Saúde Gestacional

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Devido à alteração hormonal no organismo feminino durante a gravidez, podem ser percebidas transformações em muitas partes do corpo.

Listaremos alguns cuidados que a gestante deve tomar para amenizar os possíveis sintomas da gravidez.

Inchaço nos pés:

  • Faça exercícios regularmente;
  • Beba muita água;
  • Evite comida muito salgada;
  • Descanse com os pés e as pernas acima do nível do coração;
  • Evitar deitar de costas – tente deitar sobre seu lado esquerdo;
  • Controle a alimentação para evitar o ganho de peso muito rápido.

Dores nas costas:

  • – Pratique exercícios como alongamento, hidroginástica, pilates e/ou ioga;
  • – Use colchões firmes;
  • – Realize massagens na região dolorida;
  • – Mantenha a postura correta ao sentar.

Manchas na Gravidez (cloasma):

  • – Use filtro solar acima de 30 fps;
  • – Evite exposição prolongada ao sol;
  • – Evite o uso de cremes com retinol ou ureia, que prejudicam a formação do bebê;
  • – Use óculos escuros e chapéu.

Alimentação:

  • – Beba bastante água – de 1,5 a 2 litros por dia;
  • – Coma ao menos três frutas por dia, e não se esqueça das verduras nas refeições;
  • – Alimente-se de seis a oito vezes ao dia, dividindo as refeições em pequenas porções e mastigando lentamente;
  • – Evite beber líquidos durante as refeições;
  • – A proteína e o cálcio são muito necessários nessa fase. Lembre-se de que a carne vermelha é abundante em proteína e também em ferro. Consuma bastante leite, pois o cálcio é fundamental para a formação do bebê;
  • – Consuma frutas ricas em vitamina C, como kiwi, laranja, limão, acerola, tangerina e abacaxi;
  • – Consuma carboidratos moderadamente;
  • – Durante a gravidez, recomendam-se apenas 300 calorias extras por dia.

Durante a gestação, muitas dúvidas cercam as futuras mães. Afinal, o que é permitido fazer durante esse período?Confira abaixo respostas de algumas das principais dúvidas na gravidez.

Tingir os cabelos – A utilização de produtos químicos, principalmente à base de amônia ou metais pesados, não é recomendada nessa fase. O contato dessas substâncias com o couro cabeludo pode fazer com que elas sejam absorvidas e levadas à circulação sanguínea e, assim, cheguem ao feto. Entre as opções, estão tinturas sem amônia, xampus tonalizantes e hennas naturais. Mesmo assim, o melhor é evitar tingir os cabelos antes das 14ª ou 16ª semanas de gestação, quando o feto ainda está se formando.

Fumar prejudica, e muito – É de conhecimento geral que o hábito de fumar é prejudicial à saúde e, durante a gravidez, está formalmente contraindicado. A gestante que fuma pode ter sérios problemas de circulação sanguínea da placenta. Isto pode prejudicar muito a chegada de oxigênio e nutrientes para o bebê, podendo causar não apenas retardo de crescimento do feto como também, por exemplo, descolamento prematuro da placenta, ruptura precoce da bolsa d’água, diminuição do líquido dentro da cavidade uterina, entre outros problemas.

Salto Alto – À medida que a barriga cresce, o ponto de equilíbrio da mulher também se modifica. Recomenda-se dar preferência aos sapatos confortáveis, sem salto e com base larga, evitando a chance de quedas. Além de não prejudicarem a coluna, são confortáveis para os pés, que tendem a inchar ao longo do dia.

Banho de Sol – Devido à mudança hormonal que ocorre durante a gravidez, a pigmentação da pele pode aumentar irregularmente em algumas áreas, como no rosto. Por isso, durante essa fase, principalmente após o segundo trimestre da gestação, o uso de alguns tipos de protetores solares é indicado. Ainda assim, banhos de sol em excesso devem ser evitados, pois podem aumentar as manchas da pele.

Raio X – Se precisar desse exame (por exemplo, em suspeita de fratura óssea), a grávida pode se submeter a esse ao raio X, pois a dose de radiação é mínima. Mas é bom evitar as radiações nos primeiros meses. Para fazer o exame comum, os médicos e técnicos sempre devem ser avisados da gravidez, pois, em alguns casos, recomenda-se que a gestante use um avental de chumbo sobre o abdômen, para proteger a mãe e o bebê.

Fonte: gineco.com.br

As mudanças no vínculo mamãe e bebê

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A gestação passou, o parto aconteceu e um novo membro da família está presente em sua casa. Nos primeiros meses, cada dia é uma descoberta nova, principalmente na relação entre a mamãe e seu bebê.

Com o passar dos meses cria-se um vínculo emocional e o bebê percebe sua mãe fazendo parte dela, como se a figura materna fosse sua continuidade.

Estudos mostram que entre o primeiro e o quinto mês de idade, a relação apresenta-se através da simbiose, ou seja, destacando o desenvolvimento emocional, em que a criança está unida à mãe em uma matriz única e indistinta – uma completando a outra. A mãe reconhece à distância o motivo do choro do seu bebê ao passo que o bebê reconhece todas as características de sua mãe.

A partir do quinto mês, inicia um processo pelo qual o bebê começa a perceber, não só o mundo que a rodeia, mas também as pessoas e seus próprios limites corporais. Ele está estreitando contato com o meio ambiente. Toda e qualquer mudança faz parte do desenvolvimento. Chegamos a fase em que ocorre o processo de separação e individualização do bebê, essa fase é marcada por uma angústia, na qual a criança passa a fim de obter sua identidade.

Aos oito meses, os bebês começam a engatinhar adquirindo progressivamente as habilidades necessárias para separar-se fisicamente de sua mãe. Mas emocionalmente, a angústia aumenta provocando algumas reações no bebê, que podem percorrer desde a falta de apetite até a dificuldade em dormir.

Esses obstáculos que o bebê apresenta ao sentir-se sozinho mesmo que sua mãe esteja por perto, recebe como explicação, que este ainda não conseguiu reter a imagem da figura materna internamente, ocasionando angústia ao perceber que a mãe se afastou. Pois nessa fase, o que sai do campo de visão da criança é entendido como tendo desaparecido.

A brincadeira de achar e esconder, utilizando uma fralda, serve de exemplo. Ao cobrir o rosto do bebê, seu campo de visão fica limitado, e este acredita que a pessoa que está brincando com ele, sumiu. Porém, ao retirarmos a fralda, como num passe de mágica, a pessoa volta a existir e ele sorri.

Com a maturação, o bebê obtém a constância objetal emocional, e assim pode recorrer a imagem gravada internamente de sua mãe. Um recurso muito utilizado é eleger um objeto que represente o elo da relação mamãe e bebê, com o objetivo de proporcionar à criança o sentimento de segurança, mesmo estando longe da mãe.

Percorremos algumas fases, tentando ilustrar passagens que deixam sem respostas algumas mães. No início, o bebê achava que ele e sua mãe eram um só e depois percebe-se sendo alguém diferente dela. A angústia provocada por essa sensação emite sintomas normais como manha, tristeza, agitação, falta de apetite e dificuldade para dormir, fatores que trazem tanta preocupação aos pais.

E ninguém melhor do que você mamãe, para saber o que seu bebê necessita nas horas de sono, alimentação, higiene, lazer entre outras coisas.

Fonte: guiadobebe

 

Dicas para não enlouquecer nos primeiros meses de maternidade

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Ser mãe de primeira viagem é maravilhoso, mas também é bem cansativo e pode até ser um pouco chato. Pensando nisso, colocamos algumas dicas do que você pode fazer para não ser levada a loucura.

Faça uma aula ou um curso de qualquer coisa

Procure na internet, veja nas redes sociais alguma coisa para você fazer junto com o seu bebê. Pode ser aulas de yoga para você e para o bebê, shantala (massagem para bebe), musicalidade para bebê, nas livrarias costuma haver a hora do conto. Vá e leve o seu bebê, veja gente, veja outras mães no mesmo lugar que você está. Procure qualquer coisa que a distraia e faça com que você saia de casa.

Se você é daquelas que fica preocupada com o horário de alimentação, fique tranquila, dá para amamentar ou dar uma mamadeira em qualquer lugar.

Faça caminhadas com o seu bebê

Procure um parque, ou um lugar agradável, coloque o bebê no carrinho e vá caminhar. De vez em quando pode até acelerar um pouco o passo ou correr um pouquinho, mas vá. O fato de sair de casa vai permitir que você enquanto caminha, pense em tudo e em nada. Geralmente os bebés adoram andar ao ar livre observando o mundo. Se ele chorar, pare, acalme-o e coloque no carrinho de volta para retomar a sua caminhada. Faça isso num horário que o sol não esteja forte. Coloque uns headphones, uma musiquinha daquelas que você escutava antes de ser mãe e curta esse momento. Um bom horário é de manhã, bem cedo. Tome seu café da manhã, dê o mamá do bebê e saia (é importante que você vá num horário em que o bebê esteja mais calmo).

Participe de um grupo de mães ou inicie um

Quando o seu bebê nasce, a tendência é que você se isole e muitas vezes fique com a sensação ter passado a viver num universo paralelo. Isso porque o que você gosta mesmo é de conversar sobre as novidades em torno da maternidade.

Procure na sua cidade se existe algum. Você vai fazer imensas amizades e vai se sentir bem no meio de gente que a compreende.

Tome um banho

Um banho refrescante e demorado virou praticamente o sonho de consumo de qualquer mãe, no entanto ele pode ser o seu melhor amigo naquelas horas que só temos vontade de sair correndo.

Coloque o seu bebê no bebê conforto de maneira que vocês se vejam e entre no banho sem medo. Ele não vai sair do bebê conforto e você vai poder aproveitar um pouco o seu banho revigorante. Converse com ele, ou cante, isso vai fazer com que ele aguente um pouco mais sem reclamar.

Encontre um  Pediatra “ideal” 

Com seu primeiro bebê, você sempre terá medo de que o seu filho possa ter algo errado. Ele está dormindo demais. Ele está dormindo muito pouco. Ele não sorri. Ele nunca chorou no hospital e agora é sem parar.

Então encontre um pediatra que você possa ligar e que saiba acalma-la nos seus mais loucos devaneios de mãe. O pediatra durante quase um ano vai ser o seu salvador da pátria.

Tire um tempo para você

Você precisa de um tempo para você, mesmo que seja um pouco daquele tempo que você tinha antes de ter o bebê. Peça ajuda de alguém da família que possa ficar com o bebê ou contrate uma babá temporária e tire um tempinho para você mesma. Mas não é para gasta-lo fazendo coisas estressantes como resolver problemas, arrumar a casa e afins (a não ser que você ame fazer isso de verdade).

Faça o que você realmente quer fazer – Saia um pouco com uma amiga, ou com o marido, vá ver um filme, tire um cochilo, vá caminhar sozinha, vá ao shopping, enfim, faça qualquer coisa que te faça sentir que você não deixou de ser você.

Evite comer mal e pular refeições

Evite comer correndo, ou ficar comendo besteira o tempo todo para “saciar” a fome e compensar o stress. Comer compulsivamente ou não comer só vai te deixar mais irritada. Coma bem! Principalmente se você estiver amamentando, você precisa fazer uma boa alimentação. Se não tem uma empregada em casa que te faça alguma coisa que você goste e coma com prazer, peça para alguém como a sua mãe, irmã, ou até a sua sogra ou cunhada fazer e você deixa no congelador. Quando precisar é só descongelar.

Durma

Há uma razão pelo qual todos te aconselham a dormir enquanto o bebê dorme. Pode ser difícil de fazer quando sua casa parece está uma bagunça e você ainda mal conseguiu se olhar no espelho, mas você precisa descansar. Feche os olhos quando o bebê adormecer e não os abra até você ouvi-lo chorar. Você pode fazer o que tem para fazer quando o bebê estiver acordado.

Fonte: demaeparamae.com.br

15 mitos e 7 verdades sobre o desenvolvimento do bebê

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Conselhos, recomendações e até “verdades absolutas” vão vir de todos os lados: da sua mãe, sogra, amigas e até de desconhecidos. Você vai ouvir dicas infalíveis para o seu bebê não ter alergia e até mesmo deixá-lo mais inteligente. Mas o que vale, mesmo? Aqui, respostas para as dúvidas mais comuns que vão surgir nessa fase. Descubra o que é melhor para o seu filho

Nasceu com olhos claros? pode ser que mude

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VERDADE. Para a maioria dos bebês vai acontecer até o sexto mês. Isso porque recém-nascidos têm uma quantidade pequena de melanina, uma substância presente na íris responsável pelo efeito de cor nos nossos olhos. A quantidade de melanina que vai ser produzida nos primeiros meses foi definida geneticamente. Por isso, algumas crianças nascem com olhos azuis-acinzentados que, aos poucos, mudam de cor.

Se não engatinhar, vai demorar para andar

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MITO. Não tem problema nenhum se ele pular o engatinhar e ir direto para a marcha. O importante é que pontos considerados marcos no desenvolvimento, como sentar, tenham acontecido, o que mostra que ele tem um bom desenvolvimento neurológico e motor. Quando tiver tônus muscular na coluna vertebral, nos membros inferiores e nos músculos que sustentam a cabeça, e sentir confiança, vai tentar ficar em pé. Você pode estimular também. Fique de um lado do sofá e chame-o para que ele vá até você. Cerca de 70% das crianças vão andar até 1 ano e 4 meses, 90% até 1 ano e 6 meses e as demais até 1 ano e 8 meses.

Seu filho só vai aprender a dormir bem depois do primeiro ano

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MITO. A maioria é capaz de dormir bem muito antes disso – alguns pediatras afirmam que bebês com 2 meses conseguem descansar a noite toda. O segredo é estabelecer uma rotina. A partir do final da tarde, não faça brincadeiras que o estimulem demais. Crie um ritual para a hora do sono. Dê um banho, coloque-o para dormir, conte uma história. Se ele acordar, volte e acalme-o sem tirá-lo do berço. Assim, ele aprende que ali é o lugar dele descansar e sabe que você vai estar por perto quando precisar.

O recém-nascido não enxerga como o adulto

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VERDADE. Mas não vê em preto e branco. Ele percebe diferentes tonalidades, e prefere as vibrantes. No começo, ele enxerga com nitidez o que estiver a 30 centímetros de distância. Com 2 meses, fixa o olhar e foca objetos. Com 3, vai conseguir acompanhar o deslocamento de pessoas. A capacidade de enxergar em um sentido tridimensional aumenta e, com 1 ano, a criança tem a mesma visão que um adulto.

Todo bebê sabe nadar

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MITO. O fato dele se movimentar bem na água é um reflexo do período em que ficou dentro da sua barriga, no líquido aminiótico (fluído que envolve o feto). Para que ele aprenda a nadar, precisa fazer aulas junto com um dos pais. Não é um consenso, mas a maioria dos especialistas afirma que ele poderia entrar na piscina com 6 meses. De qualquer maneira, é importante que a criança possua sustentação da região cervical e tenha sido vacinada conforme o calendário.

Bebê não pode brincar com tinta

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MITO. Basta escolher uma de boa qualidade (não tóxica), ficar ao lado do seu filho e curtir as primeiras experiências com tinta. Ele vai descobrir novas texturas e movimentos com as mãos, perceber que é capaz de produzir algo e se apaixonar pelas cores. Esse ganho cognitivo permite, no futuro, que ele seja mais criativo. Mas vale um lembrete: essa brincadeira tem que ser fonte de prazer para os pais também. Se você respira fundo só de imaginar tinta espalhada pela casa ou no rostinho dele, melhor propor outra atividade. “Se a criança percebe que aquilo é motivo de tensão, então não vai aproveitar tanto quanto poderia. Ela precisa estar livre para brincar”, afirma Mariana Tichauer, psicóloga clínica e terapeuta familiar, há 12 anos na área, da clínica multidisciplinar Edac (SP).

Chupeta não entorta os dentes do bebê

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VERDADE. Dificilmente o uso de chupeta durante o primeiro ano provocará alterações dentárias, fazendo com que os dentes nasçam tortos ou fora de posição. Até os 12 meses os bebês têm, em média, oito dentes, e não há tempo hábil para que as transformações ósseas aconteçam. Essas alterações, se ocorrerem, vão ser percebidas entre 18 e 24 meses, quando é hora do seu filho abandonar o acessório. Se você quiser dar a chupeta, deixe que ele use por períodos curtos.

Cerveja preta aumenta a produção de leite

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MITO. De jeito nenhum – e o consumo de bebidas alcoólicas é proibido durante a amamentação. Existe, no entanto, uma explicação para essa crendice. A cerveja é diurética, então você faz xixi mais vezes, e isso faz com que consuma mais líquido. A melhor maneira de garantir uma boa produção de leite é colocando seu bebê para mamar (isso funciona como um estímulo) e bebendo bastante líquido – até sopa conta!

Bebê que dorme de barriga para cima pode regurgitar e engasgar

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MITO. Dormir de barriga para cima é a posição mais segura para evitar a morte súbita (quando o bebê com menos de 1 ano morre, enquanto dorme, de forma inesperada). Se você tem medo que seu filho engasgue caso regurgite, saiba que isso não ocorre porque o líquido, em geral uma quantidade pequena, escorre pelos lados da boca.

Acorde-o para mamar nos primeiros meses, sempre

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MITO. Se o bebê está crescendo e ganhando peso corretamente, você não precisa despertá-lo nem durante o dia nem de madrugada. Siga o esquema da livre demanda e ofereça sempre que seu filho quiser. Mas dois casos são exceções. Nas primeiras quatro semanas, alguns pediatras recomendam que você acorde o bebê caso ele não desperte para mamar a cada três/quatro horas. Se esse tempo é ultrapassado, ele pode desenvolver hipoglicemia (baixa quantidade de açúcar no sangue), o que pode levar a uma sonolência profunda e, em alguns casos, provocar lesões neurológicas. Outro caso que merece atenção são os bebês prematuros. Se precisar acordá-lo, trocar a roupinha já é suficiente para que ele abra os olhos.

Mãe ansiosa, bebê com cólica

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VERDADE. Não existe nenhuma comprovação científica, mas os médicos afirmam que essa insegurança deixa a criança mais agitada, sim. Nos primeiros 3 meses, por conta da imaturidade do sistema digestivo, as cólicas são comuns. Depois, tendem a desaparecer. Para você se sentir mais calma, é fundamental que tenha as melhores informações. Esclareça suas dúvidas com o pediatra e veja no nosso site mais dicas para lidar com as cólicas.

Colocou na escola? Logo ele vai ficar doente

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VERDADE. Até os 2 anos, o sistema imunológico do seu filho não está totalmente desenvolvido, e isso o deixa mais suscetível a infecções. Em um ambiente com muitas crianças, maiores são as chances de pegar alguma doença, como gripes e resfriados. Por outro lado, ele vai ganhando resistência e fortalecendo o sistema de defesa do organismo.

Se fizer cara feia para a comida é porque não gostou

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MITO. Espere por muitas caretas quando seu filho começar a comer as papas, sejam as de frutas ou as salgadas, porque o paladar dele desconhece esses novos sabores, e a primeira reação é cuspir tudo e fazer uma cara bem feia. Não desista e vá em frente. Quando você menos imaginar (e não vai demorar), ele vai estar abrindo a boca para ganhar uma colherada. Para que ele se acostume, é importante não oferecer os ingredientes misturados. Se ele recusar, tente novamente. Alguns médicos recomendam oferecer o mesmo alimento pelo menos 12 vezes e de maneiras diferentes: um dia assado, no outro, cozido, e assim por diante.

Cachorro dá alergia em bebê

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MITO. Não é uma regra. Cerca de 20% das crianças vão ter algum tipo de alergia. Dessas, 30% são sensibilizadas por animais. Funciona assim: o organismo da criança entra em contato com o agente (nesse caso, o pelo do animal) e o sistema imunológico encara aquela substância como algo perigoso. Mas não acontece com todo mundo, e um estudo norte-americano mostrou que o contato precoce com animais, desde os primeiros meses de vida, pode ter o efeito oposto: ele fez que com que algumas crianças não desenvolvessem alergia. Além de fortalecer o sistema imunológico, o convívio com esses bichos facilita a socialização do seu filho.

DVD educativo deixa o bebê mais inteligente

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MITO. Há DVDs que prometem estimular seu filho e até encorajá-lo a descobrir o mundo. Mas nessa idade o bebê aprende se relacionando com outras pessoas. Mauro Muszkat, neurologista, coordenador do núcleo de atendimento neuropsicológico infantil interdisciplinar do departamento de psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo, explica que, caso a criança assista a muita TV, pode até ter problemas no seu desenvolvimento. “As imagens são tão rápidas que o cérebro desenvolve menos o córtex pré-frontal, área que envolve a manipulação e o armazenamento de informações, o que gera dificuldade para se concentrar.” A Associação Americana de Pediatria não recomenda programas televisivos ou em qualquer outra mídia para crianças com menos de 2 anos.

Bebê não entende discussão de adulto

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MITO. A criança pode não compreender o que está sendo dito, mas percebe o ambiente estressado e as vozes alteradas dos pais. Aí, sente-se insegura e angustiada, e pode chorar e até acordar de madrugada. E o impacto não é momentâneo. Ela leva essas questões ao longo da vida. “Pode se tornar uma criança tímida, que tem dificuldade de se relacionar, ou o contrário, e ser impulsiva, que só sabe pedir alguma coisa gritando”, afirma Marta Pires Relvas, neurobióloga e psicopedagoga, professora de neurociência e aprendizagem da Faculdade Integrada AVM (RJ).

Se bater no rosto de alguém, é porque vai ser agressivo

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MITO. Isso faz parte do comportamento dele. Pode ser uma forma de fazer carinho – e aí você precisa ensinar o jeito certo – ou uma maneira de chamar atenção porque percebeu que você ficou atento ao que aconteceu. Tenha paciência e não encare como um tapa. Explique que não é legal e que pode machucar.

Recém-nascido pode viajar de avião

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VERDADE. Converse com o pediatra e veja as regras para embarque com a companhia aérea. A TAM, por exemplo, permite que bebês com oito dias viajem mediante atestado médico. Na decolagem e no pouso, para aliviar a pressão, amamente. E fique tranquilo: recém-nascidos não têm mais chances de desenvolver dor de ouvido que qualquer outra criança mais velha. Se a viagem não for imprescindível, espere ele completar 3 meses, porque aí o sistema imunológico vai estar mais fortalecido.

Não faz diferença ler histórias para bebês

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MITO. Seu filho pode não entender o conteúdo de um conto dos Irmãos Grimm, mas, com poucos meses, vai começar a construir uma história com o próprio imaginário a partir da maneira como você conta e a entonação da voz que usa. Essas imagens estão relacionadas com a linguagem: significa que ele vai ter mais familiaridade com as palavras, conseguir se expressar melhor e ser um bom ouvinte. E ali tem início o primeiro contato dele com a literatura infantil.

Festa deixa a criança agitada

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VERDADE. Algumas ficam mais sensíveis, choram e podem ter até dificuldade para dormir. Mas não significa que você não possa sair com seu filho. Nos primeiros meses, prefira festas menores, em que o som não é tão alto e onde você possa deixá-lo em um local tranquilo quando chegar a hora dele descansar.

Vai dar bronca? Nem adianta!

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MITO. Adianta, sim, mas não é uma bronca. Você tem que explicar por que ele está sendo repreendido. É provável que seu filho tente de novo, e de novo. Repita a explicação quantas vezes for necessário. Durante toda a infância você vai ter que falar, e explicar, e repetir de novo. Isso é educar. E sempre com toda a paciência do mundo.

Fonte: http://www.pediatriaemfoco.com.br

Parto humanizado, entenda o que é e quais são seus benefícios

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Muitas pessoas têm ideias erradas sobre o que é o parto humanizado. Este tipo de parto não significa necessariamente parir sem anestesia, em casa, entre outros. “Parto humanizado é um conceito que envolve basicamente o respeito que a mulher precisa ter no parto. Este parto reconhece a real necessidade da mãe e do bebê no parto. Todas as mulheres deveriam ter direito ao parto humanizado”, explica o ginecologista e obstetra Alberto Guimarães, defensor dos conceitos de Parto Humanizado e fundador da Parto Sem Medo.

Este respeito no parto envolve questões como:

  • Atender demandas na hora do parto

Oferecer água, lanches, permitir que a mulher vá ao banheiro quando quiser, entre outras demandas que não causam qualquer problema no parto e são benéficas para o bem-estar da mãe.

  •  Permitir que a mulher fique na posição que quiser

Atualmente está mais do que comprovado por pesquisas que parir deitada está longe de ser a melhor posição para o nascimento. De cócoras costuma ser uma das posições mais indicadas, mas acima de tudo, o importante é a mulher parir na posição que quiser. E o parto humanizado permite justamente isso, a mulher pode parir na posição que se sentir melhor e também poder se movimentar durante o tralho de parto, atitude que contribui para o controle da dor.

  • Respeitar as escolhas sobre métodos para aliviar a dor

A mulher não quer analgesia e pretende usar apenas métodos alternativos para aliviar a dor? Tudo bem! A dor está muito forte e a mulher quer uma anestesia? Tudo bem também! É esta a ideia do parto humanizado, serão oferecidos para a mulher os métodos que ela desejar para aliviar a dor.

  • Evitar procedimentos desnecessários na mãe

Procedimentos como a episiotomia, corte do períneo, uso da ocitocina sintética para estimular o parto e cesárea só são orientados em situações muito específicas. Porém, nos partos comuns eles são feitos sem real necessidade. No parto humanizado, estes procedimentos só são feitos quando necessários.

  • Evitar procedimentos desnecessários no bebê

Durante e nas horas após o parto, seja ele o normal tradicional ou cesárea, o bebê pode sofrer uma série de procedimentos desnecessários que prejudicam sua saúde. No parto humanizado alguns destes procedimentos só são realizados quando há necessidade e outros nunca são feitos, já que não existem situações em que eles são benéficos pra saúde do pequeno.

  • Permitir permanência da doula e obstetriz

A doula e a obstetriz são profissionais de grande importância que contribuem para a boa evolução do parto e dão assistência para a mãe. Permitir a permanência delas durante o processo do nascimento é essencial para um parto com respeito.

  • Deixar mãe e filho juntos após o parto

Em partos tradicionais, especialmente cesáreas, é muito comum o bebê ser afastado da mãe após o nascimento. No parto humanizado isto é diferente, se o bebê estiver bem, ele vai quase que diretamente para o colo da mãe após o nascimento. E isto proporciona uma série de benefícios que você pode ver abaixo.

  • Cuidados ao cortar o cordão umbilical

No parto humanizado o cordão umbilical geralmente não é cortado logo após o parto. Espera-se um tempo, no qual o bebê respira com o pulmão e o cordão, e só depois ele é cortado. Isso fará com que a transição da respiração seja menos traumática.

  • Aguardar a mulher entrar em trabalho de parto

Esperar a mulher entrar em trabalho de parto e não realizar cesáreas agendadas ou mesmo cesáreas desnecessárias costuma ser um dos principais pontos do parto humanizado.

Confira abaixo quais são os benefícios do parto humanizado:

Foco na mãe e no bebê

Como o principal ponto do parto humanizado é o respeito à mãe e ao bebê, o resultado é que a experiência do parto será o mais positiva possível para ambos. Este tipo de parto previne a violência obstétrica tanto contra a mãe quanto contra o recém-nascido.

Evita que o bebê nasça prematuro

O parto humanizado tem como um de seus princípios aguardar que a mulher entre em trabalho de parto e isto é muito importante para a mãe e o bebê. “Quando o bebê está maduro, seu pulmão produz uma substância e isso faz com que a mãe entre em trabalho de parto. Se você consegue deixar a mulher entrar em trabalho de parto espontâneo, evita-se que o bebê nasça prematuramente”, explica Alberto Guimarães.

Melhora a respiração do bebê

O processo de passagem do bebê pelo canal vaginal é importante porque esta compressão ajuda o pequeno a colocar para fora todo o líquido dos pulmões. Assim, ele já nasce respirando melhor. “O trabalho de parto é o processo final de amadurecimento pulmonar”, constata a médica Carmen Simone Grilo, professora do Departamento de Saúde Materno-Infantil da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. Assim, os riscos de complicações respiratórias são menores.

Mais calmo e alerta

A ocitocina é um hormônio liberado pela mulher durante o processo do parto normal.  Ao entrar em contato com a ocitocina o bebê nasce mais calmo e também alerta.

Menor risco de obesidade

Uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) comprovou que o parto cesárea aumenta o risco de obesidade em adultos jovens. Isto porque a cirurgia faz com que ocorram mudanças na microbiota intestinal dos bebês. Afinal estas crianças nascidas por meio de uma cesárea não passaram pelo canal vaginal, como acontece com os pequenos que vieram ao mundo via parto normal.

Contato entre mãe e filho logo após o parto

O parto humanizado estimula que logo após o parto, o bebê vá para o colo da mãe, desde que esteja bem, neste momento também é estimulada a primeira mamada.  “O contato pele a pele permite o bebê entrar em contato com as bactérias da pele da mãe, são o que chamo de bactérias do bem. Além disso, o bebê irá sentir o calor da mãe e seus batimentos cardíacos, os mesmo que estava acostumado a ouvir dentro da barriga. Se foi parto vaginal as chances da mãe conseguir amamentar aumentam”, conta Alberto Guimarães.

Menor risco de morte

De acordo com o Ministério da Saúde, que acompanhou parturientes entre 2000 e 2011, o risco de morte materna de quem realiza cesárea é cerca de 3,5 vezes maior do que das mulheres que optaram por parto normal.

Menor risco de infecção

Como não é um procedimento cirúrgico, o risco de infecção de mulheres que fizeram o parto normal é muito menor do que aquelas que optaram pela cesárea. Segundo o Ministério da Saúde, que acompanhou parturientes entre 2000 e 2011, o risco de infecção materna após o nascimento do bebê é cinco vezes menor em mulheres que optaram pelo parto normal do que aquelas que fizeram cesárea.

O leite desce mais rápido

A ocitocina liberada durante o parto normal não é importante somente para o bebê, ela também é essencial para a mamãe. O hormônio irá contribuir para uma descida mais acelerada do leite materno.

Relação mais próxima entre mãe e bebê

A ocitocina é conhecida como o hormônio do amor, isto porque ela estimula a relação mais próxima entre mãe e filho desde o início. “A ocitocina vai fazer com que eles se vinculem e estimular o contato pele a pele e visual”, observa Grilo.

A recuperação é mais rápida

A mulher que realiza o parto vaginal terá uma recuperação muito mais rápida do que aquela que fez uma cesárea, já que este último é um procedimento cirúrgico.

Cai o mito da dor

Atualmente existem diversos métodos não farmacológicos e farmacológicos para aliviar a dor do parto vaginal.

Parto normal X natural X humanizado

É muito comum confundir o parto normal, o humanizado e o natural. Na realidade, o parto humanizado pode ser tanto normal quanto natural. O parto normal é o vaginal, mas que conta com alguns procedimentos, como o uso de anestesia. Já o parto natural, também é vaginal, mas não possui nenhum tipo de intervenção, então os métodos de alívio para a dor são todos naturais, a evolução do parto ocorre sem intervenções, entre outras questões. “O parto natural costuma ser um dos mais humanizados porque respeita o tempo das coisas”, observa Alberto Guimarães.

 

Fonte: revistamaebebe.com.br