesmo lado do seio em que ele está mamando, sentando de penas cruzadas na beira da cama ou usando duas cadeiras ou sofá

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  • Colocar o bebê “de cavalinho” em uma das suas coxas, deixando-o de frente para o seio

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  • Usar qualquer combinação citada no caso de ter gêmeos e desejar dar de mamar ao mesmo tempo

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Amamentar traz muitos benefícios tanto pata você quanto para o bebê. É uma incrível maneira de criar intimidade e construir elos.

Abordagem Emmi Pikler – Educação infantil

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A primeira infância é extremamente fundamental na vida das pessoas e poucos compreendem o valor que esta possui. Hoje em dia, a infância tem sido comprimida entre tarefas e compromissos precoces que os pais buscam para as crianças pensando que estão colaborando para o desenvolvimento e preparando um futuro seguro e feliz.

Muitos adultos exercem uma pressão psicológica e física em suas crianças, pensando no desenvolvimento psicomotor, achando que assim a criança irá se desenvolver mais rápido.

Essa pressão resulta em um caminhar desestruturado, desequilibrado e inseguro, os quais refletem diretamente no psique emocional das crianças. Porém, se as crianças desde o nascimento são respeitadas em sua infância, conseguirão desenvolver suas potencialidades de maneira natural e se tornarão adultos mais seguros, determinados e felizes.

Essa é uma das primícias da abordagem Pikler-Lóczy, desenvolvida por Emmi Pikler (1902-1984), a qual destaca a importância de se respeitar cada criança a fim de que estas se desenvolvam em um ambiente amoroso, respeitoso e seguro.

Pouco conhecida no Brasil, a abordagem Pikler, voltada para a educação de crianças de 0 a 3 anos, começa a dar os primeiros passos no país.

Reverenciada por estudiosos de educação de diversas partes do mundo, Emmi Pikler, médica austro-húngara, fundou uma instituição em Budapeste após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1946, para abrigar órfãos e também crianças de até 3 anos que corriam o risco de ser contaminadas pela tuberculose dos pais. Ali colocou em prática suas ideias, as quais consistiam em interferir menos no estágio de maturidade dos bebês, respeitar a individualidade de cada um e dedicar um cuidado especial permeado por uma relação de afeto entre o adulto e a criança.

O método se baseia em quatro princípios:

  1. O Valor da atividade autônoma, em que as cuidadoras têm o papel de motivar e levar o bebê a descobrir o prazer de agir livremente.
  2. A relação afetiva privilegiada no contexto institucional, ou seja, é importante que a criança crie um vínculo consciente – não se trata se uma tentativa de substituição dos pais.
  3. A necessidade de oportunizar às crianças a consciência de si e do seu ambiente.
  4. O bom estado de saúde das crianças completa o enquadramento teórico.

O resultado desse conjunto aplicado são crianças confiantes e alegres, que se desenvolvem harmoniosamente e compreendem os adultos.

Um dos mais importantes princípios da abordagem desenvolvida por Emir Pikler (1902-1984) é o de que o adulto deve estabelecer uma relação de confiança e interação com o bebê durante os principais cuidados (banho troca de fraldas, alimentação). Além disso, o espaço é organizado para que o bebê possa se movimentar com mais liberdade desde muito cedo, o que proporciona maior autonomia (a criança conquista cada posição por si mesma na medida em que é capaz de manter sua postura) e melhor desenvolvimento motor.

Abaixo o contexto de um trecho da primeira parte do artigo “Estar com os bebês” (original no site Pikler/Lóczy Fund USA), escrito por Anna Tardos, do Instituto Pikler em Budapeste.

O bebês despertam emoções indescritíveis em nós. Porém, a preocupação com as tarefas do dia a dia relacionadas a eles, como vestir a roupa, trocar a fralda, dar o banho e etc,  faz com que as pessoas não prestem a devida atenção ao bebê nos  importantes momentos de estar juntos. A mãe não pensa em quão feliz o bebê ficaria em “ajudar”, caso ela tivesse uma conversa com ele nesse meio tempo e contasse a ele tudo o que está fazendo:

“Agora eu irei tirar sua fralda para ver se há algo nela. Eu irei limpar sua pele e levantar seu bumbum. Você me permite fazer isso? Agora, irei colocar esse casaco em você. Vê como ele é bonito? Sua avó o fez para você. Primeiro estou puxando um braço para cima, depois o outro. Eu preciso te levantar um pouco. Não é muito fácil, mas nós conseguimos”.

Eles ajudariam? Sim. O bebê prestaria atenção naquilo que a mãe estivesse fazendo, relaxaria seus braços, e, com a idade de apenas alguns meses, ele levantaria seus braços em sua direção quando ela lhe mostrasse sua roupinha. Uma conversa real pode ser formada dessa maneira entre o adulto e o bebê. Dessa maneira, os rápidos e pouco cuidadosos movimentos que frequentemente lançam uma sombra na atividade conjunta durante os momentos passados juntos podem ser evitados: pernas levantadas muito altas, muito rapidamente giradas para o lado, o braço do bebê ficando preso na manga, ou as pernas presas nos macacões com zíper.

Esta pode ser uma experiência bastante desagradável para o bebê. E também acontece que, ao invés de um rico e significativo diálogo realizado durante um prazeroso momento conjunto, a mãe tem que vestir um bebê que chora e protesta. É uma pena. Por quê? Porque a atividade de vestir ou trocar, várias vezes no dia, pode ser também um alegre encontro em conjunto.

 

Fases de crescimento e desenvolvimento que modificam o sono do bebê e da criança

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Seu bebê dormia bem e de repente trocou o dia pela noite? O problema disso pode ser uma causa natural: o desenvolvimento e o crescimento da criança.

Saltos de desenvolvimento, picos de crescimento e angústia de separação podem interferir no sono.

O primeiro ano da criança é uma fase de muitas mudanças para toda a família. É um período desafiador, quando bebês aprendem a comunicar suas necessidades e pais aprendem como atendê-las.

Você pode achar que o desenvolvimento do seu bebê (como aprender a rolar, engatinhar e andar) e seu crescimento não tem nada a ver com o sono, mas a verdade é que caminham juntos. Abaixo colocamos uma descrição dos fenômenos chamados saltos de desenvolvimento, picos de crescimento e angústia de separação.

Saltos de desenvolvimento

São aquisições de habilidades que ocorrem em determinados períodos. O ritmo de desenvolvimento não é constante: há alguns períodos de desenvolvimento acelerado e outros onde há uma desaceleração.

Toda vez que seu bebê desenvolve uma nova habilidade, ele fica tão excitado e obcecado com a conquista que quer praticá-la o tempo todo, inclusive durante o sono. Em outras palavras, um dos “efeitos colaterais” desse trabalho todo que o cérebro dos bebês está fazendo é que eles não dormem tão bem quanto o fazem em períodos que não estão tentando dominar uma nova habilidade. Eles podem até resistir às rotinas já estabelecidas.

No período que imediatamente antecede o chamado salto de desenvolvimento, o bebê repentinamente pode se sentir perdido no mundo, pois seus sistemas perceptivo e cognitivo mudaram, houve uma maturidade neurológica, mas não tempo hábil para adaptação às mudanças. Então o mundo lhe parece estranho, e o resultado da ansiedade gerada é geralmente desejar voltar para sua base, ao que já lhe é conhecido, ou seja, a mamãe! Em vista disso, é comum ficarem mais carentes, precisando de mais colo, e com frequência há também alterações em seu apetite e sono.

Então, nessas fases, é preciso apenas ter um pouco de paciência e empatia com o bebê – depois do processo de aquisição da nova habilidade (como rir, engatinhar, sentar, interagir, andar) o bebê dá um salto no desenvolvimento e demonstra felicidade com o final da “crise”. Ou seja, por um lado, o bebê fica feliz com a nova habilidade e independência que vem junto, e já é capaz de se afastar um pouco da mamãe. Por outro lado, sente angústias e receios com essa nova situação. Isso lhe traz sentimentos dúbios como separação e apego, onde o bebê irá flutuar entre os dois por um período.

A duração de cada salto é variável, mas geralmente depois de algumas semanas a fase difícil passa e tudo volta à normalidade. Bebês e crianças precisam de cuidados amorosos, empatia e novas experiências, e não de brinquedos caros. Fale com seu bebê, cante, brinque, leia para ele. São atividades chave para o desenvolvimento do cérebro. Os saltos no desenvolvimento não cessam na infância, mas continuam até a adolescência.

Certa variação entre crianças é esperada, mas uma cronologia observada experimentalmente dos períodos de saltos de desenvolvimento é a seguinte:

5 semanas (1 mês): a visão do bebê melhora, ele consegue ver padrões em preto e branco, passa a se interessar mais pelo ambiente que o rodeia e consegue seguir objetos brevemente com os olhos. Passa ficar acordado por períodos um pouco maiores. É nessa época também que o bebê começa a chorar com lágrimas e sorrir pela primeira vez ou com mais frequência do que antes.

8 semanas (quase 2 meses): diferenças nos sons, cheiros e sabores ficam mais perceptíveis. Ele percebe que as mãos e os pés pertencem ao corpo e começa a tentar controla-los. O bebê começa também a experimentar com sua voz. Nessa fase também que o bebê começa a mostrar um pouco de sua personalidade: os pais começam a reparar quais coisas, cores e sons o bebê gosta mais. Depois desse salto o bebê vai poder virar a cabeça na direção de algo interessante e emitir sons conscientemente. Todas essas novas experiências trazem insegurança ao bebê que provavelmente procura mais conforto do peito da mãe.

12 semanas (quase 3 meses): nessa idade o bebê já pode enxergar todo um cômodo da casa, vira-se quando ouve sons altos, e consegue juntar suas mãos. Vai observar e mexer no rosto e cabelo dos pais e vai perceber que pode gritar. Depois do salto o bebê praticamente não vai mais precisar de apoio para manter a cabeça erguida. Como nos outros saltos, os pais são o porto seguro do mundo do bebê e ele se apoia nisso. Ele pode começar a reagir de maneira diferente fora de casa ou no colo de um estranho e ao mesmo tempo tem uma grande curiosidade em reparar no mundo que o rodeia, ele também é muito sensível às novidades e por isso se sente mais confortável e seguro nos braços dos pais.

19 semanas (4 meses e meio): por volta da 14ª até a 17ª semanas o bebê pode parecer mais “impaciente”. Esse é um dos saltos mais longos: dura cerca de 4 semanas, podendo porém se estender por até 6 semanas. O bebê chora mais, apresenta mudanças extremas de temperamento e quer mais atenção e colo. Consegue alcançar e pegar um brinquedo, sacudi-lo e coloca-lo na boca, passa-lo de uma mão para outra. Pode nascer o primeiro dentinho. Os sons que o bebê emite se tornam mais nítidos e complexos, consegue fazer alguns sons como “baba”, “dada”. Tudo tem gosto diferente agora. Dorme menos. Estranha as pessoas e busca maior contato corporal quando está sendo amamentado. Depois desse salto o bebê vai poder virar de costas e de barriga para baixo, e vice-versa, se arrastar para frente ou para trás, olhar atentamente para imagens num livro; reagir ao ver seu reflexo no espelho e reconhecer seu próprio nome.

26 semanas (6 meses): Já na 23ª semana o bebê parece se tornar mais “difícil”. Ele busca maior contato corporal durante as brincadeiras. O bebê já consegue coordenar os movimentos dos braços e pernas com o resto do corpo. Senta sem apoio e põe objetos na boca. Nessa idade ele começa a entender que as coisas podem ficar dentro, fora, em cima, embaixo, atrás, na frente, e usa isso em suas brincadeiras. Ele passa a entender que quando a mamãe anda, ela vai se afastar e isso o assusta, então reclama quando a mãe sai de perto. Depois desse salto o bebê vai ficar interessado em explorar a casa, armários, gavetas, achar etiquetas, levantar tapetes para olhar o que tem embaixo. Ele se vira para prestar atenção nas vozes, consegue imitar alguns sons, rola bem em ambas as direções e começa a se apoiar em algo para ficar de pé. Adquire maturidade para receber alimentos sólidos. Essa fase pode durar cerca de 4-5 semanas.

30 semanas (7 meses): o bebê tenta se jogar para alcançar objetos, bate um objeto no outro. Pode começar a engatinhar, a falar algumas sílabas e entende melhor o conceito de permanência das coisas. Pode fazer sinal de tchau. Sente ansiedade com estranhos.

37 semanas (8 meses e meio): o bebê fica “temperamental”, tem mudanças frequentes em seu humor, de alegre para agressivo e vice-versa, ou de exageradamente amoroso para ataques de raiva em questão de momentos. Chora com mais frequência. Quer ter mais atividades e protesta se não às tem. Não quer que troquem sua fralda, chupa seus dedos. Protesta quando o contato corporal é interrompido. Dorme menos, tem menos apetite, movimenta-se menos e “fala” menos. Às vezes senta-se quieto e sonha acordado. O bebê agora começa a explorar as coisas de uma forma mais metódica. Passa a entender que as coisas podem ser classificadas, por exemplo, sabe o que é comida e o que é animal, seja ao vivo ou em um livro. Fala “mama” e “papa” sem distinção de quem é a mãe ou o pai. Engatinha, aponta objetos, procura objetos escondidos, usa o polegar e dedo indicador para segurar objetos.

46 semanas (quase 11 meses): o bebê percebe que existe uma ordem nas coisas e atitudes, por exemplo, que se colocam sapatos nos pés e brinquedos nos armários. Ganha então uma consciência de suas próprias atitudes. Ao invés de separar objetos, passa a juntá-los. Depois desse salto o bebê vai poder apontar para algo ou pessoa a pedido seu, vai querer falar no telefone e enfiar as chaves nos buracos de chave, procurar algo que você escondeu, tentar tirar a própria roupa. Fala “mama” e “papa” para a mãe ou pai corretamente. Levanta-se por alguns segundos, movimenta-se mais, atende o “não” e instruções simples.

55 semanas (quase 13 meses): geralmente a fase em que o bebê começa a andar. Um salto no desenvolvimento bem significativo. Fala mais palavras do que “mama” e “papa”. Rabisca com giz.

64 semanas (quase 15 meses): o bebê combina palavras e gestos para expressar o que precisa, como com as mãos, esvazia recipientes, coloca tampas nos recipientes apropriados, imita as pessoas, explora perguntando, responde a algumas instruções (por exemplo, “me dá um beijo”), usa colher e garfo, empurra e puxa brinquedos enquanto anda, joga bola, anda de marcha a ré.

75 semanas (17 meses): o bebê usa cerca de 6 palavras regularmente, gosta de jogos de imitação, gosta de esconder brinquedos, alimenta uma boneca, joga bola, dança, separa brinquedos por cor, formato e tamanho. Olha livros sozinho e rabisca bem.

Picos de crescimento

São fenômenos que se referem ao crescimento do bebê em si, e não ao seu desenvolvimento. Nos períodos de picos, os bebê começam a solicitar mais mamadas do que o usual, pois precisam de mais alimento para crescer nesse ritmo agora mais acelerado. Então o bebê que dormia longos períodos à noite pode começar a acordar mais e solicitar mais mamadas. Essa necessidade dura geralmente de poucos dias a uma semana, seguido de um retorno ao padrão menor de mamadas, mas agora com o organismo da mãe adaptado a produzir mais leite.

Períodos comuns dos picos de crescimento ocorrem por volta dos 7-10 dias, 2-3 semanas, 4-6 semanas, 3 meses, 4 meses, 6 meses e 9 meses e além. Os picos continuam acontecendo no decorrer do crescimento da criança, incluindo a adolescência, momento em que mudanças físicas e emocionais são mais notáveis.

Outras mudanças

Alguns acontecimentos, como o nascimento de um irmãozinho/a, introdução de alimentos novos, o retorno da mãe ao trabalho, a entrada em uma creche, viagens, doenças, separações dos pais, atritos com coleguinhas, ausência de um ente querido e outros podem interferir no sono da criança. Tenha paciência e ofereça-lhe sempre segurança, assim, gradualmente, a rotina pode ser restabelecida.

Fonte: Site Crescer

A evolução dos bebês – Parte II

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Semana passada fizemos um post falando sobre a evolução dos bebês mês a mês, do 1º ao 6º mês. Acompanhe hoje essa evolução do 7º ao 12º mês.

Semana que vem tem mais.

7º Mês

Com o desenvolvimento motor aflorado, você vai perceber que seu bebê fica sentado sozinho por mais tempo que antes e começa a ter o reflexo de se apoiar com as mãos. Ele já está dominando melhor os movimentos para engatinhar, mas isso só deve acontecer em definitivo a partir do 8º e 9º meses.

A hora da refeição vai ficar mais divertida (e com lambanças), pois é nesta fase que o bebê começa a querer comer sozinho. Bastante desajeitado, ele tem a iniciativa de pegar a comida do prato com a palma das mãos, mas logo passará a fazer os movimentos com o dedo indicador e o pequenos pedaços de alimentos sólidos.

8º Mês

O bebê já é capaz de sentar-se sozinho, sem suporte, e de ficar de pé, mas com algum apoio. Já esboça o movimento da pinça, ou seja, usa um ou dois dedos e o polegar para tentar pegar objetos e alimentos. Com o desenvolvimento da linguagem, ele tenta imitar palavras e sons que escuta, abre e fecha a boca ao observar uma pessoa comendo, faz bolhas com qualquer líquido na boca e costuma repetir o mesmo som diversas vezes.

9º Mês

O bebê já tem bastante cabelo. Pelo menos dois dentes na arcada superior e dois na inferior já nasceram, ou mais. Já está na fase avançada do engatinhar, mas ainda não faz os movimentos completos. Fica sentado sem apoio por muito tempo e usa móveis para ajuda-lo a ficar de pé.

A capacidade de movimentar o alimento na cavidade oral antes de degluti-lo ocorre por volta dos 9 meses. Progressivamente, entre os 9 e 12 meses, a dieta vai se tornando similar às refeições familiares. A criança já consegue beber leite ou suco em canecas ou copos, o que deve ser estimulado como preparo gradual para a retirada da mamdeira.

Mesmo que o bebê nunca tenha tido problemas dessa natureza, começa a fase de distúrbios do sono, mas não é recomendado alimentar o bebê no meio da noite, pois isso pode prolongar e piorar o problema. Normalmente, nesta idade, o bebê já consome todo o alimento necessário durante o dia. Experimente coloca-lo para dormir 30 minutos antes, pois o adiantamento pode fazer seu filho dormir melhor. É ainda nesta fazer que o bebê começa a estranhar parentes próximos e a ficar mais grudado à mãe: é a ansiedade da separação. Rotina, afeto e firmeza no trato com o bebê, além de objetos de transição como bonecas e ursinhos de estimação são boas estratégias para resolver o problema.

10º Mês

Engatinha melhor, consegue sentar-se sozinho se estiver deitado, e realiza a pinça com movimentos mais finos e definidos. Chama os pais usando “mama” e “dada” e tem a comunicação desenvolvida para olhar algo que lhe foi apontado.

Nesta fase o bebê adora brinquedos que se movem pelo chão, apesar de ele mesmo ainda não conseguir andar sozinho. Bolas pequenas são ótimas fontes de diversão, assim como caixas e tampas: isso acontece porque ele adora fixar atenção por muito tempo em uma coisa só.

11º Mês

O bebê já engatinha e está prestes a andar: para tornar o desafio mais interessante, coloque pequenos objetos em posições nas quais ele precise ficar em pé para conseguir alcançá-los. Ele agora gosta de brinquedos mais complexos, como os de encaixar e livros, que afinem ainda mais a concentração. Ele vai adorar virar as páginas de um livro colorido, assim como, ao observar um pássaro no livro, vai apontar para o céu.

O controle do humor ficará inconsistente e ouvir a palavra “não” será ainda mais frustrante porque ele sabe que não pode mais fazer o que estava fazendo e, pior, você desaprova sua atitude. Isso o deixa triste, uma vez que o bebê toma a maioria de suas atitudes querendo deixar a mãe feliz.

12º Mês

Próximo de completar 1 ano, o bebê passa a ter somente duas sonecas diurnas, uma de manhã e outra à tarde. Prefira manter horários fixos para as sonecas, pois uma maior variação desse horário pode influenciar o sono noturno.

Nesta fase, o bebê anda com ajuda e fala as primeiras palavras que são importantes para ele, como nomes das pessoas, animais, brinquedos e comidas. Já aponta para mostrar o que quer e obedece a comandos como “venha aqui” e “dê para mim”.