Quando a criança pode mudar do berço para a cama?

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Por volta dos dois anos, a criança está pronta. É quando ela já anda com firmeza e adquire algumas autonomias, como a fala, por exemplo. Isso quem explica é a psicóloga e psicanalista Denise de Souza Feliciano, professora do Instituto Sedes Sapientiae (SP). Outro fator determinante é a altura, quando a criança estiver de pé e a linha dos mamilos ficar abaixo da linha da grade, não existe risco de sair e sofrer alguma queda. Mas se o berço estiver com o estrado totalmente rebaixado, sem protetores laterais ou brinquedos dentro, e, mesmo assim, ele escalar e tentar sair, é hora da troca.

Para ajudar os pais a fazerem essa transição com tranquilidade, sem estresse ou trauma para a criança, colocamos aqui seis dicas de especialistas e mães que já passaram por essa fase. Confira:

  1. Prepare o seu filho

O primeiro passo é ter uma boa conversa para explicar que ocorrerá uma mudança, mas que será para melhor. “É importante um período de preparação, que permite que a criança se despeça de seu berço e fique na expectativa de um espaço novo. Isso a ajudará a elaborar o luto da perda dessa etapa de sua vida, situação que viverá muitas outras vezes ao longo dela”, explica a psicóloga Denise. A especialista ressalta que é interessante associar a mudança ao desenvolvimento. Diga ao seu filho que ele não é mais um bebê, que já sabe, por exemplo, falar e comer com a colher. Valorizar seu crescimento e os ganhos de uma nova etapa vai incentivá-lo a seguir com seu desenvolvimento. De acordo com Denise, a convicção dos pais de que é bom crescer é o que ajuda a criança a se interessar pela mudança. “Se os próprios pais não conseguem lidar com o fato de que o filho deixou de ser um bebê, ele sentirá essa ambivalência e responderá recusando-se ao desenvolvimento”, alerta.

  1. Deixe que ele participe

Depois de informar sobre a transição, é importante envolver seu filho na mudança. “Incluir na preparação, combinar o que vai acontecer, marcar um dia, pedir ajuda na escolha da cama, da colcha e dos acessórios são atitudes positivas que favorecem a adaptação”, afirma Ana Merzel Kernkraut, coordenadora do Serviço de Psicologia do Hospital Israelita Albert Einstein (SP).

  1. Faça da mudança uma festa

A atitude positiva dos pais é fundamental para que a transição do berço para a cama seja natural e tranquila. E, quanto mais feliz for o momento, melhor será a aceitação da nova realidade. Lembre-se, no entanto, de que nem sempre a surpresa é uma boa ideia. Algumas crianças podem ficar inseguras por falta de tempo de elaboração.

  1. Tome precauções de segurança

Com a mudança para a cama, as crianças terão mais autonomia e liberdade e, portanto, poderão acessar locais que ficavam indisponíveis quando dormiam no berço. Todo cuidado é pouco na adaptação do quarto e da casa como um todo. As janelas devem ter proteção, porque elas poderão subir com facilidade nos móveis. Fios e aparelhos elétricos devem estar fora de seus alcances. Gavetas baixas não podem conter itens de risco como facas, medicamentos e objetos de vidro. É importante também evitar camas muito altas, como os beliches. “Beliche é perigoso, tem o risco de escalar, de cair do alto. A bicama é interessante porque a criança pode trazer os amigos para dormir quando estiver maior”, sugere a psicóloga clínica e psicopedagoga Cynthia Wood (SP). Seja qual for o modelo escolhido, é fundamental o uso de grades de proteção.

  1. Não volte atrás

Um erro muito comum é mudar a criança para a cama e, ao primeiro sinal de dificuldade na adaptação, desistir. “Não existe voltar atrás nesse tipo de conduta. A criança logo estará acostumada ao seu novo quarto. Podemos fazer companhia até ela dormir nos primeiros dias. Mas, sempre no quarto e na cama dela, sem retirá-la de lá”, aconselha o pediatra Marcelo.

De qualquer forma, é importante saber que a criança pode ter dificuldades. “Diante de eventuais recaídas, os pais devem oferecer atenção e compreensão. Esses momentos são a expressão dos medos e das inseguranças que acompanham as mudanças mesmo na idade adulta. Ajudar o filho a enfrentá-los e a seguir é uma forma gradativa de instrumentá-lo para as muitas transições que o acompanharão sempre”, explica a psicóloga Denise. Por isso, colocar a cama ao lado do berço e esperar a vontade da criança mudar não é uma boa ideia. “Passa a imagem de que a criança não precisa se decidir, que pode ter as duas coisas ao mesmo tempo. Gera mais dúvidas e incertezas”, ressalta a psicóloga Cynthia.

  1. Evite levar para sua cama

“Os pais devem insistir para que a criança fique no quarto dela. Trazê-la para o dos pais só vai acostumá-la a dormir com eles, e não resolver o problema”, afirma Ana, do Serviço de Psicologia do Einstein. A psicóloga Cynthia engrossa o coro. “O importante nessa hora é ter muita paciência, ir levando a criança de volta com tranquilidade, esperar que ela durma novamente e se retirar do quarto dela quantas vezes forem necessárias. Em poucos dias, essa frequência de acordar e procurar os pais vai diminuindo e ela passará a dormir confortavelmente em seu próprio quarto”, garante. Toda a paciência será recompensada. Ao final do processo, seu filho terá conquistado mais uma etapa do desenvolvimento. Podem comemorar!

Fonte: RevistaCrescer

 

Páscoa é dia de festa, de chocolate, mas também de moderação

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Crianças pequenas precisam de festas, tanto individuais, de aniversário, como também as coletivas – entre elas, a Páscoa. Pelo seu significado, esta data merece celebração, é uma das ocasiões perfeitas para as manifestações de carinho e afeto. E as crianças, por resumirem o espírito de renovação e alegria, não podem ser esquecidas.

Nos seis primeiros anos de vida, toda criança precisa de festas e de figuras mágicas que aumentem a sua confiança no futuro e assegurem que ela é bem vista por elas. Ganhar um presente da mamãe e do papai é normal. Mas ser lembrada pelo Coelhinho da Páscoa, que não é da família, torna-se para ela, um acontecimento altamente estimulante, porque são pessoas “de fora” reconhecendo suas qualidades a ponto de premiá-las, o que é ótimo para a auto-estima.

No entanto, para esta época é preciso também de cautela, pois o chocolate em excesso pode comprometer a saúde do seu pequeno.

Veja a seguir orientações para que você atravesse esta data com muita alegria e sem aborrecimentos:

Os especialistas sempre se dividem em opiniões quanto ao consumo do chocolate.

Alguns reafirmam o poder que o chocolate tem de tornar as pessoas obesas e outros priorizam o valor nutricional do chocolate, colocando-o como um alimento importante em nossa dieta.

Veja o que eles dizem:

Chocolate não causa obesidade

Alguns estudiosos acreditam que os produtos de chocolate não são os responsáveis pela obesidade ou diluição de nutrientes necessários. Segundo esta visão, estes produtos proporcionam uma parte dos nutrientes necessários em uma dieta. Afirmam ainda que numa barra de chocolate recheada há mais riboflavina e cálcio do que no pão integral, e mais ferro e magnésio que numa maçã.

Chocolate causa obesidade

Já alguns nutricionistas, afirmam que o excesso de calorias para quem não tem necessidade pode resultar em obesidade. Além disso, o chocolate, por seu alto teor de gordura, pode causar problemas cardiovasculares ou outras erupções em peles oleosas, além de alergias. Apesar disso, afirmam que os compostos estimulantes presentes no chocolate, tais como a cafeína e teobromina, não fazem mal à saúde.

Use o bom senso

No entanto, o melhor para a mãe, neste momento, é usar o bom senso.

Sim, é verdade que o chocolate é considerado alimento, uma vez que contém 1/3 de leite, 1/3 de açúcar e 1/3 de cacau, o que equivale a proteína, energia e gordura. Constitui-se numa fonte de potássio, cálcio, magnésio, vitaminas do complexo B, além de auxiliar pessoas com fadigas físicas e mentais.

Por outro lado, o chocolate é, sem dúvida, um dos alimentos que mais engordam. É fácil entender porque tanta gente ganha peso durante os feriados da Semana Santa. Se já sabemos que uma criança em cada quatro precisa perder peso, não podemos manter a tradição de presentear a todos com os hipercalóricos ovos de Páscoa. Lembre-se que mesmo os chocolates dietéticos são muito ricos em calorias. Se é seu filho quem precisa perder peso, previna antecipadamente os avós, padrinhos e tios de que qualquer presente será mais bem-vindo do que os chocolates.

Se, apesar de tudo, você continuar achando que o chocolate é insubstituível, a tabela de calorias dos chocolates vai ajudá-la a escolher um que seja menos calórico. Não se esqueça de que os teores calóricos estão calculados para 100 gramas. Os ovos de Páscoa são numerados de acordo com o peso. Com uma conta simples você poderá calcular a quantidade total de calorias do ovo que está comprando ou ganhando:

Tipo de chocolate Calorias por 100 gramas
(valores aproximados; podem variar de acordo com a fórmula de cada produto)
Amargo 544
Ao leite 568
Branco (tipo Galak) 530
Com castanhas 534
Crocante (tipo Diamante Negro) 515
Dietético 540

 

E vale lembrar que não se deve oferecer chocolate para bebês com menos de seis meses. E mesmo os maiores não devem comer exageradamente, principalmente se não estiverem acostumados.

 

Fonte: guiadobebe

Quarto do bebê com segurança: o que não pode faltar e o que é desnecessário

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Pensar nas cores, no tema e na decoração é uma delícia na hora de planejar o quarto do bebê. Mas, além da parte bonitinha e divertida, importante mesmo é fazer do cômodo um lugar seguro e ideal para o seu filho crescer. Pensando nisso, colocamos abaixo o que é desnecessário e o que não pode faltar no quarto do baby. Veja as dicas abaixo:

Desnecessário

Cores fortes na parede

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Os tons mais fortes das cores estão associados à indução de irritabilidade e podem atrapalhar
o sono do bebê. Prefira os tons mais claros, pois deixam o ambiente com aspecto mais tranquilo.

Bonecos e bichinhos de pelúcia

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Estão entre as maiores causas de alergias respiratórias em crianças. No berço são um risco maior, pois podem obstruir a respiração causando sufocamento do recém-nascido. Como são grandes estímulos visuais, eles também deixam os bebês mais agitados, dificultando o sono e o aleitamento.

Difusores de aroma

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Cheiros e odores muito fortes não são recomendados para o ambiente em que um recém-nascido ficará por muito tempo. Também é dispensável o uso de aerosois no quarto do bebê.

Protetores, almofadas,  travesseiros e cobertores

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Usados para proteger os bebês de bater as cabeças nas grades do berço, os protetores podem sufocar a criança, principalmente se não estiverem amarrados adequadamente. As almofadas e cobertores pesados podem impedir a respiração do bebê e facilitar o sufocamento. Em dias frios, o ideal é que o bebê esteja bem agasalhado. Travesseiros são dispensáveis até os seis meses de idade. Conforme o bebê for crescendo, opte por travesseiros finos e pequenos para não provocar o movimento de inclinação do pescoço para baixo, obstruindo a respiração da criança.

Cortinas de pano, tapetes e carpetes

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Acumulam pó e, com isso, facilitam o desenvolvimento de alergias respiratórias no bebê. Nas janelas, prefira as persianas de fácil limpeza. No piso, dê preferência  a modelos de material vinílico, borracha ou plástico, antialérgicos e laváveis, que não sejam escorregadios.

Não pode faltar

Luz indireta

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Uma iluminação adequada é essencial para o sono e a tranquilidade do bebê. Além do ponto principal de luz, é importante ter uma luz indireta, ou dimmer, que regula a intensidade da luz. A luz indireta facilita o sono do bebê e transmite tranquilidade, já que o escuro pode assustar ou amedrontar a criança, servindo também como auxílio para a mãe nas trocas de fraldas, na amamentação e na vigia noturna. A mais indicada é a luz de cor azul, que está associada ao favorecimento do sono do bebê.

Móbile

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A movimentação estimula a curiosidade e os movimentos do bebê, e seus sons o relaxam.
Devem ser coloridos e de fácil limpeza. É importante que estejam fora do alcance da criança,
pois a criança pode tentar se pendurar no objeto e sofrer algum acidente.

Aparelho de som

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Ao contrário da TV, que pode criar um hábito negativo no bebê, os médicos afirmam que um aparelho de som acalma a criança e ajuda a estabelecer os horários de atividades. Se for a hora de dormir, coloque uma música muito calma, tranquila e baixa. Para o banho, músicas infantis vão deixar o bebê mais feliz.

Berço

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O berço precisa ter uma base de altura regulável para ser alterado conforme o desenvolvimento do bebê. O estrado deve ser de madeira contínua, que é mais firme e resistente. O espaçamento entre as grades não pode ser menor do que 4,5 cm e maior do que 6,5cm, pois é um convite ao acidente: muitos bebês prendem o pezinho e as pernas entre as grades e dão a maior dor de cabeça para os pais. Não é recomendado que o berço fique exposto a correntes de vento e, principalmente, perto da janela. O colchão do bebê precisa ser firme e acomodar toda a área do berço, sem deixar espaços vazios, pois esses vãos podem causar acidentes, sobretudo nos cantos do berço. A densidade indicada para recém-nascidos e crianças de até três anos é 18.

Poltrona de amamentação

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É indispensável para facilitar o aleitamento do bebê. A poltrona ideal é a que tem braços que servem como apoio. Outros itens, como encosto para pés, também são bem-vindos. Se nos primeiros meses a posição não for confortável somente com o uso da almofada, como o encosto para o braço, experimente repousar o pé em um banquinho: ele vai facilitar o alcance do bebê ao bico do seio e aliviar a tensão do braço da mãe fortalecendo o encosto para a cabeça do bebê.

 

 

 

 

Criando uma criança feliz!

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Segundo especialistas em desenvolvimento infantil, felicidade não é algo que se possa dar a um filho como se fosse um presente. O psiquiatra Edward Hallowell, autor de The Childhood Roots of Adult Happiness, diz que crianças mimadas demais ou poupadas de todo tipo de desconforto emocional têm mais chances de virar adolescentes chatos, cínicos e descontentes.

“O mais significativo para a felicidade são fatores internos, não externos”, afirma Hallowell. Ele salienta que o importante é ajudar a criança a desenvolver ferramentas internas para se equilibrar, ferramentas com as quais ela possa contar pela vida inteira.

A boa notícia é que não é preciso ser especialista em psicologia infantil para cultivar no seu filho a força interior e a sabedoria de ele vai precisar para aguentar os trancos e barrancos da existência. Com paciência e flexibilidade, todo pai e toda mãe possuem mecanismos para formar a base de uma vida de cheia de felicidade para os filhos.

Saiba interpretar os sinais

À medida que a criança passa de recém-nascida a um bebê mais interativo de 6 meses, ela se torna mestre em expressar para você quando alguma coisa a está deixando alegre ou aborrecida. Por exemplo, o rosto dela se abre em um enorme sorriso ao ver você entrar, ou se contrai em um choro inconsolável quando alguém leva um brinquedo embora.

Você também já deve ter reparado como o bebê passa da alegria à tristeza em um piscar de olhos.

De acordo com a neurocientista pediátrica Lise Eliot, bebês são instáveis assim porque o córtex cerebral, que controla as respostas automáticas do corpo, mal começou a funcionar. Com o passar dos anos e o desenvolvimento dessa parte do cérebro, a criança conseguirá controlar melhor suas emoções e comportamentos.

E, se você tem a sensação de que seu filho passa mais tempo chorando do que rindo, isso se deve ao fato de os bebês desenvolverem primeiro a capacidade de experimentar o estresse — antes da felicidade. Choro e expressões faciais de tristeza existem por um bom motivo, explica Lise. Eles servem como sinal de socorro para que os responsáveis pela criança consertem o que quer que esteja errado.

Mas, se o bebê está chorando, como saber se é porque sente dor, fome ou simplesmente tédio? “A sensibilidade da mãe geralmente consegue detectar os diferentes tipos de choros e expressões faciais”, afirma Paul C. Holinger, professor de psiquiatria do Centro Médico Rush-Presbyterian-St. Luke, nos Estados Unidos. “As sobrancelhas, a boca e as vocalizações são sistemas de sinalização do bebê.”

Um bebê com algum desconforto físico vai chorar com os cantos da boca virados para baixo e as sobrancelhas arqueadas no meio. Quando o problema é raiva, o rosto do bebê fica vermelho, as sobrancelhas viram para baixo, o maxilar fecha, e ele grita feito um animalzinho.

A maioria dos pais reconhece um bebê que se irrita fácil ou que é medroso, mas, segundo Holinger, muitos não percebem que a raiva às vezes provém de situações desagradáveis do ambiente. “Se há um barulho mais alto ou uma luz mais forte, a criança vai mostrar sinais de medo. Se o barulho ou a luz continuarem, o sentimento vira raiva”, diz o professor.

Seu filho provavelmente tem seu próprio jeito de mostrar quando está bem ou não. Algumas crianças choram, outras ficam mais apegadas e carentes. Com o passar do tempo, você vai entender cada vez mais o temperamento do seu filho e aprenderá a reconhecer os sinais de quando alguma coisa está errada.

Abra espaço para a diversão

Embora um móbile bem colorido ou o gostinho de uma papinha doce possam fazer o bebê sorrir, o que o faz realmente feliz é bem mais simples: você.

“Conecte-se com o bebê, brinque”, aconselha o doutor Hallowell. “Se você estiver se divertindo, ele também estará.”

O ato de brincar produz alegria, mas a brincadeira é também a maneira como as crianças desenvolvem as habilidades necessárias para a felicidade futura.

À medida que crescem, aquelas brincadeiras não-direcionadas fixa permitem às crianças descobrirem as atividades de que mais gostam: construir torres, aviões ou casas com blocos, misturar “poções” com ingredientes da cozinha, pintar com tinta, rolar uma bola, fantasiar-se, brincar de faz de conta.

Muitas vezes essas brincadeiras acabam levando a atividades profissionais extremamente prazerosas na vida adulta.

Lembre-se de que brincadeira não quer dizer inscrever a criança na aula de música, de esportes ou outras tarefas “enriquecedoras”. Brincar significa deixar uma criança inventar, criar e sonhar acordada para ajudar a desenvolver seus próprios talentos e descobrir seus interesses sem interferência externa.

Corpo saudável = criança feliz

Muitas horas de sono, exercícios e uma dieta saudável são essenciais para o bem-estar de qualquer pessoa, e das crianças em especial. Procure dar ao seu filho bastante espaço para que ele gaste energia, seja correndo, chutando bola, engatinhando até um brinquedo preferido ou subindo e descendo do escorregador mil vezes no parque. Atividades assim ajudam a deixar a criança de bom humor.

No caso de bebês, é só importante lembrar que a maioria deles se dá melhor com rituais e horários predeterminados para cada atividade. Programar o parquinho para depois do almoço pode resultar em bebê irritado.

Preste atenção também a possíveis ligações entre o humor do seu filho e a ingestão de certos alimentos. Para algumas crianças, açúcar, por exemplo, pode dar energia, enquanto que para outras, irritação. Acredite: alergias e sensibilidade a alimentos também alteram o comportamento das crianças.

Se você estiver amamentando, talvez descubra que o bebê não fica bem depois que você come alguma coisa específica. Por mais chato que seja abrir mão, muitas vezes compensa não comer e, por outro lado, ter mais tranquilidade com o bebê.

Deixe a criança resolver os próprios problemas

Nos seis primeiros meses de vida, é importantíssimo que os pais respondam a todas as necessidades do bebê. Após essa fase, no entanto, se você correr por causa de cada soluço, impedirá que seu filho vivencie novas experiências.

“Crianças precisam aprender a tolerar situações incômodas e desagradáveis também. Permita que elas tenham dificuldades, procurem uma solução por conta própria, já que isso faz com que desenvolvam a capacidade de lidar com problemas”, diz a psicóloga Carrie Masia-Warner, que trabalha na Universidade de Nova York.

Durante o primeiro ano, o bebê aprende a sentar, engatinhar, pegar objetos, falar uma ou outra coisinha. Cada um desses marcos traz confiança e satisfação à criança. Não não corra para pegar o chocalho que caiu ou o ursinho do outro lado da sala. Dê tempo e estímulo para que seu filho consiga pegar o que quiser sozinho.

Tristeza e raiva também existem

Com o passar do tempo, as crianças aprendem a classificar seus sentimentos e a expressá-los com palavras.

“É normal que as crianças fiquem sensíveis demais, grudadas ou bravas em certas horas, por causa de alguma coisa diferente ao seu redor. Mas isso não quer dizer infelicidade”, aponta Carrie.

Por exemplo, se sua filha cismar de ficar em um cantinho, de mau humor, durante uma festa de aniversário, a reação natural é puxá-la de volta para as brincadeiras. Só que é fundamental deixá-la processar sozinha o sentimento negativo.

A criança precisa aprender que não há nada de errado em ficar chateada ou triste e que de vez em quando faz parte da vida de todo mundo. Ao tentar dissipar qualquer sinal de descontentamento, muitas vezes mandamos a mensagem errada de que não é normal sentir tristeza.

Você é o modelo

Seja para o bem ou para o mal, as crianças tendem a imitar os comportamentos dos pais. Mesmo os bebês mais novinhos copiam o estilo emocional dos pais, algo que chega até a ativar áreas neurológicas específicas.

Isso quer dizer que, quando você sorri, seu filho sorri e o cérebro dele se “programa” para sorrir. Por outro lado, quando você se defronta com um bebê cheio de cólicas, por mais difícil que seja, o melhor é manter a calma para evitar que ele sinta e copie o estresse de quem cuida dele.

É normalíssimo para quem está lidando com recém-nascidos se sentir muitas vezes cansada e no limite. Mas, se esse for constantemente o seu estado de espírito, é importante procurar ajuda. Depressão é um problema real, não uma desculpa ou invenção que está na moda.

Cultive bons hábitos

Mesmo enquanto pequenos, os bebês já têm capacidade de aprender como é gostoso, por exemplo, ajudar ao próximo. Pesquisas indicam que pessoas que sentem que sua vida tem propósito sentem-se menos deprimidas.

É sempre possível demonstrar para uma criança a alegria do dar e do receber. Se você oferecer uma rodelinha de banana, deixe que ela faça a mesma coisa e dê uma de volta para você. Mostre como o gesto generoso deixa você feliz.

O mesmo vale para a hora de pentear o cabelo. Penteie o do seu filho e permita que ele penteie o seu. Esses pequenos momentos criam uma sensibilidade para que ele saiba compartilhar e se preocupar com outras pessoas.

Por volta dos 2 anos, as tarefas da casa são outra chance para ensinar as crianças a participar da vida dos outros. Tarefas simples, como colocar a roupa suja em um cesto ou levar os guardanapos para a mesa, ajudam as crianças pequenas a sentir que também podem contribuir com algo no mundo.

Fonte: BabyCenter

Sete conselhos valiosos para mães de primeira viagem

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Ser mãe pela primeira vez é uma grande experiência, mas, para muitas mulheres, uma experiência excessivamente desgastante. Algumas não conseguem desgrudar da porta do quarto de seus bebês. Outras ficam angustiadas quando não conseguem conter o choro do filho entre outras preocupações.

Para essas mães, reunimos sete conselhos valiosos para as mães de primeira viagem. Entenda melhor as mudanças e características desse comecinho da vida do bebê para aproveitar mais esse momento com preocupações de menos.

1.       É normal chorar

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“Bebês podem chorar uma média de até três horas por dia”, afirma a pediatra Leda Amar de Aquino, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Para descobrir os possíveis motivos, a estratégia é a da exclusão. Por isso, se você já verificou a fralda, já tentou dar de mamar, checou se a roupa ou posição não estão incomodando e, mesmo assim, o bebê continua chorando, espere passar. A especialista também recomenda conversar com o bebê para a mãe se acalmar e também tranquilizar a criança. “Choros contínuos são mais comuns nos três primeiros meses. Nesse período as cólicas incomodam, mas a causa do choro pode ser uma simples inquietação”, diz.

2.       A pele muda mesmo

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Principalmente no primeiro mês de vida é comum o aparecimento de placas avermelhadas na pele, principalmente no rosto. Não há uma causa definida para o problema, mas, da mesma maneira que ele aparece, uma hora vai embora, aponta a pediatra Vera Fieldman Ramalho Valverde, Hospital e Maternidade Santa Joana. Outro problema comum é o ressecamento da pele. “O bebê passou meses envolto no líquido amniótico. Por isso, descamações também são comuns nas primeiras semanas de vida”, explica.
Para não piorar essas e outras mudanças naturais da pele do bebê, alguns cuidados são essenciais. Um deles é vestir o bebê apenas com roupas de algodão. Não se esqueça ainda de lavar as roupas com sabão neutro e sem uso de amaciantes. Por fim, higienize o rosto do bebê com um algodão úmido após a amamentação para garantir que a pele não fique engordurada pelo leite que escorreu.

3.       Sim, ele está mamando o suficiente

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Seu bebê está ganhando peso? Se sim, então está mamando o suficiente. “O ganho de peso é o melhor parâmetro para saber se a criança está se alimentando bem”, diz a pediatra Vera. Há duas maneiras de realizar a amamentação. Uma delas é esperando o bebê esvaziar o leite de um só peito e, na próxima mamada, o leite do outro. Outra é revezando entre os dois seios. Para descobrir o melhor método para você, converse com o seu pediatra.
Outro assunto que precisa ser esclarecido de uma vez por todas é: não existe leite materno fraco. Ele é o alimento mais completo para o bebê. O único problema que pode acontecer é a baixa produção de leite pela mãe. Neste caso, a alimentação deve ser complementada.

4.       Ele não vai passar frio

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“Mães de primeira viagem certamente terão muitas dúvidas, mas, acima de tudo, elas devem usar o bom senso”, afirma Leda. Assim, se estiver muito frio, a criança deve ser bem agasalhada. Se estiver calor, o ideal são roupas leves e fresquinhas. “Deixá-lo todo empacotado independente da temperatura, imaginando que eles sentem muito mais frio que os adultos só prejudica o bebê”, reforça.

5.       O intestino dele não é um reloginho

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Em geral, os bebês evacuam enquanto mamam graças ao reflexo gastrocólico, que avisa o intestino que é hora de funcionar. Entretanto, perto de completar o primeiro mês de vida isso muda. “Eles podem passar dois ou três dias sem evacuar porque seu corpo ainda está sofrendo adaptações”, explica a pediatra Vera. Segundo ela, conforme o tempo passa, o organismo começa a juntar um bolo fecal maior antes de despertar a vontade de evacuar.

6.       Não, ele não é estrábico

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Muitas mães ficam observando seus bebês um tanto preocupadas, imaginando que por eles não conseguirem manter a visão fixa talvez sejam estrábicos. “Isso acontece porque eles ainda não têm controle da musculatura orbitária, mas é completamente normal”, esclarece Vera. Segundo a especialista, esse comportamento não é permanente e costuma mudar até o primeiro ano de vida.

7.       A respiração está normal

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A respiração irregular dos bebês é uma das características que mais assusta mães de primeira viagem. “Eles mudam de um ritmo ofegante para um ritmo bastante devagar ao longo do dia, mas isso é completamente normal”, informa a pediatra Vera. Se perceber que a respiração está muito acelerada, tente acalmá-lo e deixá-lo mais à vontade. Nos primeiros meses de vida a criança está aprendendo tudo, até a controlar a respiração, então não há razão para se preocupar com isso.