Teimosia: o que fazer quando seu filho só diz não

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Seu filho está fascinado com a palavra “não”? Ele provavelmente acabou de descobrir que tem vontades e desejos e quer exercitar isso.
Essa “fase do não” muitas vezes chega sem aviso, deixando os pais perplexos, e pode desaparecer tão de repente como apareceu. Nesse meio tempo, há algumas maneiras para você lidar com isso.

Ofereça opções

Chega a noite e você diz: “Vamos pôr o pijama?”. A resposta inevitável é: “Não!”. Dar opções é a melhor maneira de evitar esse tipo de aborrecimento.

Deixar seu filho escolher entre duas possibilidades é o suficiente nesta fase, quando ele ainda é pequeno. “Você quer pôr o pijama branco ou o vermelho?” “Quer suco ou leite?” “Hora de escolher! Quer guardar seus bloquinhos de madeira ou seus bichos de pelúcia?”.

Essa técnica pode ser usada para tudo, desde o que vestir até na hora de resolver brigas: “Você quer brincar de um jeito legal com o João ou quer brincar sozinho?”.

Contar até dez também ajuda crianças indecisas de vez em quando: “Vou contar até dez e você escolhe, ou então eu escolho para você”.

Seu filho provavelmente vai tomar uma decisão antes mesmo de você sair do “um…” – mas use esta tática com economia, como último recurso, pois ela perde a força se você exagerar.

Lembre-se também que você sabe mais que seu filho e que praticamente tudo pode ser transformado em opção. Por exemplo, você pode perguntar: “Quer ir embora do parquinho agora ou prefere brincar mais dois minutos e depois ir embora?” De qualquer maneira, ele vai ter de ir embora.

Ensine outras respostas

Muitas vezes os pequenos insistem no “não” porque não conhecem outras palavras. Nesse caso, ajude seu filho a ter mais vocabulário. Você pode fazer isso por meio de brincadeiras: “Qual é o contrário de não?”. “O que vem entre o não e o sim?” (talvez, pode ser, ou mais ou menos…) “Qual é um jeito mais simpático de dizer não?” (“não, obrigado”).

Você pode fazer com que o “não” seja menos automático preparando o “terreno” com uma pergunta boba: “O que um cachorrinho diria se você perguntasse: ‘Cachorrinho, você quer um osso grandão?'”.

Quando seu filho responder “Sim!”, você pode entrar com a pergunta a que queria chegar: “E o que você diria se eu te perguntasse: ‘Quer um hambúrguer?'” Com um pouco de sorte, seu filho estará achando tudo engraçado e vai se esquecer de dizer o fatídico “não”.

Use o “não” com moderação

Uma criança pode estar com fixação pelo “não” em parte porque ouve isso a todo o momento dos adultos, situação relativamente frequente. Se esse for o seu caso, tente economizar nos “nãos” que fala para o seu filho.

Use palavras alternativas sempre que possível. Uma tática é usar frases mais específicas para a situação, como: “Nunca se bate no gatinho”, ou “Abaixe a voz, por favor”, “Tire a mão daí”, “Venha brincar perto de mim”.

Seja firme quando necessário

Haverá momentos em que, por mais que você se esforce, será inevitável brigar com seu filho. Se ele parar no meio da rua e se recusar a andar, por exemplo, você vai ter de tirá-lo dali, e rápido, não só por questão de segurança, mas porque, mesmo tendo vontade própria, a criança não pode exercê-la sempre e em todo lugar, pois isso pode causar muita confusão.

Assim, não há problema em dizer ao seu filho, de vez em quando, que aquele não é o momento em que ele pode fazer escolhas. “Não é hora de ficar escolhendo. Sei que você não gosta disso e sinto muito, mas tem de ser assim”.

E você ainda pode explicar: “Porque eu sou a mamãe (ou o papai) e meu trabalho é cuidar de você. E ponto final”.

Fonte: BabyCenter

7 perguntas para o pediatra Daniel Becker: “Seu filho deve aprender que não é o centro do mundo”

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O pediatra Daniel Becker é o criador da Pediatria Integral: um conceito de que a criança precisa ser vista de forma mais abrangente. Não é apenas tratar e prevenir doenças, mas cuidar do bem estar emocional, social e até espiritual da criança e da família. São 20 anos de experiência de consultório no Rio de Janeiro. Formado pela UFRJ, ele é especialista em Homeopatia e mestre em Saúde Pública. Médico do Instituto de Pediatria da UFRJ, ele foi pediatra da Médicos sem Fronteira em campos de refugiados na Ásia e fundador de uma ONG, o CEDAPS, Centro de Promoção da Saúde, com atuação em comunidades carentes.

Becker é um apaixonado pela profissão e conta que ao olhar sua trajetória se diz satisfeito pelas escolhas que fez. Ele é separado, pai de dois filhos, um menino de 17 anos, roqueiro, e uma menina de 20 anos, psicóloga. “Eles são muito bacanas. Tenho muito orgulho deles”, diz o médico. Com tantos compromissos, entre palestras e consultas, ele abriu gentilmente um espaço na agenda para responder às minhas perguntas.

1.Na sua palestra no Ted, você diz que um dos pecados contra a infância é a “entronização”. O que isso significa? Estamos colocando nossas crianças em um trono?

A gente vive em tempos de hipervalorização da infância tanto pela mídia quanto pretensamente pela família e pela sociedade. Mas na verdade e infância é desvalorizada naquilo que ela tem de real, na sua essência. Um dos fatores que explica esse paradoxo é a falta de intimidade e de convivência entre pais e filhos por causa das questões da vida moderna. E quando estão juntos, os pais não conhecem essas crianças, não sabem lidar com elas. Estão estressados com os seus trabalhos, estão viciados nos seus telefones e não querem também se submeter a desaprovação social de uma criança que chora ou se comporta mal. Acaba que essa criança não tem direito de se manifestar de forma negativa, que faz parte do comportamento infantil. Ela não pode fazer uma birra, dizer “não”, chorar, explorar seus limites de atuação no mundo. Como os pais não sabem lidar com essas situações, a criança acaba tendo todos os seus desejos realizados, não lhe colocam limites, não lhe dizem que ela tem que lidar com a frustração. A gente quer calar a qualquer custo o mal-estar. Então para parar com o chilique, a gente acaba cedendo. Ao invés de aprender as regras de convivência, a criança passa a ser uma rainha que dita as normas, os programas, os horários.

2.E o pecado que você chama de “superproteção da infância”?

A superproteção é impedir que as crianças tenham suas próprias experiências. A gente está presente o tempo todo, aquilo que os americanos chamam de “helicopter parent”, pais que ficam flutuando em torno das crianças fazendo com que elas não tenham a experiência do mundo, justamente porque os pais se interpõem entre o mundo e a criança. Elas ficam impedidas de lidar com o risco, com a aventura, com as relações interpessoais, com os problemas da escola, com a dor, com os machucados. Se a criança tem um problema com uma outra criança, os pais se interpõem para resolver a questão, no playground não deixam ela se arriscar a subir mais alto no trepa-trepa. É claro que ninguém quer que o filho quebre um dedo ou receba um ponto, mas são experiências da infância. A criança tem que ter a experiência do risco, do machucadinho e da frustração. Outra coisa muito grave é que para evitar os perigos do mundo, as famílias ficam muito em casa, se expõem pouco à natureza, as praças e as praias. Os riscos desses lugares existem e temos que lidar com eles, pois fazem parte da vida.

3.Qual o prejuízo real para crianças que não sabem ouvir a palavra “não”? O que vai ser (ou já está sendo) dessa geração sem limites? 

Eu já vi criança dormindo às duas da manhã, já vi criança de dois anos que comanda o que tem na geladeira e no armário da despensa. Outras que determinam o programa da família nos fins de semana, se elas não querem sair, ninguém sai. Pais que deixam a criança de 3 anos ficar horas na televisão porque não sabem desligar o aparelho e deixar ela ficar frustrada. Criança que come o biscoito ao invés da comida, que ganha o presente depois de ter se jogado no chão do shopping. Isso tudo causa um prejuízo enorme, tanto na qualidade de vida dessa família, quanto na psiquê, na emocionalidade dessa criança. Ela precisa saber que a sua vida tem limites, que a sua influência tem limites, que o mundo não gira em função do seu umbigo. Muitos meninos e meninas dessa geração vão levar isso para a vida adulta e não só terão dificuldades de convívio como vão quebrar a cara nos seus ambientes de trabalho e em relacionamentos interpessoais. Porque nem sempre a vida vai acolher esse tipo de onipotência que é resultado de uma educação cheia de falhas nesse sentido.

4.A culpa que os pais carregam é a grande vilã nessa história?

Eu tenho muito medo da gente restringir a questão à responsabilidade da família. A família é responsável sim, tem que saber lidar com a frustração, o choro, as emoções negativas da criança, tem que saber mostrar a ela que esses momentos passam, que estas situações vão deixar ensinamentos importantes. Os pais sentem culpa porque não estão presentes na vida dela e quando estão juntos querem dar coisas demais. A gente briga com essa história de dar presente, ao invés de dar presença. Muitas vezes o tal “déficit de atenção” é déficit de atenção de pai e mãe que a criança sofre. Mas a gente tem que justamente tomar muito cuidado para não piorar isso dizendo que os pais são os culpados porque o que leva a tudo isso é a vida moderna, é a perda de referências, é a falta de capacidade de aprender com as gerações anteriores, com a experiência dos outros, é a invasão do tempo de trabalho e do tempo de entretenimento no tempo em família, é o vício do smartphones. Tudo isso tem que ser pesado na compreensão desse fenômeno da entronização e da superproteção da infância, a gente não pode restringir a responsabilidade e nem as soluções apenas a nível familiar.

5.A justificativa sincera de muitos pais é de que eles fazem o melhor que podem, trabalham o dia todo, batalham para dar conforto aos filhos, chegam exaustos em casa. É até mesmo controverso: as pessoas querem ter filhos mas não conseguem ter tempo de conviver com eles. Como resolver este impasse? 

As pessoas querem ter filhos e imaginam que tudo vai ser um mar de rosas. Elas têm que ter consciência de que vão ter filhos neste mundo em que vivem: nas grandes cidades, muitas vezes com a falta de presença de familiares, com trabalhos que demandam excessivamente, com transporte que fazem elas chegarem tarde em casa, isso tudo tem que ser incorporado por um casal quando eles planejam filhos. Planejar ter filho é ver o futuro. Claro que a maioria das pessoas não faz isso, a gente quer ter filho, a gente quer reproduzir a nossa própria genética, isso faz parte de um mandato biológico. Mas hoje em dia a gente tem que pensar nas condições de vida que essa criança vai nascer e como nós vamos dedicar o nosso tempo a ela. Isso faz parte da responsabilidade de um casal. É preciso planejar a carreira, o local de trabalho para que a convivência familiar seja maximizada, para que a criança cresça com a presença dos pais, dos avós, tios, primos. Escolher um lugar para morar com natureza por perto. De novo a gente não pode reduzir a solução deste impasse a nível da família, a gente tem que tentar pensar na sociedade como um todo. A sociedade brasileira é insegura, desigual e cheia de problemas e isso influencia nas condições de vida das famílias.

6.O video americano “Childhood is not a mental disorder” já deu o que falar sobre o uso exagerado de remédios em crianças para controlar “doenças do comportamento”? Você concorda que é preciso ter muito cuidado com os diagnósticos?

Eu gosto muito desse vídeo e ele traz mesmo uma dimensão terrível do que a sociedade está fazendo com a infância. O mercado pressiona a família por soluções fáceis, todo mundo quer resolver os problemas imediatamente. A energia da criança está sendo reprimida. É claro que o comportamento dela vai ser muito afetado por todas as questões que eu já citei, podendo se rebelar, ter insônia, desatenção, brigar na escola, ser impulsiva. Em vez da gente repensar como oferecer a estas crianças uma infância melhor, mais saudável, mais verdadeira, o que o mercado propõe é que elas sejam medicadas. A indústria de diagnósticos e de remédios é monstruosa e crescente. No Brasil, a Ritalina é o principal remédio usado para criança. Em 10 anos a venda de Ritalina subiu de 75 mil caixas para 2 milhões de caixas. O Ministério da Saúde agora está estabelecendo uma regulação para a venda do remédio. A gente não pode negar que essas doenças existem, o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) é uma doença grave, mas ela atinge um pequeno número de crianças. A grande maioria desses diagnósticos está sendo feita de forma arbitrária, sem critério suficiente, eu diria até perversa. É preciso mudar o comportamento da família ou ir para psicoterapia, terapia ocupacional, fisioterapia, fonoaudiologia, que são benéficas para este tipo de problemas e poderiam ser tentadas antes e de forma mais eficaz. Porque o remédio vai ter efeitos colaterais, vai rotular esta criança, como o video expõe muito bem, vai colocar na cabecinha dela que ela é apenas um transtorno e não uma criança que tem potencialidades múltiplas e possibilidades infinitas para o seu futuro. Tem a historia de uma mãe que levou a filha ao pediatra porque achava que ela tinha problemas e o pediatra deixou a criança com uma música e saiu da sala por alguns minutos com a mãe. Eles ficaram observando a criança do lado de fora, enquanto ela dançava o tempo todo. E o pediatra disse: “Sua filha não tem um problema, sua filha é uma bailarina, leve-a para uma aula de ballet e vão ser felizes”. Gillian Barbara Pyrke, a menina da historia, se tornou uma famosa coreógrafa da Broadway. Quantos gênios, artistas, cientistas nós não estamos perdendo medicando e rotulando essas crianças?

7.Quais as suas dicas para criarmos “crianças como crianças”?

Acolher as crianças nas suas emoções. Especialmente as crianças pequenas têm uma racionalidade limitada e uma emocionalidade muito grande. Se ela está com raiva, você pode dizer para ela “você está com muita raiva”. E mostrar de forma teatral o que está acontecendo com ela, fazê-la entender o sentimento que ela está tendo e dar permissão para ela sentir essas emoções, tanto negativas quanto positivas. Acolher também os desejos: “você quer esse brinquedo, eu sei que você quer muito ele, eu te entendo, mas a mamãe não pode comprar ele agora”. Isso quebra um pouco esse mecanismo da birra. Ter convivência com os nossos filhos, oferecer a eles oportunidades de conversa, de refeições em família, de sair na rua juntos, brincar nos parques, subir no trepa-trepa, ralar o joelho no chão, cair do skate (com capacete!), subir numa árvore, levar um zero, aprender com a frustração. Tudo isso é importante para formar uma criança mais feliz e um adulto mais íntegro, preparado para conviver com o outro. Para saber respeitar o outro a primeira coisa que a criança tem que entender é que ela não é o centro do mundo. Ela é um membro da família e ter relações igualitárias com os outros membros da família vai fazê-la entender que ela vive numa sociedade. Esse é o nosso papel como pais.

Fonte: http://tudosobreminhamae.com/

 

O que pode e o que não pode na gravidez – Parte II

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Continuação do post de semana passada. Dá uma olhada no que mais você, futura mamãe, pode e não pode fazer. Mas lembre-se: consulte sempre o seu médico(a).

O que pode:

Dormir de bruços (com a barriga para baixo)

Grávidas podem dormir de barriga para baixo. Se a gestante se sentir confortável, não há contraindicações em dormir de barriga para baixo. No entanto, a partir do quarto mês de gestação, com o aumento do volume abdominal, a tendência é de que a posição se torne desconfortável.

Todos os especialistas indicaram a lateral esquerda como a melhor posição para a gestante. “Assim ela tira o peso da barriga da veia cava e melhora a circulação sanguínea”, diz a obstetra e ginecologista Denise Coimbra, do serviço de reprodução humana da Escola Paulista de Medicina. Para aumentar o conforto, o ginecologista e obstetra Odair Albano recomenda que a gestante mantenha a perna esquerda esticada e a direita dobrada e use um travesseiro pequeno entre as pernas e um grande para apoiar a barriga.

A mesma orientação é dada pela fisioterapeuta e ginecologista Tânia Scudeller, pesquisadora de fisioterapia em saúde da mulher e coordenadora do curso de Fisioterapia da Unifesp. “O mais indicado é que a gestante durma de lado, com um travesseiro médio sob a cabeça e um pequeno entre as pernas. Dessa maneira mantém toda a coluna alinhada e previne dores musculares”, explica.

Ir a shows e baladas

Grávidas podem ir a shows ou baladas com som alto, com moderação. Não é porque você está grávida que precisa ficar enfurnada dentro de casa e recusar a todos os convites para uma festa animada. No entanto, a futura mamãe deve sempre se preocupar com o próprio bem-estar e o do bebê.

A ginecologista e obstetra Denise Coimbra, do serviço de reprodução humana da Escola Paulista de Medicina, recomenda mais cautela a partir do terceiro trimestre de gestação. “A audição e a visão fetal já estarão desenvolvidas desde o 7º mês. Em baladas, com som muito alto e muitas luzes, o bebê ficará confuso e poderá ficar mais agitado”, explica. Se não houver alternativa, Denise Coimbra recomenda que tanto o pai quanto a mãe acariciem e confortem o bebê durante a festa com passadas de mão suaves na barriga – o tato também já estará desenvolvido neste período – e conversas próximas ao ventre.

O obstetra e ginecologista Odair Albano também dá outras recomendações: “Esteja bem alimentada e hidratada, não use bebidas alcoólicas e procure ambientes arejados, com temperatura agradável”.

Manter Cães e Gatos

Grávidas podem ter cães e gatos, mas com cuidados redobrados. Debora Rodrigueiro, professora do departamento de Morfologia e Patologia da PUC-SP, explica que o parasita responsável pela infecção por toxoplasmose pode ser transmitido pelo contato com as fezes de gatos, mas isso não significa que o animal deve ser isolado. “Para evitar a infecção, basta não mexer ou limpar as fezes dos gatos”, orienta.

Segundo ela outros animais domésticos, como os cães, não transmitem o parasita. A ginecologista e obstetra Cláudia Garcia Magalhães, da Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp), dá a mesma recomendação. “Caso tenha gato em casa, a tarefa de limpar as fezes deve ser delegada a outra pessoa”, explica. Se não dá para delegar, o ginecologista Odair Albano indica às gestantes o uso de luvas descartáveis para manipular urina, fezes e secreções do animal.

Ainda com todos os cuidados, manter os pets é uma opção da gestante. Alguns profissionais contra indicam a convivência com os bichos. O ginecologista Luiz Ferraz de Sampaio Neto, da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Sorocaba, orienta as mulheres que nunca tiveram a doença – e, portanto, tem nenhum ou poucos anticorpos contra a toxoplasmose – a não manipular gatos ou qualquer outro animal que possa ser veículo de transmissão do parasita, como pombos e galinhas.

Tomar anestesia

Grávidas podem tomar anestesia de dentista. A ginecologista e obstetra Cláudia Garcia Magalhães, da Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp), afirma que a gestante pode e deve cuidar dos dentes. “Esse cuidado pode prevenir, inclusive, o parto prematuro”, diz ela. Segundo o ginecologista Odair Albano, administrador de saúde pública, o atendimento odontológico pode ser feito com anestesia. “Mas a gestante precisa informar ao dentista sobre a gravidez, caso ela ainda não seja aparente”, alerta.

O perigo, segundo o ginecologista Luiz Ferraz de Sampaio Neto, da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Sorocaba, não está na anestesia, mas em uma substância que é usada pelos cirurgiões-dentistas junto com a anestesia somente nos casos em que é necessário reduzir o sangramento para facilitar o procedimento. “Essa substância é vasoconstritora e pode elevar a pressão arterial. Paciente com os níveis de pressão já comprometidos não devem se expor a este tipo de produto”, explica.

O ginecologista destaca ainda que o ideal é que haja a possibilidade da paciente se posicionar lateralmente durante qualquer procedimento, o que pode reduzir o desconforto.

Andar de avião

Grávidas podem viajar de avião normalmente até o 8º mês. As empresas de aviação só impedem o embarque de grávidas depois da 34ª semana porque é só a partir deste período que aumenta o risco da gestante entrar em trabalho de parto em pleno voo. Mas, pelo mesmo motivo, a ginecologista e obstetra Denise Coimbra, do serviço de reprodução humana da Escola Paulista de Medicina, desaconselha viagens aéreas já a partir do 7º mês.

“Grávidas em situações especiais poderão embarcar, desde que apresentem atestado médico”, lembra o ginecologista Luiz Ferraz de Sampaio Neto, da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Sorocaba (PUC-SP). Ele explica que os voos em cabines pressurizadas não costumam trazer malefícios para a gestante, mas recomenda que em viagens muito prolongadas as futuras mamães façam o uso de meias elásticas e procurem se movimentar para evitar o risco de tromboembolismo.

Vale lembrar que alguns destinos, como países da África e Ásia, exigem vacinas que não são recomendadas durante a gestação.

O que não pode:

Carne mal passada

Grávidas devem evitar carne mal passada. O risco de contaminações, principalmente de toxoplasmose, deixa os especialistas em alerta em relação a este hábito. “Esta é uma recomendação popular comum para combater a anemia, mas não deve ser seguida. A carne mal passada pode transmitir infecções e parasitoses perigosas para a mãe e para o bebê”, afirma a nutricionista da Universidade Federal de Pelotas (RS), Carla Alberice Pastore.

A especialista Debora Rodrigueiro, do departamento de Morfologia e Patologia da PUC-SP, reforça que o parasita que transmite a toxoplasmose pode ser encontrado em carne mal cozida, ovos crus e leite não pasteurizado. “Para o adulto, os sintomas são imperceptíveis, mas o parasita é capaz de atravessar a placenta. Se o feto for infectado, desenvolverá toxoplasmose congênita”, explica. Os bebês que adquirem a toxoplasmose congênita não apresentam alteração no nascimento, no entanto, mais de 90% desenvolvem problemas de cegueira, surdez, e atraso de desenvolvimento, meses ou até anos depois.

Para o médico ginecologista e obstetra da Faculdade de Medicina da USP, Roberto Eduardo Bittar, assim como para a professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp), Cláudia Garcia Magalhães, o alimento deve ser evitado principalmente por mulheres que são suscetíveis a toxoplasmose, ou seja, nunca tiveram contato com o parasita. Isso você descobre por meio de um exame de sangue que deve ser feito preferencialmente antes da gestação.

Correr

Grávidas podem praticar corrida, mas com (muitas) restrições e apenas nos primeiros meses de gestação. Para quem já pratica a atividade, no início da gestação não há contra indicações. Mas quem corre ao ar livre precisa redobrar a atenção para evitar quedas. “Com o evoluir da gestação, a gestante deve substituir a corrida por algo com menos impacto, como a caminhada e a hidroginástica”, afirma a ginecologista e obstetra Cláudia Garcia Magalhães, professora da Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp).

A coordenadora do curso de fisioterapia da Unifesp, Tânia Scudeller, explica que a corrida é um exercício muito intenso, que exige bastante do sistema cardiovascular, o que pode ser um problema já que durante a gestação esse sistema também é sobrecarregado. “A somatória dessas duas demandas – corrida e gravidez – pode diminuir o fluxo de sangue para o feto e trazer prejuízo ao seu desenvolvimento”, alerta.

A orientação da educadora física Denise Vancea, professora da Universidade de Pernambuco, é trocar a corrida pela caminhada. “Caminhar durante a gravidez com regularidade, todos os dias, pode evitar o ganho de peso desnecessário, o que consequentemente diminui o risco do desenvolvimento de diabetes gestacional ou hipertensão”, informa a especialista.

Nem as atletas profissionais estão isentas dos cuidados. As corredoras gestantes precisam treinar com supervisão e ser acompanhadas com maior frequência pelo obstetra.

Tomar adoçantes

Grávidas só podem tomar adoçante em casos específicos e com restrições. O ginecologista Luiz Ferraz de Sampaio Neto, da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Sorocaba, explica que faltam estudos científicos suficientes que definam as doses adequadas ou quais são os efeitos do uso de adoçantes durante a gravidez. “Aparentemente, o uso em pequenas quantidades seria seguro, especialmente para aquelas que precisam controlar melhor o ganho de peso”, afirma.

A geneticista Debora Rodrigueiro, professora do departamento de Morfologia e Patologia da PUC-SP, também ressalta que o uso de adoçante na gestação deve ficar limitado às grávidas que precisam de maiores cuidados no controle de peso e às que são diabéticas. Mesmos nesses casos é preciso recomendação médica, pois nem todos os produtos são indicados para gestantes. “Baseado nas evidências atualmente disponíveis, deve-se dar preferência ao aspartame, sucralose, acessulfame-K e a estévia”, afirma Debora Rodrigueiro.

Todos estes adoçantes citados pela especialista também são considerados seguros para as gestantes pela FDA (Food and Drug Administration, órgão norte-americano que regulamenta alimentos e remédios). Mesmo assim, é preciso avaliar cada caso individualmente, já que alguns dos produtos podem ser contra-indicados em situações específicas. O médico nutrólogo José Alves de Lara, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), lembra que o aspartame, por exemplo, já não pode ser consumido por pessoas que sofrem de fenilcetonúria, uma doença metabólica em que o organismo não consegue processar o aminoáciodo fenilalanina.

Doar Sangue

Grávidas não podem doar sangue. O Ministério da Saúde proíbe a doação de sangue de gestantes e lactantes. A ginecologista e obstetra do serviço de reprodução humana da Escola Paulista de Medicina, Denise Coimbra, explica que ao doar sangue a gestante compromete seu estoque de ferro no organismo, o que pode evoluir para um quadro de anemia trazendo riscos ao feto.

O ginecologista Luiz Ferraz de Sampaio Neto, da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Sorocaba (PUC-SP), afirma que a possibilidade da gestante sofrer um desmaio durante ou logo após a doação é grande. “Se ela desfalecer ou acabar caindo, pode haver prejuízos tanto para ela quanto para o bebê – o que por si só já justificaria não doar sangue nesta fase”, afirma.

Tomar vinho

Grávidas não podem beber vinho. Além de não trazer benefícios nutricionais ao feto, o álcool ainda pode trazer riscos à saúde dele. “A maior causa não genética de deficiência mental é a ‘síndrome alcoólica fetal’ (SAF). De 2 a 4 doses diárias de álcool são suficientes para instalar este quadro”, explica Debora Rodrigueiro, professora do departamento de Morfologia e Patologia da PUC-SP. A SAF pode provocar microcefalia – crânio de tamanho reduzido e cérebro inferior ao normal -, presença de lábio superior mais fino que o inferior e filtro nasal apagado.

Carla Alberici Pastore, nutricionista da Universidade Federal de Pelotas (RS), orienta as futuras mamães a não consumir álcool durante a gestação. “Estudos mostram que mesmo pequenas doses ocasionais de álcool trazem impactos negativos para o bebê. Quanto maior a dose de álcool e maior a frequência de consumo, piores essas consequências”, alerta. José Alves de Lara, médico nutrólogo e vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), destaca que, independentemente de estar grávida, pelo seu menor peso e por um determinante metabólico, as mulheres devem ter sempre mais cuidado com o álcool.

Fonte: delas.ig.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

As coisas que ninguém te contou sobre a maternidade – Parte II

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11. Você terá uma nova noção de férias

Fazer as unhas do pé no salão vai ser quase como fazer uma viagem para Bahamas.

12. Você vai aprender uma nova fórmula

Pegue o número de horas que você passou olhando, encantada, para seu namorado da época do colégio. Multiplique por 100 para chegar ao número de horas que você vai ficar olhando para o rosto do seu bebê dormindo.

13. Seu bebê vai te surpreender

Você vai ficar chocada com o fato de um bebê tão pequeno fazer conseguir fazer tanto barulho.

14. Você vai ganhar – e perder – amigos

Pessoas que você nunca imaginou como amigas serão amigas. A maternidade cria alianças inesperadas. Você se conecta com uma mulher que nunca viu antes no parque, compartilhando suas dificuldades de cuidar da criança ou de deixar seu filho chorando a noite. De repente, vocês são amigas para a vida. Infelizmente, esteja preparada para cair no esquecimento de alguns amigos antigos. Talvez você não tenha mais a energia necessária para manter algumas relações de longa data.

15. Você vai adorar ver seu marido sendo pai

Vai se sentir irritada com seu marido várias vezes ao dia. Então você vai vê-lo no modo pai anunciando: “Vá tirar um cochilo, eu cuido das coisas, querida”. E vai esquecer todos os pensamentos irritados que você já teve.

16. Vai parecer que você é uma celebridade perseguida por repórteres

Quando alguém questionar e julgar sua forma de ser mãe. “Você amamentou por quanto tempo?”, “Vai voltar ao trabalho ou não?”, “Você tem dormido bem?” são algumas das perguntas que você vai ouvir pelo menos uma vez por semana.

17. Sua vida sexual vai mudar

Você vai perceber que voltar a ter relações sexuais depois de ter um bebê talvez não seja tão simples, mas é possível.

18. Você vai revisar sua lista do Netflix

Filmes que falam de famílias desfeitas e mães viúvas? Esqueça isso. Depois de ser mãe você vai querer assistir  “Ligeiramente Grávidos” novamente

19. Você vai ganhar… de um jeito ou de outro

Há vantagens em ser tanto mãe de menina quanto mãe de menino. Você vai descobrir várias delas com o tempo.

20. Você nunca vai achar a maternidade entediante

Até as seis semanas de idade, o seu bebê dormia durante a noite toda, raramente chorava, e comia muito bem. Quando ele fez cinco anos, se rebelou e desistiu de comer verduras e passou a acordar durante a noite um milhão de vezes. Da mesma forma, o bebê que não andava até 1 ano e 2 meses se transformou em um verdadeiro atleta, a quem os professores elogiam pela independência. Maternidade é assim: se você esperar alguns minutos, ela vai mudar. O melhor conselho é tentar viver o momento e desfrutar de todas as fases.

Fonte: www.paisefilhos.com.br

 

10 desenhos infantis inteligentes e que promovem a igualdade

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Lemos esse post no blog http://www.naopuledajanela.com.br e achamos super interessante compartilhá-lo aqui com vocês.

Os programas infantis de hoje em dia não tem conteúdo inteligente, quem produz esses materiais subestima demais o público infantil. Crianças merecem conteúdo de qualidade, desenhos e filmes que desenvolvam a criatividade e relações positivas.

Abaixo segue a lista de 10 desenhos ótimos indicados pela escritora do Blog http://www.naopuledajanela.com.br, Paola Rodrigues.

Muitos são disponibilizados no Youtube e no Netflix.

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  1. O Show da Luna

Está é uma produção nacional, ponto positivo, que tem como protagonista uma menina chamada Luna, que é como toda criança: uma cientista. Ela, seu irmão Júpiter e o furão Cláudio – sim, como o Imperador Romano historiador e escritor – vivem aventuras para solucionar a maior questão do desenho “Porque isso está acontecendo?”. Primeiro temos um desenho muito bem feito, tanto artisticamente, quanto em roteiro. Os diálogos são divertidos, os assuntos sempre muito interessantes, a ponto de que a família se reúne na sala para ver junto. Em segundo, temos uma protagonista menina, que usa roupas normais, nada rosa, nada fofo, nenhum esteriótipo. Ela ama seu irmão e se aventura com ele. A família de Luna não só incentiva, como participa dos experimentos. As questões são reais e a argumentação é sempre muito bacana. Um desenho que incentiva perguntas, descoberta e a real exploração do potencial infantil é sempre fantástico.

Um dia você vai estar lá, fazendo algo e cantando mentalmente “Eu quero saber, porque o gato mia…”. É o desenho preferido da Helena, que agora vive uivando para a Lua e fala Luna para tudo. Nós também amamos.

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  1. Que monstro te mordeu?

O número dois também é brasileiro e é um dos desenhos mais lindos que já vi. Não é para crianças muito pequenas, já que sua temática é bem reflexiva. Lali é uma menina meio monstro que foi convidada para o concurso Monstro do Universo por seu amigo Romeu Umbigo. E é nesse mundo cheio de monstros coloridos, um cenário maravilhoso, músicas originais e divertidas, que vemos Lali se deparando com sentimentos que podem transformar humanos em monstros quando não discutidos. Na história temos temas como inveja e raiva, sempre abordado de forma muito lúdica e sincera.

É um dos desenhos mais bem produzidos que já coloquei os olhos. É o tipo de projeto que qualquer um venderia a alma para participar. Ele passa na TV Cultura e além dos 50 episódios para TV, também tem 50 episódios no canal do Youtube!!!

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  1. Bino and Fino

Este é um desenho produzido na Nigéria e que infelizmente não possui tradução ou legendas em português, mas a importância dele já se mostra exatamente por isso: conhecemos apenas uma versão da história do continente africano. Faz alguns dias que vi o TED da escritora nigeriana Chimamanda Adichie que fala sobre os perigos da história única, como somos apresentados sobre uma versão dos fatos e criamos esteriótipos perigosos; e este, acredito, é um caso que se repete em desenhos infantis. O desenho conta a história de dois irmãos que são criados pela avó e é um retrato muito colorido, divertido e inteligente do que [agora] acredito ser a realidade na Nigéria. Mesmo não sendo em português, é um inglês bem simples e dá para ver com os filhos, já engatando uma tradução simultânea se for necessário.

Você pode ver vários episódios no Youtube.

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  1. Charlie e Lola

Amor entre irmãos é sempre meu foco quando quero saber se um desenho é bom. Já não basta a cultura de rivalidade que adoram colocar e a realidade, que também nem sempre é fácil, então desenhos que apostam nisso ao invés do amor romântico para crianças, sempre ganha meu coração. Lola é uma menina muito, muito energética e cheia de imaginação e, felizmente, possui um irmão carinhoso, que lhe ajuda a dar asas para suas histórias. O mais legal é ver como eles constroem as histórias. Muito simples, muito doce e sempre com situações onde Charlie explica pacientemente coisas para Lola. Gente, sério, isso é legal!

Lola também possuí um amigo imaginário chamado Soren Lorensen, que já me ganha pelo nome.

Tem no Netflix!

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  1. Milly e Molly

Este desenho produzido pela Discovery Kids é uma adaptação da obra da neozelandesa Gill Pittar, que tem livros lindos e não poderia ter um desenho de menor qualidade. É muito, muito raro encontrar desenhos cujo protagonista não seja branco. O erro é em fazer com que crianças vejam desenhos que não condizem com sua realidade. O mundo não possuí só uma cor, uma língua e uma forma de ver as coisas. Essa é a grande importância de buscar desenhos com diversidade e que respeitem isso de forma leal. Este é o caso. Milly e Molly vivem aventuras, mostram o valor da amizade, discutem assuntos sobre a vivência infantil, quando tantos sentimentos e problemas estão se apresentando pela primeira vez.

Você pode ver alguns episódios no Youtube.

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  1. Meuamigãozão

Produzido por dois estúdios, um brasileiro e um canadense, esse é um daqueles desenhos lindos de se ver. Com uma arte impecável, um roteiro legal e histórias que ensinam o valor da amizade; passeia por questões como egoísmo e brincadeiras que não funcionam. Esse é um desenho que costumamos ver raramente aqui em casa, mas não porque ele não é bacana. Talvez, sendo bem radical, Lili não precisava no desenho sonhar tanto em ser princesa. Só. O restante é muito bacana e Yuri, o personagem principal, possuí o melhor amigãozão da história! Gente, juro que queria ter um elefante azul gigante. E é basicamente isso, cada personagem tem seu amigo e com eles vive aventuras, promovendo uma linda sensação de trabalho em equipe e de como podemos buscar experiências inusitadas em lugares óbvios.

Tem no Netflix!

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  1. Garota Supersábia

Rita Bastos [sim, ela é latina!] é uma super-heroína que combate os vilões dando uma aula de português. Pronto, em uma frase resumi o quão bacana é esse desenho. Temos uma menina latina, que se parece uma menina latina, o que é mais raro ainda, que caiu na Terra junto com seu macaco, O Capitão Caretas. Não bastante, os vilões tem nomes como: Doutor Cerebro de 30 Rato, Teodoro Tobias 3º e Dona Redundância. É um desenho muito bem produzido, escrito, divertido, com sentido e a representação dos personagens e da heroína é fantástico.

Você pode ver vários episódios no Youtube.

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  1. Peg+Gato

Você está vivendo e começa a música: Peg e o Gato, Peg e o Gato, Peg e o gato, Peg e o Gato. Veja e depois me conte como você vai dormir com isso na cabeça. Adeus, Caetano. Adeus, bom gosto musical, vai ser Peg e o Gato. Mas tudo tem um bom motivo e são raros os desenhos que abordam matemática de forma tão legal. Esse é um desenho para crianças pequenas, que consegue conversar sobre números de forma didática e divertida. A arte é linda, acho muito bom quando desenhos usam a dinâmica de que aquilo poderia ter sido rabiscado por uma criança.

Você pode encontrar no Youtube.

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  1. Inami

Está é uma produção francesa, mas conta a história de um jovem índio na Amazônia. Passa na TV Cultura e é um dos poucos desenhos que conheço que possuem essa temática. Por algum motivo estranho, nosso país não consegue conceber produções infantis contando como são os verdadeiros brasileiros, aqueles que moravam aqui antes do Homem Branco chegar, mas estamos torcendo para que isso acabe logo. O desenho não foca em relações familiares, que era o forte da cultura indígena, prefere o velho argumento do menino apaixonado pela menina, mas para pessoas que querem que os filhos tenham contato e apreciem um desenho divertido, que não é absurdo como a maioria, indico sinceramente.

A TV Cultura passava em 2014, mas olhei aqui e nada de novos episódios. Então recomendo procurar no Youtube.

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  1. Tromba Trem

Mais um brasileiro para a lista, só que este tem uma das histórias mais bacanas que já vi [e tanto socialista, vá]. Gajah é um elefante indiano que se perdeu e vai parar na Floresta Amazônica. Sem memória, ele conhece uma tamanduá chamada Duda, que é super simpática e vegetariana. Depois de entrar numa disputa com uma colônia de cupins cuja Rainha tem certeza que é de Kapax, eles viajam pela América Latina. Cada episódio se passa num país e é muito divertido. Em cada lugar tem um novo personagem, que caracteriza a cultura local e Duda é sempre muito doida. Ok, eu fico vendo esse desenho. Me julgue.

Você pode acompanhar pela TV Cultura.